sexta-feira, maio 25, 2012

Passatempo Contos do Nosso Tempo









Sorteio de 2 exemplares da colectânea de contos " Contos do Nosso Tempo".
Serão sorteados 2 exemplares do livro, entre todos os participantes do passatempo que realizarem a reserva do livro através do meu email até ás 23h30 do dia 29 de Maio.O resultado deste passatempo será anunciado no dia 30 de Maio, Quarta-Feira.

Como podes participar?

1-  Faz a tua encomenda até às 23h30 do dia 29 de Maio através do email "ielapausas@gmail.com".Deixa nesse email, os teus dados pessoais: Nome completo e morada para envio do teu exemplar.

2- Responde correctamente neste blog às seguintes questões:

a) Qual o nome dos protagonistas do conto " A mulher que não queria parar de viver" da autoria de Daniela Pereira?

b) Uma das personagens principais desta história é representada por um animal.Que animal é esse?


p.s: As respostas podem ser encontradas através da leitura do pequeno excerto do conto,presente neste post.Todas as respostas devem ser postadas com o nome completo do participante

Nota: Entre todas as pessoas que participarem no passatempo e reservarem o livro neste passatempo até às 23h30 do dia 29 de Maio,serão sorteados dois exemplares que serão enviados gratuitamente aos vencedores. Não há obrigatoriedade de compra, deixo isso à consciência de cada um,já que a ideia do passatempo é premiar pessoas que tenham interesse em conhecer realmente o livro.


Excerto do conto de Daniela Pereira : "A mulher que não queria parar de viver" 


- É um desperdício morrer, por medo, da morte. Quando morremos não há mais nada para sentir medo. É o fim da linha! O fim de todas as dores...de todas as dúvidas...
“Apolo parecia divertir-se com a confusão que criava nas ideias de Luísa. Era como se quisesse julgá-la de alguma coisa. Talvez de um erro, por ela cometido. Ficamos a pensar se tinha sido, mesmo, a primeira vez que Luísa e Apolo se cruzaram pela vida fora. A reencarnação é um universo, ainda com tanto por explorar. Quem teria sido Apolo, noutras vidas? E Luísa? Quantas vidas, já poderá ter no seu currículo ? Mas vamos regressar, ao Parque da Cidade e, aos passos dos nossos novos amigos...”
- Sim, realmente, vendo a questão por esse prisma. Não devíamos ter medo da morte. É até um pouco ridículo ter um sentimento assim perante, algo tão grandioso. - Concluiu Luísa, admirada com as suas próprias ideias.
- Como gato, tenho 9 vidas. Deves saber isso... - informou Apolo.
- É um mito conhecido. Os gatos são animais místicos e ligados ao sobrenatural.
- Isso não interessa para nada. Eu sei que tenho 9 vidas porque já perdi algumas. Vou contar-te a minha história.
Dito isto, Apolo, regressou novamente ao chão. Esticou as patas e retomou o passo com Luísa.
- Olha, pouco antes de ter nascido... eu fui abandonado. Fui abandonado, num caixote do lixo, e fiquei por lá, durante dias e noites a fio. Quando fui encontrado, estava gelado e, quase não respirava. Julgo que morri, para depois renascer, nos braços de uma senhora que me acolheu com imenso carinho. Dois anos depois, a doce senhora que me deu casa e comida faleceu. Então, os filhos dela, atiraram-me para o meio da rua. Andei semanas, a deambular pelas ruas,... a comer restos que ia encontrando. Até que um dia, sofri uma distração. Quando atravessava a rua fui colhido por um carro que me jogou para uma valeta. Aí, morri de novo, sabes? Estava muito ferido e perdi a consciência. Depois, só senti um imenso vazio que me sugou para dentro de um buraco negro. Ouvi a minha mãe miar. Senti o cheiro do seu leite quente e o calor do seu pêlo fofinho. Naquele momento, achei a morte muito reconfortante...confesso. "



Contos do Nosso Tempo é uma deliciosa colectânea com contos surpreendentes escritos por 21 autores da actualidade. Histórias actuais, idealizadas com os pés bem assentes na realidade dos nossos dias, mas sem nunca perder aquela pitada de imaginação que um conto promove nos nossos pensamentos.Nesta obra vão poder encontrar variados mundos e diversas sensações,porque quem conta um conto... conta com o coração*







Autores:

Cecília Vilas Boas

Maria Fernanda da Silva Ascenção da Rocha


Ana Maria Domingues


Maria Cristina Monteiro Correia

João Carlos Sousa Silva


Álvaro José Ferreira Gomes

Vítor Manuel Alves Fernandes


Humberto David Costa Oliveira


Ana Paula Simões e Silva Fonseca da Luz


Carlos Alberto Alves Vilela


Sérgio Sá Marques


Catarina Janeiro Coelho


Daniela Gomes Pereira


Miguel Jorge Azevedo de Almeida


Emílio Gouveia Miranda


Maria Eugénia Ferreira da Ponte


João Pedro de Sousa Duarte


António Baptista de Oliveira


Rúben Alexandre Rosa de Brito


Maria Helena Almeida Lopes


Carlos Filipe de Sousa Almeida




Encomendas do livro "Contos do Nosso Tempo" com dedicatória da autora deste blog e co-autora desta obra,Daniela Pereira:

Dados:

Titulo da obra: Contos do Nosso Tempo
Editora: Esfera do Caos
Preço por encomenda: 15 euros + 2 euros para portes de envio
Pagamento por transferência bancária ( entrega entre 1 a 4 dias )

sábado, maio 19, 2012

A beleza não tem grades nem muros de vidro...



O sol criou o dia e a lua morreu de inveja e criou os poetas...
O mar cuspiu as ondas e o rio irmão descansou as pedras nas margens.
A rosa vermelha inventou a paixão e o mal-me-quer chorou de incerteza...
O cravo vestiu de liberdade as armas e a voz do povo matou uma guerra.
A borboleta pintou um arco-íris nas asas e o vento comprou-lhe um mundo de pouca cor.
A dor inundou as almas e o coração pariu o amor.


Daniela G. Pereira
Direitos de Autor Reservados

terça-feira, maio 08, 2012

Gostava de amar-te as palavras como amo as curvas do teu pescoço

 

Gostava de amar-te as palavras como amo as curvas do teu pescoço. Seria uma forma de tornar insensível o principio da tua dor. Mas compreendes, se eu te disser que o doce que expeles da tua boca, tem muito a desejar. É como o mel que prendem as abelhas por ciúme das pétalas das flores. Por isso, quando falas... não falas, apenas reclamas. Reclamas com a chuva, reclamas com a direcção imprópria do vento e até com o canto das aves,só porque ele nada te diz. Gostamos das mesmas coisas, mas olhando bem de frente... tu e eu não gostamos de nada que seja impossível de alcançar. Basta que esperes,para eu dar corda ao relógio e o milagre para nós acontece. Ouvi um dia dizer que os silêncios mal contados, são como nuvens pretas que o vento esqueceu de empurrar e por isso teimam em ficar suspensas na quietude do dia, mesmo que ele te pareça enraivecido e amargurado. Não importa, são pormenores que ao mundo não interessa mudar. Mas eu gostava certamente de me apaixonar pelos teus gestos mais nobres mas perdi algures a etiqueta da compra da tua bondade. Por isso,quando falas...para mim e para o resto da humanidade, tu não falas, apenas aumentas a capacidade de silenciar as palavras normais que não dizes. Ai,como o teu silêncio me encanta com a voz mais profunda! Gostava de amar-te as palavras de um modo intimo e pessoal, mas apenas amo as curvas invulgares abandonadas no  teu longo pescoço....

Daniela Pereira
Direitos de Autor Reservados


sábado, abril 21, 2012

Contos do Nosso Tempo...



É com enorme prazer que apresento o novo projecto da Editora Esfera do Caos :)

Um livro fabuloso que juntou 21 autores que aceitaram o desafio de criar contos com a imaginação que a realidade dos nossos dias promove...

Maio de 2012... Atenção..estamos a chegar e vamos revolucionar as vossas mentes ;)

Quem somos? ....

Cecília Vilas Boas
Maria Fernanda da Silva Ascenção da Rocha

Ana Maria Domingues

Maria Cristina Monteiro Correia

João Carlos Sousa Silva

Álvaro José Ferreira Gomes

Vítor Manuel Alves Fernandes

Humberto David Costa Oliveira

Ana Paula Simões e Silva Fonseca da Luz

Carlos Alberto Alves Vilela

Sérgio Sá Marques

Catarina Janeiro Coelho

Daniela Gomes Pereira




Miguel Jorge Azevedo de Almeida

Emílio Gouveia Miranda

Maria Eugénia Ferreira da Ponte

João Pedro de Sousa Duarte

António Baptista de Oliveira

Rúben Alexandre Rosa de Brito

Maria Helena Almeida Lopes

Carlos Filipe de Sousa Almeida

terça-feira, abril 17, 2012

Uma mensagem de pedra...

