quinta-feira, maio 27, 2010

Ensaio sobre seres que não o são...


Falo de pessoas....pessoas..peças de um mundo que se prevê inteiro nas emoções e nos sentimentos que transmite...em todos os ecos que dá nos caminhos por onde passa...
Ecos....prolongamento de gritos e choros que só alguns ouvidos atinge...gargalhadas prolongamento de instantes felizes que todos ouvem sem hesitar.Uma gargalhada não irrita mesmo quando pode ser irritante..uma lágrima só por si já nos estremece a não ser que caia numa pedra oca e vazia...aí o eco sufoca na indiferença de um granito que se julga avançado no meio das pedras quadradas que jura contar no seu chão.





Falo de pessoas...peças que partem em mil outras peças até um dia que voltam a unir-se seguras de nunca mais partir e lá ficam suspensas em momentos seguros que nenhuma tempestade vã parece ameaçar ruir.Mas a tempestade vem e a unidade passa a meio de alguma coisa..inseparáveis são os gestos que habitam em nós e de nós partem em várias direcções à procura de dar azul à escuridão do vosso mundo nem que seja à custa de um rosto por vezes mais cinzento...um pedaço de azul altivo junto ao peito vale por todos os ventos que te possam soprar para longe de ti mesmo...os ventos não te deixam partir para longe e sabem sempre que poderás um dia voltar...Mas as pessoas...aqueles seres que dizem ser gente e que afinal não o são,vão gostar sempre de te ver rodopiar como um pião à espera de te ver cair..mas tu que também és pessoa vais fincar os teus pés de barro na terra e por teimosia lá estarás sempre preparada para voltar a içar a tua bandeira numa alma cheia...

Daniela Pereira
Direitos de Autor Reservados

segunda-feira, maio 24, 2010

Ghost from the past....


Ghosts from the Past - Bang Gang


You fall like an angel to me
And you fell and broke your wings
It was never meant to last
You were just a ghost from the past

I thought you really could be real
That my heart was ready to bleed
When I walked through pain and fear
You would totally disappear

You know that I love you, you know what I need
You know that I find you so tender so sweet
We walked through the darkness, we walked in the sun
We shared all our sorrows, we shared all our love
You said that you love me you said that you cared
So how could I know I had something to fear
I don't know where you are I know that you're hurt
I should have been able to sense your alert


You came like a stranger to me
And you said you were for real
Now I do know where this will end
I was cold and I needed a friend
I turned on the light so you could see
I was stuck in some other dream
Still my eyes were crystal clear
You came closer and shattered my tears

Chorus

How could you say you want me to go
When my diamond was starting to glow
When you knew that I wanted you so
You left me alone






domingo, maio 23, 2010

Contraluz...

É pó de estrelas aquilo que eu vejo à superfície do teu querer...
caminhas na direcção contrária do vento porque a ti só te interessa a velocidade infinita de uma luz...
Sou um cometa que se desfaz aqui em mil pedaços já...para te construir de novo ali ao lado...
É pó de estrelas aquilo que eu vejo do cimo do meu altar sagrado onde pecas com o corpo ...sereia brava a reluzir no ninho...

Daniela Pereira
Direitos de autor reservados
Foto da autoria da autora:http://olhares.aeiou.pt/po_de_estrelas_do_mar_foto3724333.html

domingo, maio 16, 2010

O teu fabuloso destino...



Achei que tinha nascido para fazer os outros mais felizes...ando tão distraída com os sorrisos que ofereço que quase me esqueço de ser feliz...*

sexta-feira, maio 14, 2010

A lógica do que não sei sentir....





Todos que amo são perfeitos...
porque o amor é a perfeição de todos os sentimentos.
Só me sinto imperfeita porque vos podia amar mais um pouco...
então amo-vos um pouco mais e os defeitos do que não sinto ficam mais pequenos ...


Todos que amo são perfeitos...
e eu sou perfeita quando vos sei amar...
e todo o resto que não amo
é imperfeito demais para eu amar...

Daniela Pereira
Direitos de Autor Reservados

sábado, maio 08, 2010

O amor não é uma palavra simples...é um verbo sem partida nem chegada





Vem depressa Amor,porque te sinto frágil no meu peito...a perder os arco-íris que pintei para ti e há um rio tão tranquilo dentro de mim que espera de novo ver-te naufragar...
Faz-me sentir segura nos abraços e nos beijos que guardei para te dar quando voltares a florir de mim..já soprei os meus desertos que ficaram despojados num só chão..já plantei novas sementes,mas acho que ainda não as consigo desejar tão puramente quanto desejei naqueles dias que moravas no meu coração cheio de vida e tão certo.

