O mundo acorda decidido a respirar melhor
e tu acordas com ele,
partilhando bem fundo a sua decisão.
És feliz na tua insistência de seres quem és,
mas deixando que a vida te molde
e ensine a ser melhor.
Rasgas para isso as dúvidas e os estilhaços do medo
ai e as sombras.. Essas sombras que tantas vezes,
parecem esconder aquilo que és.
O teu coração é sol,
por mais que a vida te empurre
para a frente dos olhos, as nuvens.
Os teus dedos são portas para sonhos
e reflexões interiores,
por mais que as tuas emoções queiram vê-los a naufragar desesperados,
por entre ondas de expectativas e desejos.
És poeta cá dentro e se para fora,
a tua poesia não exala...
Nada te destrói essa conquista.
És mais feliz assim,
quando a tua alma brilha
sem véus negros a cobrir-lhe as estrelas
domingo, fevereiro 20, 2022
sexta-feira, fevereiro 18, 2022
Cansaço e meia dúzia de palavras a mais...
Estás cansada e quando te sentes cansada,
tu na decisão mais insensata deste mundo, escreves.
Talvez pretendas encontrar um modo lógico de organizar as tuas ideias
e é quando sentes que o teu corpo,
é uma matéria gelatinosa e já pouco sólida...
Que te aproximas mais dos teus pensamentos.
Dos teus pensamentos e dos sonhos que aderem a eles.
Por vezes, acreditas que a tua mente é uma rua
com uma calçada de pedras infinitas.
Por isso, não lhe encontras nem um princípio,
muito menos um meio e sentes em ti,
a impossibilidade de lhe conhecer o fim.
São linhas extensas que no céu da tua cabeça
se cruzam e te mancham na perpetuidade da ordem.
Ficas cansada da realidade e buscas em ti algo
que a demova de ser tão sacana.
Um sorriso bem posto e bem aprumado
ou uma música tão encantadora, que te faça esquecer,
o quanto pode ser estridente o silêncio.
Geralmente escreves, com uma música de fundo,
que corra pelos teus ouvidos numa maratona aleatória de sons,
que te embalem os sentidos, a começar pela esquerda e atravessando
o teu corpo até morrerem exaustos no ouvido da direita.
Que inveja sentes tu dos girassóis
que não têm mãos nem braços e vivem longe das tuas palavras,
mas sempre imersos num raio de sol.
tu na decisão mais insensata deste mundo, escreves.
Talvez pretendas encontrar um modo lógico de organizar as tuas ideias
e é quando sentes que o teu corpo,
é uma matéria gelatinosa e já pouco sólida...
Que te aproximas mais dos teus pensamentos.
Dos teus pensamentos e dos sonhos que aderem a eles.
Por vezes, acreditas que a tua mente é uma rua
com uma calçada de pedras infinitas.
Por isso, não lhe encontras nem um princípio,
muito menos um meio e sentes em ti,
a impossibilidade de lhe conhecer o fim.
São linhas extensas que no céu da tua cabeça
se cruzam e te mancham na perpetuidade da ordem.
Ficas cansada da realidade e buscas em ti algo
que a demova de ser tão sacana.
Um sorriso bem posto e bem aprumado
ou uma música tão encantadora, que te faça esquecer,
o quanto pode ser estridente o silêncio.
Geralmente escreves, com uma música de fundo,
que corra pelos teus ouvidos numa maratona aleatória de sons,
que te embalem os sentidos, a começar pela esquerda e atravessando
o teu corpo até morrerem exaustos no ouvido da direita.
Que inveja sentes tu dos girassóis
que não têm mãos nem braços e vivem longe das tuas palavras,
mas sempre imersos num raio de sol.
sábado, fevereiro 12, 2022
Vontade
Aguardas as tempestades por detrás das cortinas...
O sol está lá fora,
cá dentro ainda sentes no teu coração...
a humidade.
Devias prender mais flores nos cabelos,
para a tua alma não perder a Primavera.
O sol está lá fora,
cá dentro ainda sentes no teu coração...
a humidade.
Devias prender mais flores nos cabelos,
para a tua alma não perder a Primavera.
domingo, fevereiro 06, 2022
Fico a vomitar por casa...
Estou enjoada da poesia...
Podes não acreditar, mas a poesia também me enjoa
Enjoa tanto, que até chego a vomitar..
Mas não para fora.
Para fora, só consigo vomitar palavras...
Ponho os dedos em cima dos sentimentos que me chegam à boca e vomito.
O pior vómito é aquele que nasce cá dentro, quando escrevo poesia.
Chega a ser verdadeiramente agoniante...
Só a ideia, de ter que andar a remexer na alma as entranhas,
deixa-me a sufocar no meu próprio fôlego.
Às vezes, engulo a poesia sem mastigar primeiro...
Entra inteira, sem cortes nem raspas.
Engulo tudo, porque os poemas dão-me fome.
Há quem diga, que não se deve comer antes de se ir dormir...
Atrasa a digestão.
Esqueço-me sempre desse conselho,
é este e o das laranjas que são comidas à noite e matam.
Com os sentimentos e a poesia, é igual...
Então quando deixo misturarem-se com as emoções do meu peito!!!
Fico mesmo mal disposta.
Sobem-me os poemas até à cabeça e ela começa a doer
com a intensidade com que eles em mim se movem.
Acredita que tenho mesmo que vomitar..
Mas é mesmo para vomitar tudo o que está por dentro.
Se caio na asneira de deixar esquecida, uma letra que seja...
A poesia não me perdoa e vou ficar
a noite toda a queixar-me com insónias.
Falta-me o ar e cai-me a pique o discernimento e a tensão.
