domingo, janeiro 30, 2011

Passatempo Dia dos Namorados


O Blog Devaneios vai realizar um Passatempo para o Dia dos Namorados onde podes ganhar exemplares do livro "Já não se fazem Homens como antigamente" . Lê atentamente as Regras do Concurso e participa :)

Sinopse do Livro



Para participar queremos que sejas original e criativo...
Podias fazer uma simples carta de amor,mas nós sabemos que todas as cartas de amor são banais.Por isso queremos que mostres o teu amor por tudo o que te rodeia e podes deixar o ser humano de lado se quiseres.
Adoras alguma equipa de futebol? Mostra o que te apaixona nela...
Amas o teu bichinho de estimação? Achas que tens o animal mais fofo e prendado do mundo?
Ocultas uma paixão secreta pelo homem do talho? Prometemos não contar a ninguém,mas diz o que te encanta nele...
O Dia dos Namorados é para todos e todos merecem receber presentes:)

Regras do Concurso:

1) Cada participante deve criar uma Declaração de Amor original e postá-la como comentário neste tópico.A Declaração deve ser identificada com o primeiro e último nome de cada participante e numerada por ordem de participação.
O participante só poderá concorrer se for seguidor deste blog ,assim sendo deverá indicar também o seu nome de seguidor .

2) Todas as Declarações de Amor deverão ser postadas a partir do dia 31 de Janeiro,Segunda Feira até ao dia 11 de Fevereiro Sexta Feira.

3) As Declarações de Amor serão votadas até ao dia 11 de Fevereiro .
Apenas seguidores deste blog poderão votar na sua declaração preferida identificando-a desta forma :" Eu voto na declaração "desta pessoa" indicando o nome do autor da frase" . Cada pessoa só poderá votar numa única frase concorrente e uma única vez.

4) Cada participante no Passatempo só poderá postar uma frase para concurso

5) Todos os participantes no Passatempo terão de ter morada em Portugal

6)Os prémios deste Passatempo :

- 1º e 2º Classificados- As 2 Declarações de Amor mais votadas- Oferta gratuita de 1 exemplar do Livro Já não se fazem Homens como antigamente


*Bónus de participação -
Todos os participantes deste Passatempo - Caso tenham interesse podem adquirir exemplares do livro Já não se fazem Homens como antigamente com dedicatória de um dos autores do livro (Daniela Pereira) contactando-me pelo email "ielapausas@gmail.com" onde serão dadas todas as informações ". .Esta oferta está limitada ao nº de exemplares disponíveis no blog


-*Os portes de envio serão pagos pelo administrador do Blog




*Nota: As classificações do passatempo serão colocadas neste blog no dia 12 de Fevereiro e os vencedores deverão enviar os seus dados pessoais para o email referido neste tópico

Para mais informações sobre a venda deste livro ou para encomendas podes contactar-me através do email "ielapausas@gmail.com"

terça-feira, janeiro 18, 2011

Um punhado de gente pequena...



Hoje acordei com pensamentos de gente pequena. De gente que não ambiciona o céu porque outros já tiveram a mesma ideia e sente que juntar o seu corpo ao caminhar simples das estrelas é um desperdício que nada acrescenta à solidariedade dos astros.

Que bom que é ser um mortal rotulado com prazo por expirar mas pouco consumido. É como se fossemos um produto gourmet que não se prova porque tem um gosto diferente daquilo que geralmente deixamos no prato numa refeição normal. Não é que tenha mau gosto, mas tem um gosto que não se define e isso é um pouco constrangedor para a alma habituada a paladares pouco profundos.

Olho-me como uma sopa... uma sopa de legumes com textura aveludada. E quando passo pelo dia sem imprimir às pernas passos apressados como numa garfada as inquietudes à solta pelos quintais. Dizem que são aves de penas duvidosas aquilo que saboreio sem cessar... a mim sabem-me a frango do campo com aromas de alguidar.

