quarta-feira, setembro 07, 2011

Apetece-me e agora.... ?

Apetece-me...

Apetece-me dizer coisa nenhuma e às coisas que falam ficar muda e calada.
Mandar as palavras às favas e às pedras do caminho tirar-lhes o pé até que o chão se realize.
Apetece-me... e agora,quem me diz que não posso?
Quem me prende as mãos à boca até nos meus dedos nascer pó?
Quem faz cantar o grilo se eu lhe comer as asas?
E quem diz que isto é defeito e não um aprumado feitio...
Não me importa...hoje apetece-me...
Apetece-me roubar os doces aos miúdos que pulam no jardim...
esconder os segredos no fundo do mar
e dar gargalhadas porque a ninguém os digo.
Apetece-me desenhar sorrisos na alcatifa da sala
e pendurar aranhas nas janelas
só para ver um gato com as patas mais animadas.
Apetece-me correr atrás dos cães e mesmo que fique em último na corrida
não deixarei de exibir a língua cá fora como sinal do meu orgulho cansado.
Quem me prende as palavras ao céu da boca
porque o coração está louco de contentamento
e o silêncio hoje é uma festa onde todos entram calados mas ninguém sai falador.


Daniela Pereira

Direitos de Autor Reservados

http://devaneiosazuis.blogspot.com/2011/09/ja-nao-se-fazem-homens-como-antigamente.html




É manhã...e os pássaros cantam quando os carros circulam.Só as flores permanecem paradas e mudas no meio da rua.

sexta-feira, setembro 02, 2011

Já não se fazem Homens como Antigamente






O Blog Devaneios e a autora Daniela Pereira, vão oferecer a preço de chuva 10 exemplares do Livro "Já não se fazem Homens como Antigamente" :) Estamos nos primeiros dias de Setembro e para contrariar este ar de Inverno, este é um bom livro para animar estes dias mais cinzentos.
Assim sendo, todos os visitantes do Blog Devaneios que queiram receber um exemplar do livro, basta que deixem o nome e escrevam num comentário a este post o que esperam encontrar neste livro.
Os primeiros 5 visitantes, recebem os seus exemplares por apenas 7 euros mais portes de envio... Os restantes 5 menos apressados, poderão adquirir o livro por 10 euros mais portes de envio.
À medida que os comentários surgirem no blog será pedido a cada visitante validado que contactem a autora através do seguinte email: "ielapausas@gmail.com" para que possam dar os respectivos dados para encomenda. Os livros serão entregues por correio verde após comprovativo da transferência bancária com o pagamento.
Agora é só dar corda aos sapatos e passarem por aqui... :)



Até já


Daniela Pereira


Sinopse:

Num mundo de fast food, de conversas virtuais, relações apressadas, podemos falar de quê?

De amores sinceros? De amores eternos? Provavelmente não... o mundo gira com demasiada rapidez até para nos lembrarmos do nome da pessoa com quem dormimos na noite anterior.

Somos 3 homens e uma mulher e nesta aventura de dedos cruzados e pensamentos em alvoroço, pensámos falar das relações actuais... de pessoas... de encontros e desencontros... de homens correctos.. de traições... de mentiras... de desejos... de desilusões.

Temos fantasmas num palco... um casal perfeito que, na verdade, esconde defeitos... temos homens que querem tudo ao primeiro olhar e mulheres que sonham com o homem ideal. Queremos rir... queremos fazer pensar... talvez queiramos mesmo um olhar diferente para este mundo tão actual que esmaga os sentimentos com camiões de areia.

Vamos espreitar a felicidade dos outros?

"Já não se fazem Homens como antigamente" é um mundo que todos conhecem... é uma visita a uma mudança dos comportamentos humanos... é um Big Brother dos tempos modernos.. onde nem os sonhos mais íntimos escapam a esta janela aberta.

"Já não se fazem Homens como antigamente" , um livro editado pela Esfera do Caos... o mundo das relações humanas dissecado pelas mãos de Pedro Miguel Rocha... Daniela Pereira... João Pedro Duarte e Miguel Almeida..


segunda-feira, agosto 29, 2011

Ecos de um perfume...





Tenho saudades da urgência de querer escrever...

Das dobras no papel e dos dedos já cansados de expressões pedindo guarida na almofada.

Das ideias mal paradas na cabeça e da boca a salivar mais palavras como sobremesa.

Mas sem sentimentos não há palavras...só sobrevivem ecos inseguros

e as palavras que nascem por dentro são como rochas que nem o mar desfaz.

Vale a pena dizer o óbvio?

Vale a pena deduzir o passado numa folha como se o tempo pudesse ser vestido numa pintura?

Tenho saudades da urgência de querer escrever...

Do inclinar perante o peito aberto com os olhos a brilhar

mesmo quando um rio de sal neles se distingue...

O vento limpa-lhes o rosto e os olhos cristalinos por momentos podem ver e chorar ao pé do mundo.

Existem poetas que aprendem a moldar emoções

como se fossem grandes desafios

e existem poetas que vivem nas palavras noites de dor e de puro encanto.

Alguns mais cedo ou mais tarde perdem a voz e recusam a lição dos pássaros mergulhados num silêncio que só o Inverno conhece...