Vem depressa Amor,porque te sinto frágil...a fugires do meu horizonte por entre os dedos já cansados de escrever amores ausentes...das lágrimas passadas já fiz tantos mares a transbordar de sal...porque não nasce em mim uma nova onda de espuma que me molhe todas as angústias?
Tenho o sol preso à algibeira,como se fosse pecado deixá-lo brilhar outra vez...como se as estrelas tivessem correntes que ainda não aprendi a soltar...
E se te encontrar no fundo daquela nota mais profunda? Serás mais uma melodia ou um som vazio que nada em mim escuta?

Vem depressa Amor,porque te sinto frágil e a morrer dentro de mim numa metamorfose de medos e risos que nada consegue criar de tantas árvores cortadas ao relento...meu peixinho dos sonhos dourados,mergulha em paz.

Daniela Pereira
Direitos de Autor Reservados

quinta-feira, maio 06, 2010

O célebre motor...


Na impedância dos meus olhos
já não há espaço para silêncios turbo...
Ai como seria tão bom,se pudéssemos pausar o motor
e abraçar tranquilamente a ressonância da viagem...
sem sentir todas as pedras ocas
que nos entupiram o coração pelo caminho...

Daniela Pereira in Impedâncias cognitivas
Direitos de Autor Reservados

foto "La lumiére" de Daniela Pereira

sábado, maio 01, 2010

L'amour...






"L'amour... "

...E porque o amor jamais será eterno então não te posso amar porque não conheço a estrada do infinito...
Amo-te só num pequeno espaço de tempo..como se desse um beijo às rosas antes de caírem murchas no chão...
Não deixes doces sementes ao abandono nos braços da desilusão...rega-te e quando te sentires perto do fim...ama-te porque ainda és pétala rosa..


Daniela Pereira
Direitos de Autor Reservados

quarta-feira, abril 28, 2010

melodias discretamente incertas...




Fechar os olhos...respirar...paz...nuvens negras vão suspensas lá ao fundo...bem lá ao fundo...
...Que venha a paz quando abrir os olhos devagarinho....silêncio que a alma respira por fim...

terça-feira, abril 27, 2010

The puppet mirror...




Já não tenho cordas para controlar os meus gestos...
Já não tenho espelhos por partir...
todos os vidros já me rasgaram a pele e desenharam-me a alma outra vez...
Se vi o luar à luz de um rio impuro...hoje ainda me ardem os olhos por ter mergulhado a seco em ti...
Marioneta dos sentidos e dos prazeres adiados deixa-me dançar ao som dos meus desejos...
Estou cansada de fantasmas que me assombram os beijos e me atropelam a ternura como se fossem camiões desgovernados a pedir um corpo por um fio...
Já não tenho tesouras presas aos meus dedos...cortei-me fundo e esvaziei-me de veias mornas...

Daniela Pereira
Direitos de autor reservados

domingo, abril 25, 2010

Ainda é Abril...





Em todas as cinzas plantei cravos vermelhos e arranquei espinhos profundos....
e tudo o que jamais fui capaz de soprar ergue-se hoje mais livre de culpas e correntes...

Em todas as grades derrubei sólidas prisões da alma com uma caneta revolta em aromas passados e uma pomba de asas abertas esvoaçando no peito coberto de areia..

Em todas as ruas por onde passei rasguei-me de paixões e remendei-me com ilusões e sonhos a granel...
Ainda bem que existem canteiros com flores e sorrisos de sabão para combater a feia escuridão que espreita lá fora!

Em todos os amores que abracei nem a pele ficou por vestir nos ternos abraços...e se lágrimas chorei foi por não me sentir crente que alguns amores tivessem a palavra liberdade escrita na testa...
Ainda bem que existem letras negras para eu forrar as fendas das paredes e corações vermelhos com gosto a rebuçado...
Digo adeus às lutas amargas porque hoje é Abril e ainda ficaram tantas flores por despir...

Daniela Pereira
Direitos de autor Reservados

terça-feira, abril 20, 2010

Sublinhados...




De todas as marcas e símbolos do quotidiano....escolhi o ponto final como prova da minha vontade mais formosa...
O ponto..sem curvas incorrectas nem virgulas amestradas...és um ponto final no meu caminho reticente..
E em todas exclamações que já dedilhei na guitarra de fumo..tu foste o espanto mais desafinado do meu peito...
Dou pausas no prazer e sigo serena nas minhas páginas de sonhos revestidas...
Sei que tenho uma pergunta irregular algures à minha espera...mas prefiro saltar os pontos de interrogação que me deste.

De todas as marcas...escolhi o ponto final como valor supremo na minha boca...