Podes não acreditar, mas a poesia também me enjoa
Enjoa tanto, que até chego a vomitar..
Mas não para fora.
Para fora, só consigo vomitar palavras...
Ponho os dedos em cima dos sentimentos que me chegam à boca e vomito.
O pior vómito é aquele que nasce cá dentro, quando escrevo poesia.
Chega a ser verdadeiramente agoniante...
Só a ideia, de ter que andar a remexer na alma as entranhas,
deixa-me a sufocar no meu próprio fôlego.
Às vezes, engulo a poesia sem mastigar primeiro...
Entra inteira, sem cortes nem raspas.
Engulo tudo, porque os poemas dão-me fome.
Há quem diga, que não se deve comer antes de se ir dormir...
Atrasa a digestão.
Esqueço-me sempre desse conselho,
é este e o das laranjas que são comidas à noite e matam.
Com os sentimentos e a poesia, é igual...
Então quando deixo misturarem-se com as emoções do meu peito!!!
Fico mesmo mal disposta.
Sobem-me os poemas até à cabeça e ela começa a doer
com a intensidade com que eles em mim se movem.
Acredita que tenho mesmo que vomitar..
Mas é mesmo para vomitar tudo o que está por dentro.
Se caio na asneira de deixar esquecida, uma letra que seja...
A poesia não me perdoa e vou ficar
a noite toda a queixar-me com insónias.
Falta-me o ar e cai-me a pique o discernimento e a tensão.
sábado, fevereiro 05, 2022
Vamos escrever sobre flores ... ?
Vamos escrever sobre flores?...
Sinto falta de escrever sobre coisas mais bonitas
e hoje estou cansada de chorar pela chuva das memórias.
Vou escrever sobre flores...
Semear mais cor, no frio escuro de um punhado de terra.
Vou escrever sobre rosas vermelhas e
pensar no quanto o meu amor já foi tão belo e perfumado.
Vou escrever sobre as camélias..
As camélias brancas que embelezam com perfeição a última morada
de todas as almas por mim perdidas.
Vou escrever sobre os cravos, sem me importar com a cor...
Porque a minha liberdade de sentir não tem tom de pele
nem conhece outro país ou bandeira
para além do meu corpo nação.
Vou escrever sobre tulipas...
Tulipas negras, só porque são raras e isso
afasta-as de serem flores banais e é isso
que eu desejo encontrar na minha vida... Flores raras e especiais.
Se semeamos um jardim com dedicação e carinho,
não deviam brotar as mais delicadas e generosas flores,
de um ventre aconchegante e quente?
Assim se geram as vidas humanas.
Acho que os meus dedos não nasceram jardineiros,
porque nas minhas mãos todas as flores morrem com frio.
Vamos esquecer como escrever palavras tristes?
Vamos somente dedicar a marcha das horas, à contagem das sementes que ainda
temos para plantar no meu coração Terra antes que ele apodreça?
Vou escrever um pouco mais sobre...
Tulipas.. Sim, sobre a beleza que em si encerram.
Só porque hoje não vejo o mundo tão belo.
Tulipas, sabem? São as minhas flores favoritas.
Quando eu partir...
deixem ao pé de mim um lindo ramo. Todos partem um dia, largando de si a pele e os ossos...
A minha alma sei que perpetuarei num livro de poemas e de algumas tristes memórias.
As memórias felizes não se podem escrever..
Não podem ser em mim eternas.
Mas Hoje e porque ainda respiro, mesmo com os pulmões cheios de sementes vazias...
Escrevo com o coração apertado e planto abertamente no mundo..
flores.
Sinto falta de escrever sobre coisas mais bonitas
e hoje estou cansada de chorar pela chuva das memórias.
Vou escrever sobre flores...
Semear mais cor, no frio escuro de um punhado de terra.
Vou escrever sobre rosas vermelhas e
pensar no quanto o meu amor já foi tão belo e perfumado.
Vou escrever sobre as camélias..
As camélias brancas que embelezam com perfeição a última morada
de todas as almas por mim perdidas.
Vou escrever sobre os cravos, sem me importar com a cor...
Porque a minha liberdade de sentir não tem tom de pele
nem conhece outro país ou bandeira
para além do meu corpo nação.
Vou escrever sobre tulipas...
Tulipas negras, só porque são raras e isso
afasta-as de serem flores banais e é isso
que eu desejo encontrar na minha vida... Flores raras e especiais.
Se semeamos um jardim com dedicação e carinho,
não deviam brotar as mais delicadas e generosas flores,
de um ventre aconchegante e quente?
Assim se geram as vidas humanas.
Acho que os meus dedos não nasceram jardineiros,
porque nas minhas mãos todas as flores morrem com frio.
Vamos esquecer como escrever palavras tristes?
Vamos somente dedicar a marcha das horas, à contagem das sementes que ainda
temos para plantar no meu coração Terra antes que ele apodreça?
Vou escrever um pouco mais sobre...
Tulipas.. Sim, sobre a beleza que em si encerram.
Só porque hoje não vejo o mundo tão belo.
Tulipas, sabem? São as minhas flores favoritas.
Quando eu partir...
deixem ao pé de mim um lindo ramo. Todos partem um dia, largando de si a pele e os ossos...
A minha alma sei que perpetuarei num livro de poemas e de algumas tristes memórias.
As memórias felizes não se podem escrever..
Não podem ser em mim eternas.
Mas Hoje e porque ainda respiro, mesmo com os pulmões cheios de sementes vazias...
Escrevo com o coração apertado e planto abertamente no mundo..
flores.
sexta-feira, fevereiro 04, 2022
Oca esperança
Não queria escrever um poema...
Mas todas as noites, escrevo um poema
para acalmar algum mundo que me possa ter doído durante o dia.