Completar os teus pedaços de dor é como gritar com os dedos queimados...a tua voz escreve-me em cinzas que as estrelas não vestem.Implantar o teu coração de pedra no meu jardim é como abrir um regato numa onda do mar.... Esmagas-me a visão felina com um punhado de jasmim vagabundo que me perfuma as pernas mal corridas.Dizes que trago algas entranhadas nos cabelos...mas são serpentes com mil cabeças. As Medusas enroscaram os sonhos num prado tenro e a tua dor enforcou-se na monotonia de uma corda suspensa ...



sábado, abril 14, 2012

incompetência da chuva

Acordo a pensar na impotência da chuva para declarar extintos todos os desertos. Pode até regar os nossos jardins e matar a sede dos teus canteiros...mas que gotas sabem dar de beber a uma alma mais sedenta? O amor cai nos teus ombros em gotas cristalinas ou simplesmente amanhece lentamente no teu olhar,como um dia que desperta a medo? Acordo a pensar na incompetência da chuva para declarar vitória frente a uma aridez permanente nas relações humanas.Pode até tornar mais húmida a palavra na tua boca e conferir um aspecto mais tenro ao pedaço de carne deixado à deriva...mas certamente não sabe tornar a tua alma mais suculenta.




quinta-feira, abril 12, 2012

Uma carta solta ao vento...

A todos os amores que amei de coração aberto,escrevo esta carta com a tinta dos meus dias...tons escuros porque a noite por vezes esconde as estrelas...tons claros porque o dia por vezes tem instantes demasiados belos para serem fruto de anteriores pesadelos.Quando vos amei fiz claramente uma promessa ao meu coração sonhador... ' Vais amar este amor como se ele fosse a tua gota de chuva no meio do mais árido deserto. Vais abrir a tua boca apenas para soletrar palavras doces e se por algum motivo sentires um grito a nascer na garganta, vais tentar que a dor não saia disparada por nenhuma porta que deixes em ti abrir...'



quarta-feira, abril 11, 2012

Inconfidências na margem do ser...





Dás uma sombra ao teu olhar porque o sol para ti já se tornou demente.Os peixes usam e abusam da tua lua nos cantos das suas bocas e tu sentes-te nua ou fragilmente coberta de sonhos de prata.O mar recolhe os teus lenços de sal e as flores roubam mágoas que são tuas.Que importa que o céu esteja cinzento se o teu coração tem um peito sem nuvens?Há gotas de chuva no teu pescoço a perfumar o teu andar....


Daniela Pereira
Direitos de Autor Reservados

quarta-feira, março 21, 2012

Dizem que um poema não chora...





Dizem que a poesia da alma

tem um lugar cativo dentro do meu peito

só porque o meu coração o Amor já albergou.

Mas que faço eu agora, com as palavras de antigamente?

Faço flores de papel com as rosas que cravei nos poemas?...

Faço pássaros da lua e bordo-lhes os meus amores no bico?...

Faço rios de sal e invento um mar mansinho para as estrelas mais confusas?...

Dizem que a poesia da alma

tem um lugar cativo dentro do meu peito...

Mas o meu coração tem quatro quartos e meio por alugar.

Também tem janelas que as lágrimas embaciam

e purpurinas que aos sorrisos

com um brilhozinho nos olhos agradecem.

Dizem que sou uma alma triste...

talvez seja apenas uma...triste alma

que nas palavras recita o pensamento de uma vez só.

Não lhe esconde as angústias...

Não vira as costas aos pesadelos...

Nem tão pouco tem coração de rocha

que aos solavancos as tempestades anuncia.

Ah, mas tem os lábios mais claros e os beijos mais lúcidos

que a tua boca jamais numa simples vida encontrou.

Tem nos olhos a terra mais quente e afável

que o teu olhar assim despido para o mundo um dia provou.

Dizem que sou um pedaço de alma

que o corpo um dia poeticamente rejeitou...

Fez-se a mudança e o coração criou letras órfãs do medo e da dor...

Dizem que a tua poesia tornou-se banal e que os sentimentos perderam o dom de palpitarem nas veias...