Daniela Pereira in Sublinhados
Direitos de autor reservados

sábado, abril 10, 2010

"De azul se faz mais um pouco de cor





...E eu aqui fico imersa em devaneios e alguns paleios menores...
Não gosto deste mundo tão certo que não me faz vénias quando planto papoilas nem me beija a mão quando desenho borboletas com a ponta dos dedos e digo adeus à nuvem cinzenta que caminha distraída com o seu passo a saber a chuva...
Pode chover que eu não me importo...
conheço as minhas lágrimas de sal como conheço os ceus azuis por onde já bailei destemida com a mente seca de pensamentos e o coração cheio de mais alguma coisa que ontem era coisa nenhuma...
Pode chover que eu não me importo...
as pedras são para aqueles que perderam a vontade de voar e eu gosto de amar com gotas de chuva...
E eu posso ser pequena neste mundo bafejado de gigantes mas jamais estarei só..
Embalo sonhos na minha sombra e os ventos fazem castelos nos meus cabelos enquanto faço serenatas ao bicho papão ...
E eu tenho um certo gozo em ver-te contente imaginando que embrulho folhas de papel como quem faz um laço ao sol da Primavera bem apertado para ele não mais fugir..
e lá fico perdida no horizonte de Inverno a ver chegar os pássaros de luz com melodias de areia...
no meu mundo...no meu mundo...

Daniela Pereira in "De azul se faz mais um pouco de cor"
Direitos Reservados

sábado, abril 03, 2010

Papoilas




Por todas as palavras que não disse...
Ficaram papoilas por florir e rosas por murchar...
Mas o vento fez-me a vontade e levou para longe os teus silêncios amargurados
e enquanto o vento sopra...já não há mais nada por dizer.
Fecho a janela às madrugadas vestidas de branco...


Daniela Pereira
Direitos de Autor Reservados

quinta-feira, março 25, 2010

O peixe riscadinho e o gato sem riscas...





Era uma vez um peixe riscadinho e um gato preto sem nenhuma risca no pêlo...
O peixe riscadinho vivia num lago e passava os dias a nadar feliz no seu cantinho de águas limpas.Algumas vezes ele gostava de mergulhar bem fundo e ir ter com as pedras ou com as algas que encontrava sempre agarrada a elas.Nas tardes com sol a água aquecia e o peixinho fechava os olhos e flutuava contra o vento.
Nessa casa mas afastado do jardim vivia também um gato..um gato preto de gestos ágeis e pêlo brilhante.O gato sem riscas gostava de ficar até bem tarde na cama..era muito friorento e preferia o quentinho dos cobertores da dona ao ar frio das manhãs.Por vezes também gostava de ficar à janela, a olhar para os amigos vizinhos que o cumprimentavam de longe.
Um dia o peixe riscadinho estava a gozar uma tarde de sol no seu lago,livre de pensamentos quando ergueu os olhos para o céu e viu uma grande mancha negra e uns grandes olhos verdes a olhar fixamente para ele.Assustado deu um enorme pulo e o gato preto num reflexo inesperado esticou a pata na sua direcção mas não agarrou o peixinho. O pobre do peixe ficou com o coração aos saltos depois daquele grande susto e o gato ao vê-lo em tamanha aflição apressou um pedido de desculpas...
- Mil perdões companheira,foi mais forte do que eu..é que ao olhar para si imaginei-a com ares de uma apetitosa sardinha.Mas deixe-me que lhe diga,que a senhora para sardinha é um pouco estranha com essas riscas pretas nas costas.
O peixe foi lentamente recuperando o fôlego e logo deu resposta ao gato preto atrevido...
-Pois fique sabendo que não sou sardinha nenhuma,mas sim um peixe de linhagem asiática e de paladar refinado,digo-lhe eu!Disse o peixe riscadinho ofendido pelo desconhecimento da sua classe...
-Mais uma vez desculpa,mas não digas que tens paladar refinado,porque aviso-te que ainda não meti nada nesta barriguinha hoje e as tuas palavras estão a aumentar-me a fome...disse o gato preto salivando sem se aperceber.
-Bem,senhor gato é melhor mudarmos de assunto realmente...achou melhor dizer o peixinho,já a imaginar-se na boca daquele grande gato preto esfomeado e o gato assim fez.
-Não tinha reparado que moravas aqui neste lago e passo tanto tempo neste jardim...
-É natural,quando a água está mais fria eu prefiro ficar escondido debaixo das pedras onde está mais quentinho,por isso nunca deves ter reparado em mim durante os dias de Inverno..explicou o peixe ao gato curioso.O gato piscou um olho porque um raio de sol tinha entrado demasiado fundo e lhe ofuscado a visão...
-Mas olha que eu no Inverno,também não ando muito cá pelo jardim...primeiro porque está frio..segundo porque odeio molhar as patas quando chove e terceiro não há muito para se ver em dias de tempestade para além de um vento irritante a zumbir-me nas orelhinhas.
O peixe explicou-lhe que também não era adepto dos dias frios e que era normal hibernar no fundo do lago até a água aquecer...
O gato achou estranho e imaginou-se no fundo do lago de patas para o ar sem mexer um músculo...mas quando pensava nisso mais se lembrava que assim iria parecer que estava morto.
-Ai,que estranho essa coisa do hibernar...mas tu não tens fome,nem ficas com dores no corpo por estares tanto tempo parado no fundo da água?E os teus donos nunca pensaram que estavas morto ao ver-te assim?Aquela história do fingir de morto durante o Inverno ultrapassava a sensatez do gato preto,que não consegui ver vantagem nenhuma em poder ser confundido com um animal moribundo e ser atirado para uma cova cheia de terra ou então no caso do peixinho ser descartado para o esgoto ou para a boca do cão da casa o que seria um cenário ainda pior para imaginar.