O mundo hoje esteve um pouco dorido e machucado.
Podia ir para a rua dar pão aos pobres
e dar ao mundo algum gesto mais nobre.
Podia mas não fui, fiquei sozinha em mim a nutrir a alma.
Podia ir ao fundo da terra, levantar o corpo frio aos mortos.. Usar as minhas mãos para os aquecer. Podia, mas escolhi morrer por dentro com saudades.
Não queria escrever um poema, mas ele já rabiscou um sacana de um sentimento nas minhas costas.
Podia amordaçar as mãos, para não darem nem mais um passo... Para aguardarem da mente novas e sensatas ordens.
Podia, mas o meu coração não tem emenda. Não é um mau coração, posso jurar a pés juntos que só escreve de si, o que de tão profundo sente.
Não queria escrever um poema esta noite, mas a poesia não me quer a dormir.
Está um pensamento bonito à janela... Já não lhe vejo bem o rosto, porque o tempo desfocou-lhe os traços. Há um vazio que o quer engolir e eu preencho o céu com estrelas e boas memórias. Porquê? Não sei..
Faço poemas que hoje quase ninguém lê...
Escrevo palavras que o mundo actualmente, talvez ignore... Mas o meu interior é assim, dissolvido em silêncio numa tijela morna com letras.
Que ninguém entende, porque já ninguém o lê.
E eu escrevo poemas que já não falam de amores nem de corações quentes..
E eu escrevo poemas que já não relatam o sangue das minhas batalhas nem cicatrizam o sal das minhas lágrimas.
E eu escrevo poemas que já ninguém lê e que já nenhuma alma comove.
Mas eu tenho esperança de morrer outra vez e renascer na pele crua e pura de um poeta...
E eu continuo a escrever histórias de sombras e de luzes em ocos versos .. Que já ninguém entende... Que já ninguém lê.
quinta-feira, fevereiro 03, 2022
Se o mundo inteiro fosse poeta...
Todos os dias escrevo um poema...
Hoje foi mais um dia no calendário
com as palavras a servirem a gula dos meses.
Mas eu também respiro todos os dias e o meu coração neles também bate...
Usar a poesia no canto da boca,
não a torna num gesto mais especial...
é só mais um, no meio de outros tantos
que me empurram para fora de mim.
Talvez eu devesse, plantar um limoeiro no jardim
ou semear tulipas , para colher no meu peito um ramo massivo de flores.
Talvez eu devesse,salvar o mundo da pobreza
e regar as barragens para lhes matar a seca.
Mas não... todos os dias escrevo um poema...
Como se a poesia pudesse matar a fome ou salvar a solidão do mundo...
Podia esculpir o gelo, como se fosse uma delicada e sensível artista...
Fazer nascer corpos nús e formas desconexadas
para confundir e maravilhar as almas.
Podia , mas não o faço, porque só nas palavras me encontro imperfeita e desconstruída...
Pronta a renascer em cada parágrafo.
Todos os dias escrevo a porra de um poema...
Todos...Nem sequer escolho os dias pares ou os impares ...
Podia fazer uma distinção, para organizar por cores as ideias.
Talvez eu devesse; governar o mundo com as minhas próprias mãos
Envergar a bandeira da democracia, quando jorro de mim sentimento,
Como se ele fosse o sangue dos meus erros e omissões.
Podia entender todos os seres e abraçá-los como se fossemos todos irmãos...
Talvez eu devesse,ouvir as mentes caladas e escutar-lhes os silêncios
como canções de embalar que se murmuram baixinho
Para não acordar ressentimentos e iras.
Mas não, todos os dias venho até ti...
Pálida e entristecida, libertar os meus lamentos num parco verso.
Pudesse o mundo inteiro, entender o teu coração
Como tu entendes as reticências que ficam suspensas
depois de sentida no peito
a incerteza do ponto final de uma dor.
Hoje foi mais um dia no calendário
com as palavras a servirem a gula dos meses.
Mas eu também respiro todos os dias e o meu coração neles também bate...
Usar a poesia no canto da boca,
não a torna num gesto mais especial...
é só mais um, no meio de outros tantos
que me empurram para fora de mim.
Talvez eu devesse, plantar um limoeiro no jardim
ou semear tulipas , para colher no meu peito um ramo massivo de flores.
Talvez eu devesse,salvar o mundo da pobreza
e regar as barragens para lhes matar a seca.
Mas não... todos os dias escrevo um poema...
Como se a poesia pudesse matar a fome ou salvar a solidão do mundo...
Podia esculpir o gelo, como se fosse uma delicada e sensível artista...
Fazer nascer corpos nús e formas desconexadas
para confundir e maravilhar as almas.
Podia , mas não o faço, porque só nas palavras me encontro imperfeita e desconstruída...
Pronta a renascer em cada parágrafo.
Todos os dias escrevo a porra de um poema...
Todos...Nem sequer escolho os dias pares ou os impares ...
Podia fazer uma distinção, para organizar por cores as ideias.
Talvez eu devesse; governar o mundo com as minhas próprias mãos
Envergar a bandeira da democracia, quando jorro de mim sentimento,
Como se ele fosse o sangue dos meus erros e omissões.
Podia entender todos os seres e abraçá-los como se fossemos todos irmãos...
Talvez eu devesse,ouvir as mentes caladas e escutar-lhes os silêncios
como canções de embalar que se murmuram baixinho
Para não acordar ressentimentos e iras.
Mas não, todos os dias venho até ti...
Pálida e entristecida, libertar os meus lamentos num parco verso.
Pudesse o mundo inteiro, entender o teu coração
Como tu entendes as reticências que ficam suspensas
depois de sentida no peito
a incerteza do ponto final de uma dor.