Hoje acordei com pensamentos de gente pequena, não mais que um metro e meio de altura sem comprimento ideal para abrir uma cova no chão e sem elasticidade facial para sorrir rasgado até atingir o sol em cheio no olho. Não faz mal, faço-lhe carinhos até ele fechar os olhos por sua própria vontade e não por me ouvir rezar por alguma escuridão porque a saudade ofusca-me o peito.

E o tempo hoje está tão politicamente correcto que até enjoa os sentimentos... é absurda esta monotonia na descrição humana das coisas que acontecem ou de tudo o que fica por acontecer.

Como se a veia triste pudesse ser um vaso impossível de romper porque o sangue desgostoso flui com gosto e a veia cava da alegria fosse só um caminho ténue para furar alguma angústia.

Enfim, sabemos que até no coração da gente pequena o amor bate com todo o vigor...

Daniela Pereira

Direitos de Autor Reservados

segunda-feira, janeiro 10, 2011

30 minutos depois das 10...




Se eu me calar....
as palavras fogem-me pelos dedos.
São serpentes escorregadias
que o silêncio não consegue capturar.
Então chovem-me as dores,
em letras miudinhas,
tão anormais e singelas.

Daniela Pereira
Direitos de Autor Reservados

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Somos borboletas em flor.. Estamos prontas para parir a luz.




Não existem aves lá fora...

apenas voam gotas de chuva atravessando o silêncio numa valsa muda...

Não existem flores nos jardins...

recolhemos as pétalas na última ventania que passou...

Não existem gritos a sacudir as janelas...

hoje escrevi no coração com as pedras gastas da calçada

e surpreendentemente ele não se riscou...

Não existem pensamentos aos pontapés nas ideias...

está selada a ordem das coisas

e o meu caos restaurado

como lenha fresca que se deita na fogueira

para o lume não partir...

Não há tempo para dizermos o que sentimos

quando o vazio nos envolve..

Somos borboletas em flor..prontas para parir a luz

mas em tantos momentos abrigamos o peito na mais pura escuridão...

Não existem aves no céu...

porque só rente ao coração sobrevivem as tuas penas...

Então soltamos os teus loucos sentidos e assim fugimos dos Homens normais.

Daniela Pereira

Direitos de Autor Reservados

terça-feira, janeiro 04, 2011

A faca que não te fere mais...




A solidão é um caminho de cabras por onde os rebanhos de sonhos não passam...

É uma casa sem janelas forrada a cetim onde o sol não entra e só um leve nevoeiro paira.

A solidão é uma realidade que devia ser miragem para facilitar as contas que nos trancam os olhos a uma parede reflectida no chão onde a luz bate e volta ao inicio da escuridão.

A solidão...a solidão é uma palavra amarga que nos prova a boca quando nada temos para dar..para fazer crescer sem regar o momento com alguma tristeza que afoga qualquer semente que tentamos cultivar.

Depois choramos porque sentimos que as flores partem e só as silvas frutificam porque usámos as lágrimas para abençoar o dia e esquecemos que só a sorrir o mundo agradece.

A solidão é uma faca de estrutura romba que nos consegue ferir com a ferida mais fina e mais profunda.. não deita sangue..sangra com sal..é uma hemorragia silenciosa que termina sem uma gota derramada mas que afecta todos os nossos mares.

Um dia vai haver uma onda silenciosa que varrerá tudo e tu vais chorar o ontem como se ele ainda estivesse ali espetado contra o teu peito..cravado no teu intimo como uma marca intemporal que nada derruba ou diminui.

Faz o teu mundo... põe-lhe flores nos canteiros..pinta-lhe arco-íris nas paredes..prende o céu cinzento sozinho lá no escuro de um canto..desenha um sol que não se deite nem por um segundo...sacode a chuva dos teus cabelos porque a solidão sempre volta à tua boca e como um filho que regressa a casa leva-te nos braços.

Daniela Pereira

Direitos de Autor Reservados

sábado, janeiro 01, 2011

Tentações


http://olhares.aeiou.pt/tentacoes_foto4300578.html

quarta-feira, dezembro 22, 2010

Feliz Natal






Se nada for mais importante que um coração aberto

então leva-me a chave do peito

para nele sempre puderes entrar...