Mas os teus dedos...

mas os filhos da mãe dos teus dedos...

ainda deixam marcas pretas na areia

e a tua alma sofre o síndrome de inspirar emoções...

Porque a barriga dos sonhos mesmo faminta

na ponta dos teus dedos jamais se esvazia.

Daniela Gomes Pereira

Direitos de Autor Reservados

segunda-feira, março 05, 2012

O sabor de nenhuma lembrança...


O meu corpo pediu licença para aterrar na tua boca

como um beija-flor perdido num só flor...

Despiu-te o ódio de não seres alguém e vestiu-te com o amor mais puro

com botões de rosa sangue latejando nos olhos.

Não vi a tua alma encerrada e por isso abri o teu peito com os dedos em luva...

O teu interior não tinha nada, mas lá eu vi um céu de estrelas claras...

Então entrei na tua mágoa com a dor presa em mim até aos joelhos

e sem medo da escuridão que irradiava no teu quarto

adormeci na curva mais quente da tua pálida história.

Daniela G. Pereira

Direitos de Autor Reservados

terça-feira, fevereiro 14, 2012

A todos os amores que em mim amei...



Há-de alguém amar o mundo
com a mesma força com que eu amo as pausas nas palavras...
os peixes que nadam com arco-íris nas costas e o prateado nos olhos.
Há-de alguém amar o mundo
com a mesma ternura que eu ofereço aos pássaros que matam a sede nas gotas esquecidas no jardim...
Há-de alguém amar o mundo
com a mesma profundidade clara
com que eu amo os corações que adopto no meu peito...
Amores perfeitos que nenhuma ferida amargurada soube em mim rasgar...
Tenho todas as folhas brancas do mundo para escrever novos amores e a doçura do pensamento para os eternizar....

Daniela G Pereira

Direitos de Autor Reservados

quarta-feira, janeiro 11, 2012

Bordados a frio...

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Hoje o frio bordou-se nas mãos

com fios finos que o rosado dos dedos emagrece...

As flores vidraram as cores

e o sol perdeu-se na inutilidade de uma chama

que a brisa fria em ti enaltece...

Hoje o frio bordou-se nas minhas mãos

com agulhas de linho branco

e laços que me prendem as veias.

As flores reclamam que se sentem mais feias

quando lhes tiram o sol dos rostos..

Mas,os cravos ainda se sentem irmãos

e as rosas proclamam-se as mais belas pedintes

escolhidas pelo mais tórrido amante.

Hoje o frio bordou-se nas tuas mãos

como se fosse uma capa de lã alva

que os teus gestos quentes

na solidão jamais arrefece....

Daniela Pereira in "Dois pares de sentimentos e a perfeita questão.. "

Direitos de Autor Reservados

sexta-feira, novembro 25, 2011

3 palavras e meia


O amor brinca num baloiço

onde rodopia ou avança

mas de cheirar as flores jamais se cansa...

Daniela Pereira

segunda-feira, novembro 14, 2011

Dois minutos a respirar em branco...




A porta está aberta...

Mas o sol não vai entrar

onde há um vinho alado pousado sobre a mesa

e dois copos de cristal por servir...

Estão nas paredes os novos quadros

que o rosto da rosa na tela pintou...

O tempo assinou a obra que o teu olhar por moeda alguma vendeu...

As cortinas choram lágrimas de renda

e a janela escreve notas de orvalho

como uma escrivã solitária que a luz das sombras o corpo seduz.

A porta está fechada...

A página passou dois minutos em branco

e aquecida na lareira

nasceu mais uma hora

e uma palavra morreu vestida de chamas.

Daniela Pereira

Direitos de Autor Reservados

sexta-feira, outubro 07, 2011

A tua cor

O mundo perdeu-se de cores e não sabe se hoje o dia vai ser azul ou cinzento...
Tem o coração ambicioso pelos tons do mar e da leveza do céu... mas os olhos teimam em ver nuvens a cavalgar o horizonte e os desertos pedem chuva só para puderem também eles sentirem as flores...
Há quem diga que elas são como os arco-íris e nelas tudo é colorido..
Há quem diga que o seu perfume até desperta os mortos que sentem saudades de amar no jardim...
O mundo perdeu-se de cores e não sabe se o dia hoje vai ter tons de prata quando a noite chegar ou se pintará com a cor do fogo o por-do-sol ...
Há quem diga que são de ouro os teus sonhos mas nunca os guardarei só para mim porque há ainda quem seja criança e queira contigo sonhar...
E o mundo que ainda não sabe o que fazer com o preto das viúvas e dos asfaltos que as estradas consome...
Talvez escreva um poema com palavras de meias pretas e tontas até o pincel partir para a dança das cores...
Hoje o dia vai ter uma nova cor... a cor que tu quiseres
aquela cor que só tu sabes colorir....
a tua própria cor *