Universal
Somos estrelas...
Partilhamos o mesmo céu infinito.
Somos árvores...
Enlaçamos os corpos nos mesmos ramos.
Somos chão e pedras...
Respiramos o mesmo pedaço de pó
em cada inspiração travada.
Tocamos ao de leve o núcleo quente dos planetas..
Somos um único vulcão,
que se alimenta na lava e
se condena em cinzas
Nada mais podemos fazer...
Extinguimos a força do universo
num suspiro mais profundo.
És tu.. Somos e é só uma questão de sermos.
Partilhamos o mesmo céu infinito.
Somos árvores...
Enlaçamos os corpos nos mesmos ramos.
Somos chão e pedras...
Respiramos o mesmo pedaço de pó
em cada inspiração travada.
Tocamos ao de leve o núcleo quente dos planetas..
Somos um único vulcão,
que se alimenta na lava e
se condena em cinzas
Nada mais podemos fazer...
Extinguimos a força do universo
num suspiro mais profundo.
És tu.. Somos e é só uma questão de sermos.
quarta-feira, fevereiro 02, 2022
Dias assim...
Há dias em que não te consegues compreender...
Há dias em que te compreendes demasiado...
Nesses dias, sentes falta da tua doce ignorância de ser.
Demonstras ao mundo os teus olhos de vidro e partes a alma em finos pedaços.
Nos teus olhos guardas as sobras e na tua boca ainda livre
as palavras que restam , são bordadas em completo silêncio.
Há dias assim... incompreensíveis.
Há dias em que te compreendes demasiado...
Nesses dias, sentes falta da tua doce ignorância de ser.
Demonstras ao mundo os teus olhos de vidro e partes a alma em finos pedaços.
Nos teus olhos guardas as sobras e na tua boca ainda livre
as palavras que restam , são bordadas em completo silêncio.
Há dias assim... incompreensíveis.
segunda-feira, janeiro 31, 2022
Drenos
Crescem espinhos na tua carne
para que nunca esqueças
do quanto custou drenar as flores do teu sangue.
para que nunca esqueças
do quanto custou drenar as flores do teu sangue.
quinta-feira, janeiro 27, 2022
A invisibilidade do teu ser
A tua cor é INVISÍVEL
Como invisíveis, são as roupas dos corpos
quando despidos.
Sem pele nem alma, pregam na madeira
de uma cama, um orgasmo de memórias
As tuas mãos são PINCÉIS
que nos dedos o teu coração mergulha a tinta.
As paredes brancas, são as tuas telas nuas..
Como pautas descascadas de tons e sustenidos.
Numa orquestra de sons embrulhados em papel, desejosos por uma história, ainda por compor.
A tua cor é SANGUE e vinho tinto...
quando corre nas tuas veias com fluxo e sobre pressão.
Como VERMELHA é a tua boca
quando te mata a fome com palavras quentes...
Condenando o teu ESÓFAGO
Às letras ÁCIDAS que te provocam REFLUXO.
A tua cor é MUDA e transparente...
Silenciada, como o VIDRO dos teus olhos
que o inconformismo salpicou de terra CASTANHA
e encharcou de MAR.
Passam ARCO-ÍRIS de ideias, ofuscando a LIBERDADE da tua mente...
Soltas a mão pintada de fresco, para lhes amordaçar o credo das suas vontades
ESSA TUA INVISIBILIDADE DE SER ...
É AO MUNDO QUE ELA PERTENCE.
Como invisíveis, são as roupas dos corpos
quando despidos.
Sem pele nem alma, pregam na madeira
de uma cama, um orgasmo de memórias
As tuas mãos são PINCÉIS
que nos dedos o teu coração mergulha a tinta.
As paredes brancas, são as tuas telas nuas..
Como pautas descascadas de tons e sustenidos.
Numa orquestra de sons embrulhados em papel, desejosos por uma história, ainda por compor.
A tua cor é SANGUE e vinho tinto...
quando corre nas tuas veias com fluxo e sobre pressão.
Como VERMELHA é a tua boca
quando te mata a fome com palavras quentes...
Condenando o teu ESÓFAGO
Às letras ÁCIDAS que te provocam REFLUXO.
A tua cor é MUDA e transparente...
Silenciada, como o VIDRO dos teus olhos
que o inconformismo salpicou de terra CASTANHA
e encharcou de MAR.
Passam ARCO-ÍRIS de ideias, ofuscando a LIBERDADE da tua mente...
Soltas a mão pintada de fresco, para lhes amordaçar o credo das suas vontades
ESSA TUA INVISIBILIDADE DE SER ...
É AO MUNDO QUE ELA PERTENCE.
domingo, janeiro 23, 2022
Carta à tua ausência
Hoje fazias anos... Mas não estás mais aqui para soprares as velas.
Sinto saudades... Como sinto saudades de todos os pássaros que vejo partir dos meus ramos no inverno.
Podia levar-te uma flor e deposita-la em silêncio, naquela pedra de mármore, onde hoje moras. Podia calar-me e sentir dentro de mim toda a dor da tua ausência.
Podia.. Mas escrever para ti, deixa-me mais leve.
Hoje olhei para a tua agenda.. Podes não acreditar, mas guardamos a tua agenda. Aquela maior, onde escrevias aquilo que não podias esquecer. Lembro-me de brincar contigo, de te dizer que não precisavas de apontar tudo até ao último pormenor. Depois com o tempo, a tua agenda foi tendo menos linhas preenchidas. Até que passaram a ser meras palavras, algumas palavras escrevias já tremidas e rasuradas.