Se nada for mais importante que um abraço apertado

quando sentires frio em ti...

então moldo nos meus braços

o perfil do teu corpo

para eternamente te abraçar...



Se nada for mais importante que uma palavra

pronta a quebrar o silêncio do teu mundo...

então deixo-te a minha voz

ou um saco cheio de ternas palavras escritas

para varreres a solidão...



Se o carinho...a promessa e a amizade forem flores na tua mesa

que eu um dia na tua alma lar deixei..

então é porque plantei o teu coração no meu jardim e com doçura te reguei.



Daniela Pereira

Direitos de Autor Reservados




Feliz Natal a todos os amigos que me deixaram entrar nos seus mundos e me acolheram sem se importarem com os dias em que sou rosa caída...malmequer sem rumo ou violeta adormecida.

domingo, dezembro 05, 2010

Sessão de lançamento do livro "Já não se fazem Homens como antigamente



Foi no dia 27 de Novembro que o Livro "Já não se fazem Homens como antigamente" foi apresentado pelos seus autores a todos que se deslocaram à Livraria Leitura Books & Living no Porto.
Essa sessão, contou com a presença inesperada do escritor Luís Miguel Rocha,autor do prefácio do livro e também com o nosso editor Francisco Abreu representando a Editora Esfera do Caos.





A tarde começou cedo para os autores que estiveram reunidos com amigos num almoço aproveitando para discutir agradavelmente sobre temas que lhes eram prazerosos...logo as palavras,os livros e as emoções que eles podem transmitir foram alguns dos assuntos servidos com o café.




A sessão de lançamento iniciou-se com as palavras bem dispostas do editor Francisco Abreu que fez uma breve apresentação dos autores e da obra,agradecendo ainda a presença do escritor Luís Miguel Rocha.Foi o Luís Miguel Rocha que iniciou a conversa com o público da livraria,falando um pouco do prefácio e da sua opinião sobre a obra.
A seguir foram os autores do livro que levantaram um pouco o véu sobre as suas histórias.



A primeira história a ser focada foi a da autora Daniela Pereira, a história "Clara ou a Cinderela dos Tempos Modernos".Daniela falou um pouco sobre a mensagem que a história encerra,mostrando uma analogia daquela história com os velhinhos contos de encantar.Sugerindo que os protagonistas da história vivem um conto de fadas mas com o final distorcido,porque Clara acaba por descobrir que o seu príncipe encantado Tozé vai revelar ser afinal um autêntico sapo.
A história brinca um pouco com as relações fugazes que se iniciam com atracções mútuas e sem tempo para uma construção sólida.As personagens são postas em situações onde os seus gestos tornam-se tão exagerados que as leva a mostrar um lado ridículo no modo como exprimem o que sentem.Uma história que pretende ser divertida mas com um forte momento de sátira ao comportamento humano nos dias de hoje.



Logo a seguir,João Pedro Duarte apresentou a sua história "Paciência de Chinês". Uma história que foca o medo que algumas pessoas sentem em assumir os seus sentimentos quando eles são verdadeiros.Numa inteligente e divertida peça de teatro guiada por um estranho fantasma,o autor retrata a vida de um casal apaixonado que continua afastado vivendo vidas paralelas numa tentativa frustrada de viver emoções que só juntos poderiam ter.O medo de sufocarem num amor tão intenso faz com que o jovem casal viva ilusões nos vários relacionamentos e experiências amorosas que partilham,mas acabando sempre por cair num vazio profundo.




A 3ª história a ser apresentada nesta sessão foi a hilariante história de um reformado idoso que desejou ter uma noite de prazer com a sua mulher.Falamos da história de Miguel Almeida, "Ele tomou Viagra,Ela chamou a polícia". O autor iniciou a sua apresentação referindo que a sua história tinha sido construída a partir de factos verídicos explicando que teve que sacrificar as férias para conseguir participar neste projecto,mostrando-se muito satisfeito por ter conseguido o seu objectivo.Nesta história o senhor Solidónio Matos tenta convencer o seu médico de família a receitar-lhe o famoso comprimido azul,o Viagra. Cansado de se sentir encerrado num corpo doente e débil,este idoso conduzido pela força das suas memórias e pela vontade do prazer pede ao seu médico a oportunidade de amar a sua mulher novamente.No entanto a toma do Viagra tem efeitos que a pobre da esposa de Solidónio não esperava.