Daniela Pereira
Direitos de autor reservados

quarta-feira, março 24, 2010

Seda...




A seda de todos os sonhos não se tece em vasos partidos...

Foto @ Daniela Pereira

http://olhares.aeiou.pt/seda_foto3562065.html

domingo, março 21, 2010

Ao acaso...




Quero gritar bem alto...
Projectar as palavras
para longe da garganta.
Libertá-la deste nó
que a sufoca
sempre que abro a boca.

Escrever frases sem nexo
sem conexão com os sentidos.
Cortar ligações entre palavras
e os sentimentos enlouquecidos .
Amachucar as letras
como se elas fossem apenas desperdícios.
Juntá-las por brincadeira
e como uma criança
construir palavras sem pensar.

Respirar lentamente
este ar doce que me envolve
enquanto a noite acaricia
a minha pele com mãos de veludo.
Olhar em frente
mas com o coração debruçado
nas curvas do silêncio
que ecoa no quarto.

Respirar profundamente
e asfixiar-me de desejos.
Rasgar os lençóis da cama
com os dentes trilhados na seda.
Quero rir bem alto...

Pregar os sorrisos à parede
como se fossem quadros.
Ensurdecer o silêncio
com gargalhadas sonoras.
Mergulhar numa banheira
encharcada de perfume
e fazer inveja às rosas.

Quero sonhar que ainda estou viva
enquanto caminho nas nuvens
e deixar morrer suavemente nos meus braços
todos os desejos sonhados contigo ao acaso.

Daniela Pereira in "Cortar as Palavras num só Golpe,Corpos Editora 2005"
Direitos de Autor Reservados

sábado, março 13, 2010

Façam festas às paredes como se elas fossem de veludo...





Soltem-se os braços porque as minhas mãos já não são roseiras com espinhos e os abraços são para se dar até ao último fôlego da tristeza que se quer raio de sol...
Corações ao alto...porque um coração de rastos não sabe bater ao som do compasso...
Almas ao vento....porque uma alma amarrada não tem vida de borboleta e é um sopro sem voz...
Beijem as nuvens que passam..porque ontem eram trovoada e hoje já só sabem ser nuvens cinzentas ,ai como é bom saber que nenhuma chuvada ficou por cair nos teus ombros molhados!
Ai como é bom sentir que acidez que sentias no teu peito já não vence a doçura que sempre pingas na tua boca quando sorris para o vazio sentindo-o cheio de espuma branca...
Corações ao alto...porque os corações não são pedras para amontoar num só chão à espera que os pisem de novo..
Almas ao vento..porque o poeta já não tem cordas na língua nem cravos pregados nas prosas...
Façam festas às paredes como se elas fossem o pedaço mais suave que as vossas mãos podem sentir...
Depois carimbem estrelas em cada passo que passe por vós para retribuir até os momentos de escuridão com luas maiores...
Ai como é bom sentir que ainda temos um coração capaz de apaziguar todos os nossos monstros de cartão...


Daniela Pereira
Direitos de Autor Reservados

terça-feira, março 09, 2010

Para as Mulheres da minha vida....


8 de Março de 2010-Dia Internacional da Mulher




Para as Mulheres da minha vida deixo um sorriso colorido e o abraço mais apertado que nos braços posso conter....
Para as Mulheres da minha vida..que são mães,doces e protectoras...
Que são fadas sem asas mas sempre me aconchegam os sonhos se na noite passada tive pesadelos...
Que me escutam,mesmo quando digo disparates ou encho os olhos com lágrimas salgadas e perco a força que em mim procuram ver..
Que são amigas...ternas,fieis até quando não consigo ser perfeita e lambem as minhas imperfeições até sentirem que já não há ferida...
Para as Mulheres da minha vida roubo pedaços ao céu..sopro nuvens negras...pinto o sol em tons de mel...perco o calor do meu peito se no coração de alguma entristeço...
Pelas Mulheres da minha vida perco a voz..solto o grito..atravesso o escuro porque no fundo do corredor elas trazem-me sempre uma nova luz à minha escuridão...

Às Mulheres da minha vida..Obrigado por serem tão Mulheres....
Um beijo nos gestos*

Daniela Pereira