Hoje fazias anos, e na véspera deste dia, já terias tudo bem organizado, com as tarefas riscadas na tua agenda. Sinto falta dessa tua mente inteligente e perspicaz a guiar os meus dias. Sou tão dispersa nos meus pensamentos, que às vezes tenho medo de me esquecer, do que é realmente importante. Então, também tenho uma agenda, onde escrevo tudo o que sei que não me posso esquecer. Que ironia, afinal ainda consigo escrever mais palavras, para dizer o que quero dizer ou fazer, do que tu dirias ou farias.
O teu dia, hoje vai ser um dia como todos os outros, que já não festejamos. Vamos pensar em ti, mas nós pensamos em ti todos os dias. Por isso, não vai ser um dia diferente. Acho que vou fazer um bolo, só porque me apetece ter na mesa, algo mais bonito e doce.
Acredito que estejas num sítio bonito, onde já não sintas dor. Num espaço de luz infinita, onde o eco da tua voz, se prolonga na vastidão.
Pelo menos, quero acreditar na existência de um infinito qualquer, onde hoje tu pertences. Mas sabes, que também acredito na ciência e na decomposição dos corpos. Resta-me a incerteza, da mutação de um corpo numa alma. Essa incerteza, alimenta-me da fome de dor e de revolta que eu possa ter em mim.
Pensar em ti, preenche-me, ao mesmo tempo, que me envergonha, por não conseguir ser, nem metade do ser que tu foste em vida. Pensar em ti dói tanto, que até me ensina. Continuas a ser um professor de vida para mim. Nem sempre aprendo, sou teimosa... Sou terrivelmente teimosa, quero sempre encontrar uma solução para tudo. E tu dirias, que me deixo envolver em tudo o que não interessa para nada... Que pensar nisto ou naquilo, não me sustenta... Não me coloca dinheiro nos bolsos.. Não me irá garantir o futuro. E eu ainda ouço os teus conselhos dentro de mim, ficaram cá na minha cabeça, a martelar com força . Da mesma forma, como ecoam os meus sonhos e devaneios.
Prometi que ia escrever sobre ti sem chorar.. E eu faço demasiadas promessas, que depois não cumpro.
Mas hoje queria partilhar com o mundo, este amor que ainda sinto por ti e não queria estar sozinha, quando o fizesse. Não queria ter medo de mostrar que dói perder alguém, mas que essa dor não destrói o nosso coração para sempre. Não queria sentir, que mostrar que somos humanos pode ser um sinal de fraqueza ou de anormalidade. Hoje recordo-te e hoje sopro com liberdade as minhas velas, com a boca e as palavras no mesmo barco. Um dia estaremos a navegar juntos o mesmo mar. Parabéns pai.
quinta-feira, janeiro 20, 2022
Um punhado de gente pequena...
Hoje acordei com pensamentos de gente pequena. De gente que não ambiciona o céu porque outros já tiveram a mesma ideia e sente que juntar o seu corpo ao caminhar simples das estrelas é um desperdício que nada acrescenta à solidariedade dos astros.
Que bom que é ser um mortal rotulado com prazo por expirar mas pouco consumido. É como se fossemos um produto gourmet que não se prova porque tem um gosto diferente daquilo que geralmente deixamos no prato numa refeição normal. Não é que tenha mau gosto, mas tem um gosto que não se define e isso é um pouco constrangedor para a alma habituada a paladares pouco profundos.
Olho-me como uma sopa... uma sopa de legumes com textura aveludada. E quando passo pelo dia sem imprimir às pernas passos apressados como numa garfada as inquietudes à solta pelos quintais. Dizem que são aves de penas duvidosas aquilo que saboreio sem cessar... a mim sabem-me a frango do campo com aromas de alguidar.
Hoje acordei com pensamentos de gente pequena, não mais que um metro e meio de altura sem comprimento ideal para abrir uma cova no chão e sem elasticidade facial para sorrir rasgado até atingir o sol em cheio no olho. Não faz mal, faço-lhe carinhos até ele fechar os olhos por sua própria vontade e não por me ouvir rezar por alguma escuridão porque a saudade ofusca-me o peito.
E o tempo hoje está tão politicamente correcto que até enjoa os sentimentos... é absurda esta monotonia na descrição humana das coisas que acontecem ou de tudo o que fica por acontecer.
Como se a veia triste pudesse ser um vaso impossível de romper porque o sangue desgostoso flui com gosto e a veia cava da alegria fosse só um caminho ténue para furar alguma angústia.
Enfim, sabemos que até no coração da gente pequena o amor bate com todo o vigor...
Daniela G. Pereira
Direitos de Autor Reservados
Que bom que é ser um mortal rotulado com prazo por expirar mas pouco consumido. É como se fossemos um produto gourmet que não se prova porque tem um gosto diferente daquilo que geralmente deixamos no prato numa refeição normal. Não é que tenha mau gosto, mas tem um gosto que não se define e isso é um pouco constrangedor para a alma habituada a paladares pouco profundos.
Olho-me como uma sopa... uma sopa de legumes com textura aveludada. E quando passo pelo dia sem imprimir às pernas passos apressados como numa garfada as inquietudes à solta pelos quintais. Dizem que são aves de penas duvidosas aquilo que saboreio sem cessar... a mim sabem-me a frango do campo com aromas de alguidar.
Hoje acordei com pensamentos de gente pequena, não mais que um metro e meio de altura sem comprimento ideal para abrir uma cova no chão e sem elasticidade facial para sorrir rasgado até atingir o sol em cheio no olho. Não faz mal, faço-lhe carinhos até ele fechar os olhos por sua própria vontade e não por me ouvir rezar por alguma escuridão porque a saudade ofusca-me o peito.