Para terminar a apresentação da obra, o autor Pedro Miguel Rocha falou um pouco sobre a história que defendeu neste livro, "A Lâmina do Amor".Numa história que vasculha o mundo da realidade virtual e o cruza com uma relação real perturbando-a fortemente.Pedro Miguel Rocha refere os perigos e as tentações que os mundos de comunicação criados na net podem causar.A facilidade de encontrar novas pessoas e de estabelecer ligações sem conhecer a pessoa que está do outro lado do ecrã é muitas vezes responsável por enganos e por numerosas desilusões.



Finalmente houve ainda espaço para algumas perguntas da plateia e para o debate de alguns temas relacionados com o recheio deste livro.Para surpresa e admiração dos autores foram muitas as pessoas que embaladas pelas palavras dos autores não tiveram problema em mostrar a sua opinião e em partilhar experiências das suas vidas com todos os presentes.Falou-se que a idade nunca será desculpa para não amar alguém,perguntou-se se ainda haveria espaço neste mundo para o Amor verdadeiro. Se as pessoas ainda davam pedaços de si sem esperar nada em troca.Se nas relações havia tempo para dar valor aos gestos trocados e aos momentos vividos neste mundo tão fugaz.
Tivemos ainda a surpresa de sentir que as nossas palavras tinham chegado aos corações das pessoas, que saíram daquela sessão sentindo um bocadinho mais a importância de mostrar às pessoas que as amamos sem nenhum medo.Oferecer um ramo de flores à pessoa amada sem nenhuma razão aparente para além do amor que por ela sentimos ainda está na moda...e ainda bem.








Texto da autoria de Daniela Pereira

segunda-feira, novembro 08, 2010

Sessão de lançamento do livro "Já não se fazem Homens como antigamente


Convite para a sessão de lançamento do livro "Já não se fazem Homens como antigamente"...

Livraria Leitura Books & Living-Shopping Cidade do Porto-PORTO dia 27 de Novembro às 16h .Apareçam:)

quarta-feira, outubro 27, 2010

Passatempo na página do facebook do livro Já não se fazem Homens como antigamente


Bom dia :)



O sapinho encantado dá inicio ao 1º passatempo da semana...

Neste 1º passatempo teremos um exemplar do livro para oferecer através de um sorteio entre todos os participantes que responderem correctamente no mural da página às seguintes questões:



1- Qual foi a data de lançamento do book trailer da obra Já não se fazem Homens como antigamente no blog do livro?



2- Em que colecção inserida no catálogo da Editora Esfera do Caos podes encontrar o livro Já não se fazem Homens como antigamente?



O passatempo irá decorrer a partir deste momento e até Domingo dia 31 até à meia noite.



Boa sorte!!!



Vamos lançar um conjunto de passatempos em que os vencedores serão premiados com um exemplar autografado. Estes passatempos irão decorrer de dia 27 de Outubro a dia 14 de Novembro. Convidem os vossos amigos a juntarem-se a nós na página





Pista: As respostas podem ser encontradas no blog oficial do livro e no catálogo da Editora Esfera do Caos... ;)

segunda-feira, outubro 25, 2010

Informação

Olá amigos do Devaneios


É com prazer que partilho mais um cantinho onde podem adquirir alguns dos meus trabalhos literários...

Na Wook existe uma página onde podem encomendar o mais recente livro Já não se fazem Homens como antigamente com desconto de pré-lançamento e o velhinho livro de poesia Afectos Obsessivos :)

http://www.wook.pt/authors/detail/id/956440


beijinhos

Daniela Pereira

sexta-feira, outubro 15, 2010

Já não se fazem Homens como antigamente

"Já não se fazem Homens como antigamente" tem como missão abalar
mentalidades e arrancar sorrisos bem rasgados. Ao longo de 4 histórias
divertidas e actuais, falamos do mundo das relações, vasculhamos
consciências, reviramos crenças de pernas para o ar, falamos de sexo
...depois dos 80 anos, falamos de futebol e das tendências de moda masculina,falamos de marisco e seduções, de paixões cegas e de amores encantados.