Daniela Pereira
Direitos de Autor Reservados

segunda-feira, setembro 26, 2011

Se cura...é porque ainda arde



Queria fazer das horas, pedaços de tempo mais significativos porque os dias esvaziam-se depressa demais.
E o passado é tão recente,foi apenas ontem...
Hoje as palavras abundam na mesa, mas o silêncio ocupa o centro moderando as conversas que vagueiam nas tuas histórias.
Existem encontros casuais que te fizeram sentir capaz de mudar a voz ao mundo...
Existem amores que te penetraram até às entranhas deixando a descoberto o teu peito e todas as pedras do caminho e todos os espinhos dos jardins a tua alma rasgaram...
Existem perdas que te fizeram perguntar o que raios vieste fazer a este mundo... sempre solidária com um mar morto que lentamente se extingue quando sonhas.
Existem anjos, que se cruzam na tua cabeça, com uma mão estendida dedicada a ti e a outra de punho cerrado, para que nunca te esqueças que até a caridade pode ter outra face...
Descobres o lado negro de todas as coisas e odeias a incapacidade que por momentos te impede de ser luz... Então ocupas a noite a vestir de preto a lua decidida a renegar para sempre o sol. Não desistes de chorar as dores... de questionar as memórias convicta na veracidade de todos os teus gestos.
E tu amas...amas e voltas a amar uma e outra vez. Entregas os braços e abres-te em doces abraços e as amarguras ficam por aí..aquelas velhas tontas sem sentido. Amas o brotar de um sorriso e o teu coração é pequeno para aquilo que gostarias de ti dar.
Mas ouves um lamento e mesmo quando tudo em ti chora, o teu coração sorri para fora...
Mas ouves um lamento e mesmo quando tudo em ti chora,o teu coração sorri para fora...
Daniela Pereira
Direitos de Autor Reservados

Conheces o lado negro de todas as coisas e surge em ti por momentos a incapacidade de ser luz... Dás por ti,distraída a vestir de preto a lua com juras de renegar para sempre o sol.Mas ouves um lamento e mesmo quando tudo em ti chora,o teu coração sorri para fora...

quarta-feira, setembro 21, 2011

O voo perfeito...





Porque ainda me escrevo por palavras vãs

como se a negritude das minhas linhas fosse capaz de montar uma estrada?...

Vivo de moldar a matéria com que se fazem os sonhos

no entanto passo os dias acordada

a sentir quem se faz à vida com a força de um gigante

e deparo-me com as incertezas de uma formiga

com o chão fugindo por entre as marcas dos dedos.

Melancolicamente recordo os dias em que os sonhos faziam sentido

e dou por mim a desenhar as histórias dos outros...

a remendar-lhes os cacos e a tirar-lhe os espinhos

como se a ferida que arde em mim sarasse.

Porque ainda me escrevo em folhas soltas

se o tempo teima em apagar-me em todos os caminhos

para onde o vento livre um dia me levou? ...

Daniela Pereira

quarta-feira, setembro 07, 2011

Apetece-me e agora.... ?

Apetece-me...

Apetece-me dizer coisa nenhuma e às coisas que falam ficar muda e calada.
Mandar as palavras às favas e às pedras do caminho tirar-lhes o pé até que o chão se realize.
Apetece-me... e agora,quem me diz que não posso?
Quem me prende as mãos à boca até nos meus dedos nascer pó?
Quem faz cantar o grilo se eu lhe comer as asas?
E quem diz que isto é defeito e não um aprumado feitio...
Não me importa...hoje apetece-me...
Apetece-me roubar os doces aos miúdos que pulam no jardim...
esconder os segredos no fundo do mar
e dar gargalhadas porque a ninguém os digo.
Apetece-me desenhar sorrisos na alcatifa da sala
e pendurar aranhas nas janelas
só para ver um gato com as patas mais animadas.
Apetece-me correr atrás dos cães e mesmo que fique em último na corrida
não deixarei de exibir a língua cá fora como sinal do meu orgulho cansado.
Quem me prende as palavras ao céu da boca
porque o coração está louco de contentamento
e o silêncio hoje é uma festa onde todos entram calados mas ninguém sai falador.