E o tempo hoje está tão politicamente correcto que até enjoa os sentimentos... é absurda esta monotonia na descrição humana das coisas que acontecem ou de tudo o que fica por acontecer.
Como se a veia triste pudesse ser um vaso impossível de romper porque o sangue desgostoso flui com gosto e a veia cava da alegria fosse só um caminho ténue para furar alguma angústia.
Enfim, sabemos que até no coração da gente pequena o amor bate com todo o vigor...
Daniela G. Pereira
Direitos de Autor Reservados
segunda-feira, janeiro 17, 2022
Ode a um "se" poético...
Poeticamente falando da vida, sem abrir- lhe a boca...
Deixando as suas rotinas mais decoradas e mais bonitas.
Dando corpo às sombras e aos pensamentos, para que possam enroscar-se em mim.
Poeticamente acreditando na vida, sem lhe pedir certezas...
sem a julgar por nada e por coisa alguma.
Entro num frasco de vidro, como uma experiência ainda não concreta...
uma mistura mal amanhada de coração e muita dor.
O mundo mexe comigo...
o mundo envolve-me como um fragmento com corante,
sublima-me a razão, como se ela
sólida mas por instantes, pudesse terminar todos os seus gestos,
numa ingénua nuvem de vapor.
Poeticamente escrevendo sobre a vida,
sem a conhecer bem,
sem lhe adivinhar os rituais e os credos que a conduzem pelo presente.
Como se num poema, coubessem todas as tuas dores mais profundas
como se nele, conseguisses encontrar o ritmo das palavras,
para que as possas fazer, suspirar mais lentamente.
Como se num poema, a tua alma fosse mais límpida e com mais brilho...
Como se... este “se” que não se ausenta dentro de ti...
Este “se” que te atormenta a lucidez
e não te deixa viver,com a tua paz, sozinha e tranquila.
Odeias este “se” quando ele se apodera dos teus dedos e da tua poesia.
Poeticamente, eras um furacão que nada derrubava na passagem,
mas que sabia agitar todas as sensações.
Poeticamente, eras um mar, onde conseguias navegar sem direção
e não te importavas com nenhum naufrágio,
desde que pudesse dar à costa , com a tua alma despida.
Poeticamente, eras tempo sem medida,
com um pé no passado e o outro no presente,
sem medo de os calcar simultaneamente ,convicta e decidida.
Não te reconheces nesta poesia, falta algo para a sentires novamente tua.
Falta-lhe o coração acelerado...
Falta-lhe o erotismo dos corpos tatuados com uma só letra...
Falta-lhe a chama sedutora dos versos metáfora...
Falta-lhe a cor que encontravas, até com os olhos enterrados na escuridão...
Este “se” que não se resolve...
que não se compadece, com a tua procura amarrada firmemente,
às linhas e aos parágrafos de uma folha de papel.
Este “se” que não sente a dor dos teus dedos
pressionados contra o negro de um teclado.
Poeticamente falando da vida...
Poeticamente falando da vida...
Que vida, escrevo neste poema ?
Deixando as suas rotinas mais decoradas e mais bonitas.
Dando corpo às sombras e aos pensamentos, para que possam enroscar-se em mim.
Poeticamente acreditando na vida, sem lhe pedir certezas...
sem a julgar por nada e por coisa alguma.
Entro num frasco de vidro, como uma experiência ainda não concreta...
uma mistura mal amanhada de coração e muita dor.
O mundo mexe comigo...
o mundo envolve-me como um fragmento com corante,
sublima-me a razão, como se ela
sólida mas por instantes, pudesse terminar todos os seus gestos,
numa ingénua nuvem de vapor.
Poeticamente escrevendo sobre a vida,
sem a conhecer bem,
sem lhe adivinhar os rituais e os credos que a conduzem pelo presente.
Como se num poema, coubessem todas as tuas dores mais profundas
como se nele, conseguisses encontrar o ritmo das palavras,
para que as possas fazer, suspirar mais lentamente.
Como se num poema, a tua alma fosse mais límpida e com mais brilho...
Como se... este “se” que não se ausenta dentro de ti...
Este “se” que te atormenta a lucidez
e não te deixa viver,com a tua paz, sozinha e tranquila.
Odeias este “se” quando ele se apodera dos teus dedos e da tua poesia.
Poeticamente, eras um furacão que nada derrubava na passagem,
mas que sabia agitar todas as sensações.
Poeticamente, eras um mar, onde conseguias navegar sem direção
e não te importavas com nenhum naufrágio,
desde que pudesse dar à costa , com a tua alma despida.
Poeticamente, eras tempo sem medida,
com um pé no passado e o outro no presente,
sem medo de os calcar simultaneamente ,convicta e decidida.
Não te reconheces nesta poesia, falta algo para a sentires novamente tua.
Falta-lhe o coração acelerado...
Falta-lhe o erotismo dos corpos tatuados com uma só letra...
Falta-lhe a chama sedutora dos versos metáfora...
Falta-lhe a cor que encontravas, até com os olhos enterrados na escuridão...
Este “se” que não se resolve...
que não se compadece, com a tua procura amarrada firmemente,
às linhas e aos parágrafos de uma folha de papel.
Este “se” que não sente a dor dos teus dedos
pressionados contra o negro de um teclado.
Poeticamente falando da vida...
Poeticamente falando da vida...
Que vida, escrevo neste poema ?
domingo, janeiro 16, 2022
Meditação forçada
Meditação...
Inspiramos o ar frio das manhãs, para refrescarmos algum fogo interior, que nos consuma a paciência.
Expiramos vapor de água, em forma de lágrimas mais salgadas, para arrefecer os vulcões da alma.
Inspiramos risos como baratas tontas, porque é suposto para o mundo sorrir.