Dia 15 de Novembro à venda nas principais livrarias do país...

Um livro de Daniela Pereira,João Pedro Duarte,Pedro Miguel Rocha e Miguel Almeida
Prefácio de Luís Miguel Rocha

http://homenscomoantigamente.blogspot.com/

http://www.facebook.com/pages/Livro-Ja-nao-se-fazem-Homens-como-antigamente/153081791398468

segunda-feira, setembro 27, 2010

Clara ou a Cinderela dos tempos modernos...





Falar da Clara, não é simples mas também não será assim uma tarefa muito árdua.Clara é uma mulher como todas as mulheres. Tem sonhos, fantasias e desejos secretos que por educação tenta guardar só para si. Gosta de matar o tempo a ler horóscopos tentando antecipar-se ao destino. Adora vestidos fashion, mas só tem dinheiro para costurar trapos com originalidade.Imagina-se todos os dias a ganhar a lotaria, e a viajar pelo mundo sem hora marcada para o regresso...Depois, é uma mulher que vive de paixões e por isso vai perdendo o coração pelas esquinas da rua... Como perdem todas as mulheres apaixonadas.Mas a vida de Clara, vai mudar... É o destino que o diz e Clara acredita no destino. Por isso corre contra o tempo para esbarrar literalmente com o seu grande amor.Então, tudo muda… Clara volta a amar e é um amor intenso. Os defeitos da sua cara-metade pouco interessam aos olhos de quem vê tudo pintado com as cores do arco-íris. Ela sorri, quando provavelmente deveria chorar. Há um coração cego por aí, mas é um coração que se sente extraordinariamente feliz. Mas não é isso que realmente interessa? Ter um coração feliz?O que pode fazer Clara para tentar que essa felicidade nunca mude? Congelar o tempo? Fingir que tudo continuará perfeito. O Tony é o seu príncipe... O príncipe de todas as histórias de encantar. Não tem um cavalo branco? Que pormenor tão banal para ela! Ele é perfeito... Para a Clara é um homem perfeito. Pode ressonar durante a noite, gostar da sua cervejinha quando vai ver a bola, praguejar em demasia, e até mesmo olhar para todas as mulheres com saias com mais de 2 dedos acima do joelho. É o homem que Clara escolheu nos seus sonhos… O homem que a faz tão feliz. Talvez acredite que um amor assim possa ser eterno…





Clara ou a Cinderela dos tempos modernos, é um texto escrito por Daniela Pereira e fará parte do projecto a 4 mãos " Já não se fazem Homens como antigamente" ,Editora Esfera do Caos... Um livro recheado de histórias divertidas,reais e que nos fazem pensar no mundo que hoje temos.

Todas as novidades referentes ao livro poderão ser encontradas no blog:



http://homenscomoantigamente.blogspot.com/

sexta-feira, setembro 10, 2010

Minuendo....





Há um céu de estrelas com quem danço

para celebrar uma noite sem escuridão...

Há também um jardim,onde nunca pisei flores

nem ocultei sonhos.

Há quem diga que a minha alma não tem pés

mas caminha contra o vento...



Não sei,mas ouço-lhe os passos.



Há também uma figueira que nunca deu figos...

mas nem por isso deixou ao relento

as aves oriundas de mil e uma paisagens.

Há quem diga que a minha alma não tem olhos

mas vê ilusões como ninguém...



Não sei...não a consigo ver

mas pressinto que tem um coração distraído..





Daniela Pereira

Direitos de Autor Reservados

sexta-feira, agosto 20, 2010

Há homens que dormem sem escuridão...




E se os sonhos fossem papagaios de papel?

Talvez os pesadelos fossem balões para furar à luz da lua...