Daniela Pereira

Direitos de Autor Reservados

http://devaneiosazuis.blogspot.com/2011/09/ja-nao-se-fazem-homens-como-antigamente.html




É manhã...e os pássaros cantam quando os carros circulam.Só as flores permanecem paradas e mudas no meio da rua.

sexta-feira, setembro 02, 2011

Já não se fazem Homens como Antigamente






O Blog Devaneios e a autora Daniela Pereira, vão oferecer a preço de chuva 10 exemplares do Livro "Já não se fazem Homens como Antigamente" :) Estamos nos primeiros dias de Setembro e para contrariar este ar de Inverno, este é um bom livro para animar estes dias mais cinzentos.
Assim sendo, todos os visitantes do Blog Devaneios que queiram receber um exemplar do livro, basta que deixem o nome e escrevam num comentário a este post o que esperam encontrar neste livro.
Os primeiros 5 visitantes, recebem os seus exemplares por apenas 7 euros mais portes de envio... Os restantes 5 menos apressados, poderão adquirir o livro por 10 euros mais portes de envio.
À medida que os comentários surgirem no blog será pedido a cada visitante validado que contactem a autora através do seguinte email: "ielapausas@gmail.com" para que possam dar os respectivos dados para encomenda. Os livros serão entregues por correio verde após comprovativo da transferência bancária com o pagamento.
Agora é só dar corda aos sapatos e passarem por aqui... :)



Até já


Daniela Pereira


Sinopse:

Num mundo de fast food, de conversas virtuais, relações apressadas, podemos falar de quê?

De amores sinceros? De amores eternos? Provavelmente não... o mundo gira com demasiada rapidez até para nos lembrarmos do nome da pessoa com quem dormimos na noite anterior.

Somos 3 homens e uma mulher e nesta aventura de dedos cruzados e pensamentos em alvoroço, pensámos falar das relações actuais... de pessoas... de encontros e desencontros... de homens correctos.. de traições... de mentiras... de desejos... de desilusões.

Temos fantasmas num palco... um casal perfeito que, na verdade, esconde defeitos... temos homens que querem tudo ao primeiro olhar e mulheres que sonham com o homem ideal. Queremos rir... queremos fazer pensar... talvez queiramos mesmo um olhar diferente para este mundo tão actual que esmaga os sentimentos com camiões de areia.

Vamos espreitar a felicidade dos outros?

"Já não se fazem Homens como antigamente" é um mundo que todos conhecem... é uma visita a uma mudança dos comportamentos humanos... é um Big Brother dos tempos modernos.. onde nem os sonhos mais íntimos escapam a esta janela aberta.

"Já não se fazem Homens como antigamente" , um livro editado pela Esfera do Caos... o mundo das relações humanas dissecado pelas mãos de Pedro Miguel Rocha... Daniela Pereira... João Pedro Duarte e Miguel Almeida..


segunda-feira, agosto 29, 2011

Ecos de um perfume...





Tenho saudades da urgência de querer escrever...

Das dobras no papel e dos dedos já cansados de expressões pedindo guarida na almofada.

Das ideias mal paradas na cabeça e da boca a salivar mais palavras como sobremesa.

Mas sem sentimentos não há palavras...só sobrevivem ecos inseguros

e as palavras que nascem por dentro são como rochas que nem o mar desfaz.

Vale a pena dizer o óbvio?

Vale a pena deduzir o passado numa folha como se o tempo pudesse ser vestido numa pintura?

Tenho saudades da urgência de querer escrever...

Do inclinar perante o peito aberto com os olhos a brilhar

mesmo quando um rio de sal neles se distingue...

O vento limpa-lhes o rosto e os olhos cristalinos por momentos podem ver e chorar ao pé do mundo.

Existem poetas que aprendem a moldar emoções

como se fossem grandes desafios

e existem poetas que vivem nas palavras noites de dor e de puro encanto.

Alguns mais cedo ou mais tarde perdem a voz e recusam a lição dos pássaros mergulhados num silêncio que só o Inverno conhece...

A Primavera deixa de ser bela e todas as estações são frias...

As folhas são como verdades juradas

que se espalham amargas pelo chão

e o Amor morre calado com a boca cheia de formigas.

Rasgamos mais uma folha e os sentimentos caminham sozinhos para o lixo.

Daniela Pereira

Direitos de Autor Reservados