Às vezes, não encontramos facilmente motivos para sorrir, mas empurramos os lábios para a frente da batalha,
com uma bandeira vermelha e os dentes muito brancos.
Expiramos gargalhadas , orgulhosos pela genuinidade da nossa graça, mas sabemos que ninguém a ouviu.
Mas amamos ser palhaços dos outros.
Inspiramos as flores pelas narinas, como quem inspira droga.
Ficamos viciados pelos seus perfumes e expiramos ondas de carinho a cada passo do caminho.
Inspiramos amor pelos povos e pela natureza, como quem deseja preservar um planeta inteiro.
Expiramos inundações nos rios
e terramotos nos peitos, quando percebemos que para o universo,
não somos mais do que formigas a investir ,no mesmo carreiro.
Inspiramos gentileza pelos poros dos nossos braços...
Como quem confia na certeza de um prolongado abraço.
Mas continuamos a expirar de mãos vazias o apocalipse dos nossos traços.
No princípio de todas as coisas, está o fim de outras tantas...
Pelo meio expiramos vida educadamente.
Quando já não temos forças para tanta inspiração...
Meditamos o mundo com a boca toda fechada.
Inspiramos o ar frio das manhãs, para refrescarmos algum fogo interior, que nos consuma a paciência.
Expiramos vapor de água, em forma de lágrimas mais salgadas, para arrefecer os vulcões da alma.
Inspiramos risos como baratas tontas, porque é suposto para o mundo sorrir.
Às vezes, não encontramos facilmente motivos para sorrir, mas empurramos os lábios para a frente da batalha,
com uma bandeira vermelha e os dentes muito brancos.
Expiramos gargalhadas , orgulhosos pela genuinidade da nossa graça, mas sabemos que ninguém a ouviu.
Mas amamos ser palhaços dos outros.
Inspiramos as flores pelas narinas, como quem inspira droga.
Ficamos viciados pelos seus perfumes e expiramos ondas de carinho a cada passo do caminho.
Inspiramos amor pelos povos e pela natureza, como quem deseja preservar um planeta inteiro.
Expiramos inundações nos rios
e terramotos nos peitos, quando percebemos que para o universo,
não somos mais do que formigas a investir ,no mesmo carreiro.
Inspiramos gentileza pelos poros dos nossos braços...
Como quem confia na certeza de um prolongado abraço.
Mas continuamos a expirar de mãos vazias o apocalipse dos nossos traços.
No princípio de todas as coisas, está o fim de outras tantas...
Pelo meio expiramos vida educadamente.
Quando já não temos forças para tanta inspiração...
Meditamos o mundo com a boca toda fechada.
sábado, janeiro 15, 2022
Cut the blue
You cut the blue,
with your fingers hot and on fire.
Like blades forged
in a burning sun.
Your face is suspended on a sky wall,
and your mouth spits out oceans.
So blue in the darkness of your eyes...
So black your moonlight...
with your fingers hot and on fire.
Like blades forged
in a burning sun.
Your face is suspended on a sky wall,
and your mouth spits out oceans.
So blue in the darkness of your eyes...
So black your moonlight...
sexta-feira, janeiro 14, 2022
Gomo doce sem sentido
Seguro o mundo na minha mão...
Minha laranja tão amarga nas emoções...
Meu gomo doce nos sentidos.
És um sol imperfeito,
que me aquece o rosto e
me derrete o tempo nas curvas.
Inspiro o teu perfume,
carregado por uma acidez,
que me corrói as certezas...
Expiro-te do meu ar, delicadamente,
como se os meus pulmões estivessem adormecidos.
Sem nuvens no horizonte,
nem pragas no meu corpo.
Respiras ao teu ritmo
e eu deixo-me ir,
nas tuas folhas verdes.
Fazes de mim, cauda de um vente leste.
Joaninha de asas curtas,
bordadas com transparências nuas
e de histórias esculpida.
Minha laranja tão amarga nas emoções...
Meu gomo doce nos sentidos.
És um sol imperfeito,
que me aquece o rosto e
me derrete o tempo nas curvas.
Inspiro o teu perfume,
carregado por uma acidez,
que me corrói as certezas...
Expiro-te do meu ar, delicadamente,
como se os meus pulmões estivessem adormecidos.
Sem nuvens no horizonte,
nem pragas no meu corpo.
Respiras ao teu ritmo
e eu deixo-me ir,
nas tuas folhas verdes.
Fazes de mim, cauda de um vente leste.
Joaninha de asas curtas,
bordadas com transparências nuas
e de histórias esculpida.
quinta-feira, janeiro 13, 2022
Mutações seguintes
Reflectir sobre aquilo que pensas, é duplicar o jogo... é aumentar as expectativas e aldrabar os resultados.
É como se fosses entrar, num jogo de tabuleiro viciado. Mas pensar, só por pensar desagrada-te... aborrece-te talvez.
Um pensamento deve ter um fundo. Deve ser criado com uma paisagem, quase como um cenário de um filme.
Um pensamento deve ter roupa, de preferência roupa cara, com várias camadas que não estão , efectivamente à mostra.
Depois, o teu objectivo profundo, é despir cada uma delas... lentamente e sem qualquer ordem específica.
Assim como um "strip-tease" da mente, com a tua alma a servir de mirone e à espera de classificar a tua performance,
de vulgar até uma mais ousada.
O pensamento devia iniciar-se pela fresca, logo pela manhã ao acordar...
É certo e sabido, que é o momento em que o corpo melhor reage aos estímulos e encontra-se mais desperto.
Certo ?... Não, errado!
Os pensadores inatos, de manhã estão dormentes... reagem aos estímulos quase como , se de robots se tratassem.