Atar os nossos sonhos a um arco-íris de papel e deixar as vontades voar a favor do vento...

Só um vendaval de ideias à solta e um punhado de areia para enterrar os teus erros.

Que bela é a liberdade de um sonhador

não há montanha que não alcance

nem nenhum mar que fique por atravessar...

E dos seus olhos nascem pássaros amarelos

que no topo do mundo querem pousar

e há uma campa fria no fundo do peito

onde já repousam os fracassos.

Depois há aqueles que apenas dormem com os olhos abertos na escuridão...



Daniela Pereira

Direitos de Autor Reservados

quarta-feira, agosto 11, 2010

Romã...

Foto @Raquel Moura
P.S: Parabéns amiga,só o teu olhar podia descobrir um contraste com tanta beleza...aqui fica o poema que escrevi inspirada na força e na fragilidade desta imagem*

Um dia planto uma laranjeira à tua porta


Tens um lado de ti onde nada se abre....até o sol se encobre debaixo das tuas persianas como se a tua janela fosse um fosso de escuridão aparentemente sem fundo.

Do outro lado és a Primavera em flor...e todas as sementes desmaiam aos teus pés mais vivas do que nunca.Já te rasgaram a pele das paredes,como se fosses para sempre um fruto velho a secar ao tempo que passa sem pressa para murchar.Não disfarças os dedos que já te treparam o corpo despido numa ténue cor de gema de ovo como se a tinta que te pintou um dia os pontos brancos fosse impermeável ao sal dos olhos que nas tuas paredes choraram despedidas agarrados a ti..

como se tu lhes fosses dar algum alento.

Mas há um lado em ti...onde tudo se transforma..onde não há tempo para escuridões ou vozes de sombra e só os risos sobrevivem ao verde das tuas raízes.

Que linda que é a tua janela!

Aquela que nuncas abres mas onde o sol nunca se põe e a noite a ela nunca chega...

mas o luar...ai mas o luar recortado no teu corpo de vidro riscado entra pela Primavera a dentro e não existem folhas caídas que resistam no chão por muito tempo e até as flores mais tímidas brotam nos velhos telhados laranja que trazes nas veias .

Um dia abro o mundo com as minhas próprias mãos e planto uma laranjeira à tua porta ….


Daniela Pereira

Direitos de autor reservados

quinta-feira, agosto 05, 2010

segunda-feira, agosto 02, 2010

Rumo à liberdade...





Já cheguei às tuas pedras e não as atirei para o ar...pelo contrário,fortaleci o meu chão
porque um chão raso é que me engole...
Cheguei ao mar,incrivelmente cheguei com os pés molhados depois de atravessar tanta areia seca...é um fenómeno que não sei explicar,assim como não sei explicar porque há chuva em pleno verão e o inferno traga o verde dos meus olhos.
Vais fugir das minhas fugas?
Como se fugir fosse a solução de todos os afogamentos que o mar promove na minha mente...talvez devesse cortar o mar ao meio e caminhar por entre as ondas como se o meu corpo fosse um milagre desencaminhado e sem rumo.
A tua liberdade é o teu escudo...a minha arma é o teu grito e a paz é um colchão vazio que os sonhos perfumam para não perderem a reputação de serem Deuses maiores que tudo podem mesmo quando já em nada acreditas.
E o veludo é verde porque o vermelho desbotou com o sal da cozinha e o amarelo não tem girassois na pele,só os pressinto na barriga...
Deixa estar que o mar é surdo..sei-o porque já supliquei em tom vibrato que queria partir e ele não me deixou dar nem um passo,atirou-me logo com a onda mais feroz e sacudiu-me a esperança até ela deixar de tentar ser feliz e fez-se um caminho seguro com vidros estilhaçados para nada mais partir por dentro.
Já vejo o teu barco a acenar bandeiras brancas enquanto deriva na incerteza de uma direcção ...
Basta de esperar
que o mar se abra para mim! ...
Então dispo-me de incompetências e inocências e de todas as "ências" que nos tornam máquinas de coração estripado e rumo à liberdade
com as asas presas aos pés calcinados pelos dias que ardi à toa por alguém...