Não existem pensamentos profundos, só pensamentos "borracha", daqueles que esticamos e esticamos, até a flexibilidade acabar.
Os pensamentos "borracha", também se apagam fácilmente das nossas cabeças.
São quase ligeiras brisas, que só nos refrescam os neurónios e depois partem desfocados, para outro lugar.
São pensamentos rotineiros, mas que não fazem mossa , na nossa alma.
São corpóreos, efémeros...estalamos os dedos, bebemos um café, corremos sem direção pré-definida e eles somem .
Assim, simplesmente... evaporam-se das nossas ideias.
Agora os sacanas dos pensamentos profundos, esses não...
Esses pagam estadia prolongada, fazem da nossa mente e da nossa alma , autênticos "resorts" de luxo.
E por lá ficam, noites e dias a fio a saborear, o nosso interior como se fosse um mergulho em águas tropicais... quente e irresistivel.
Eu gosto de pensamentos profundos, mesmo que eles me tirem do sério, são desafiantes... como o são todos os jogos de tabuleiro.
Tudo o que nos promove, uma acção- reacção do coração, tem um propósito para existir.
É algo que nos preenche, quando encontramos a solução das nossas incógnitas.
Não é fácil, solucionar os nossos pensamentos... nem sequer é simples, descodificá-los.
É como tentar compreender o significado de um sonho... às vezes, não conseguimos encontrar o fio de ligação à nossa realidade e ficamos chocados.
Chocados não de admiração, "chocados" mesmo de sofrer um choque, daqueles que nos percorrem com electricidade todo o corpo.
Talvez a expressão mais correcta, seja mesmo... "ficamos electrocutados".
Um pensamento profundo dá choque, é algo que fica dentro de nós, como se fosse electricidade pura.
Um raio que nos atinge em cheio e nos penetra pelo coração, irradiando o nosso organismo e iluminando todos os nossos sentidos, até cair no pára-raios que é a nossa alma.
Fica tudo lá... suspenso e flutuando com um desfilar de memórias que se apresentam reflectidas nos nossos olhos.
O pensamento perturba, tira-nos o sono e desafia a nossa capacidade de sentir, sem enlouquecer.
Por vezes, os pensamentos enlouquecem-nos e não há nada a fazer.
Apenas , permitir que a sua loucura, não nos desfigure o carácter e a amplitude do nosso ser. ..
continua, numa reflexão perto de si...
É como se fosses entrar, num jogo de tabuleiro viciado. Mas pensar, só por pensar desagrada-te... aborrece-te talvez.
Um pensamento deve ter um fundo. Deve ser criado com uma paisagem, quase como um cenário de um filme.
Um pensamento deve ter roupa, de preferência roupa cara, com várias camadas que não estão , efectivamente à mostra.
Depois, o teu objectivo profundo, é despir cada uma delas... lentamente e sem qualquer ordem específica.
Assim como um "strip-tease" da mente, com a tua alma a servir de mirone e à espera de classificar a tua performance,
de vulgar até uma mais ousada.
O pensamento devia iniciar-se pela fresca, logo pela manhã ao acordar...
É certo e sabido, que é o momento em que o corpo melhor reage aos estímulos e encontra-se mais desperto.
Certo ?... Não, errado!
Os pensadores inatos, de manhã estão dormentes... reagem aos estímulos quase como , se de robots se tratassem.
Não existem pensamentos profundos, só pensamentos "borracha", daqueles que esticamos e esticamos, até a flexibilidade acabar.
Os pensamentos "borracha", também se apagam fácilmente das nossas cabeças.
São quase ligeiras brisas, que só nos refrescam os neurónios e depois partem desfocados, para outro lugar.
São pensamentos rotineiros, mas que não fazem mossa , na nossa alma.
São corpóreos, efémeros...estalamos os dedos, bebemos um café, corremos sem direção pré-definida e eles somem .
Assim, simplesmente... evaporam-se das nossas ideias.
Agora os sacanas dos pensamentos profundos, esses não...
Esses pagam estadia prolongada, fazem da nossa mente e da nossa alma , autênticos "resorts" de luxo.
E por lá ficam, noites e dias a fio a saborear, o nosso interior como se fosse um mergulho em águas tropicais... quente e irresistivel.
Eu gosto de pensamentos profundos, mesmo que eles me tirem do sério, são desafiantes... como o são todos os jogos de tabuleiro.
Tudo o que nos promove, uma acção- reacção do coração, tem um propósito para existir.
É algo que nos preenche, quando encontramos a solução das nossas incógnitas.
Não é fácil, solucionar os nossos pensamentos... nem sequer é simples, descodificá-los.
É como tentar compreender o significado de um sonho... às vezes, não conseguimos encontrar o fio de ligação à nossa realidade e ficamos chocados.
Chocados não de admiração, "chocados" mesmo de sofrer um choque, daqueles que nos percorrem com electricidade todo o corpo.
Talvez a expressão mais correcta, seja mesmo... "ficamos electrocutados".
Um pensamento profundo dá choque, é algo que fica dentro de nós, como se fosse electricidade pura.
Um raio que nos atinge em cheio e nos penetra pelo coração, irradiando o nosso organismo e iluminando todos os nossos sentidos, até cair no pára-raios que é a nossa alma.
Fica tudo lá... suspenso e flutuando com um desfilar de memórias que se apresentam reflectidas nos nossos olhos.
O pensamento perturba, tira-nos o sono e desafia a nossa capacidade de sentir, sem enlouquecer.
Por vezes, os pensamentos enlouquecem-nos e não há nada a fazer.
Apenas , permitir que a sua loucura, não nos desfigure o carácter e a amplitude do nosso ser. ..
continua, numa reflexão perto de si...
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