Daniela Pereira
Direitos de Autor Reservados

domingo, julho 04, 2010

Desidratação...




Estás na garganta...a arranhar-me as palavras como se fosses uma lâmina e eu já não te grito...
Silenciei-te no meu ouvido como se fosses para sempre um verbo sem futuro para conjugar..então não te conjugo..nem sequer te condeno porque o fogo por ti há muito se apagou.
És uma paisagem rara que espero não repetir no meu olhar...cegos são os amadores..visionários são os amadores da palavra amar e eu sinto-me madura à luz da vela.
E faço ondas na mente como se a memória fosse um mar com tormentas a conquistar e tu de memórias nada sabes...nada vês..só restos de um vazio que é só teu e eu costuro-me nas fendas com retalhos coloridos como se fosse uma boneca de trapos à espera de uma vida..
Estás na garganta..feres-me a voz e de nada me queixo,porque só ontem aprendi a falar..
É verdade que digo muito...que até acho que digo tudo,mas o meu coração depois de ti jamais falou de igual para igual ...podia multiplicar os dias..dividir as razões todas as noites mas mesmo assim somaria desperdícios mal contados e o meu ser seria impossível de equacionar...tu já és uma incógnita que nada tem para ser resolvido..és uma constante que se perde no tempo a apagar fórmulas que não entendes.
Matematicamente incorrecto é o teu pensar...sobes numa cadeira e atiras ao ar tudo o que já não interessa e o teu mundo reduz-se a meia dúzia de linhas,todo o resto é ficção porque a tua realidade com nada se comove.
Pirâmide de aventuras..
ruína das verdades...
nó incompleto a trepar na garganta...
Vai um copo de água para deslizares mais depressa?


Daniela Pereira
Direitos de autor reservados

quarta-feira, junho 23, 2010

O fim de todas as coisas maduras...




Escrevo-me...

Serei um drama em cada folha adormecida no colo dos leitores que me vigiam por detrás de tantas letras tristes e marcadas no papel?
Um conto cinzento que não sei colorir por ter perdido dentro de mim toda a cor?
Sempre me senti um romance mas quebrei-me em mil poesias todas as noites em que amei com o coração aberto e no entanto em nada fiz-me poema...só fui devaneio de uma cama que não se queria ver vazia.
Tive perfumes na pele..tive sonhos..beijos dados com paixão..tive promessas...não...não tive promessas,tive instantes...pedaços de tempo que corriam como cobras sem pernas por isso nunca tocavam o chão quando me percorriam.Eu pensei erradamente que galopavam o tempo porque tinham asas..ignorância súbita de quem se orgulha de saber pensar e de ter no pensamento uma esperança segura.

Escrevo-me...

Destapo-me dos pontos finais que me foram dados...das intermitências nos sentimentos que só a ruas escuras me conduziram..e os passos que eram tão firmes para mim eram pressentimentos de um andar enterrado em areias movediças de onde nunca mais poderei sair.
Interrogo-me...faço questões que o mundo inteiro não compreende e simplifica com pena e eu retribuo sentindo-me mais complexa porque já nem as respostas me satisfazem...nada é credível..porque tudo passa rápido demais para ser palpável com as mãos..até os abraços são de fumo,escassos e voláteis...formas que não prendem só sustentam a alma quando ela está prestes a cair mais fundo.Ainda vês o mar aí desse buraco? Sentes a brisa pelo menos e nadas sem te molhares...só os teus olhos atravessam as ondas com a intenção de as quebrar...o resto do teu corpo fica parado exposto às ambições de alguém sem rosto.

Escrevo-me...e o amor escreve-te em reticências amarguradas que não terminam no fim das margens,és um romance inacabado com capas negras ao ombro onde o sol está prestes a morrer em todas as páginas...mas por milagre sobrevive com os pedaços de luz que na escuridão encontra.

Escrevo-me....Sou o fim de todas as coisas maduras...
Folha verde...

Daniela Pereira
Direitos de autor reservados