A Primavera deixa de ser bela e todas as estações são frias...

As folhas são como verdades juradas

que se espalham amargas pelo chão

e o Amor morre calado com a boca cheia de formigas.

Rasgamos mais uma folha e os sentimentos caminham sozinhos para o lixo.

Daniela Pereira

Direitos de Autor Reservados

sábado, julho 30, 2011

Morres-me primeiro ou suicido as aves?




E agora,José?

O céu perdeu a cor

e as curvas do caminho já se encontram baças....

Morres-me primeiro ou suicido as aves sem penas que tentam em vão voar?

E agora, José?

Perdeste a voz de rouxinol

e ainda ontem dizias ser cantor

reclamando que os silêncios da rua te eram nefastos.

E agora, José?

Ficas a rir das tuas desventuras ou vais à deriva procurar novas conquistas?

Ainda ontem colhias maçãs no pomar e hoje plantas rugas na varanda

E agora,José?

Morres-me primeiro ou suicido as aves sem penas que não te ensinaram a voar?

Daniela Pereira

Direitos de Autor Reservados

quinta-feira, julho 14, 2011

Dessas palavras,já não falamos...




Dizes sofrer de uma paixão avassaladora por letras e reticências imprevistas

mas só te vejo comer palavras em sopas frias...colherada após colherada num exercício de concentração forçada.

Fazes gemadas com o amarelo dos ovos e podias pintar canários nas pontas do sol...

depenar os pavões e substituir o orgulho das penas por credos de papel.

Dizes ser portadora de emoções profundas mas nunca te vi cavar um poço em terras de poucas águas...talvez sintas que o mar é uma cama maior para as tuas insólitas paixões.

Fazes borboletas de papel mas nunca te senti presa nos braços do vento que as fazem voar... Dizes ser alheia aos prazeres terrenos porque insistes sonhar acordada e nos teus sonhos há sempre um pedaço de nuvem a rematar as fragilidades das tuas fantasias.

És para além de seres...pedaços daquilo que não dizes, nem tão pouco murmuras nas brumas dos teus passos...és muda acima do teu coração porque jamais engoles aquilo que sentes. És uma cascata onde só mergulham aqueles que em ti flutuas.

Depois existem as palavras cruzadas..aquelas que teces na boca.

Mas dessas já não falamos... um dia ouvi dizer que só querias sentir o silêncio outra vez a caminhar feliz na tua rua.

Daniela Pereira

Direitos de Autor Reservados


http://www.facebook.com/DanielaGomes#!/notes/daniela-gomes/dessas-palavrasj%C3%A1-n%C3%A3o-falamos/10150706933150224

segunda-feira, julho 04, 2011

Até que o pensamento acabe...suspiramos





Já não sei o que dizer...se é que alguma vez soube o que as palavras significam quando se desprendem dos meus dedos como borboletas suicidas que embatem contra as paredes com a força que carregam nas asas.

São como lendas que se libertam ao vento para as histórias encaixarem nos momentos e não ficarem à deriva,porque o mundo já é um buraco negro que nos engole o corpo até às sombras e nem a alma escapa aquela fome que nasce no profundo de um povo que quer liberdade para amar.

E eu já amei...já amei com tudo o que tinha para respirar...com tudo o que tinha para repartir quando tudo era exclusivamente meu e o sol dizia-me em segredo: Não te percas que as nuvens ficam no teu horizonte e depois tens chuva todos os dias quando abrires a medo os olhos inchados! Tens nevoeiro atrás das tuas costas e nos teus cabelos já vi tantas vezes orvalhar...Precisas de sol para amadureceres mais colorida...

E eu amei as pedras da rua porque me levavam até ti..religiosamente até ti e o caminho era perfeito.Se existiram muros para transgredir,nunca me importou, saltei sempre para a frente. Às vezes parecia uma leoa a defender-te dente por dente da escuridão que te fazia adormecer sem expressão no olhar.Eras um autêntico fantasma de memórias desfeito..moldado nas intelectuais margens de um rio culto que nada sabia para além de uma ida ao espelho para ver se algo mudou.

E hoje ainda amo... não te amo a ti.E ainda pergunto como é que um dia te amei.. como se fosse o meu erro mais divino...uma crosta numa ferida que sempre foi mentira.

E amo...amo-me a mim em algum pedaço de tempo onde me suporto..onde me entendo e admiro. Mas há horas onde sou mais escura que aquele buraco negro que o mundo transformou num lar...

Aí rasgo as palavras..rasgo-as em letras miúdas para ninguém as conseguir ler,nem mesmo o coração que já conhece os meus silêncios gestuais e no meu murmurar hesita ,recomenda que remende os gritos já ditos e eu nem te sinto...

Os meus dedos escorregam no teclado, sem vontade ou paixão..escorregam apenas e como quem segura o chão depois de uma queda suspiram até que o pensamento acabe.

Daniela Pereira

Direitos de Autor Reservados

sexta-feira, junho 17, 2011

Somos apenas aquilo que somos e uma renda de sonhos...




Somos o pão que não apodrece

na boca de qualquer um

e mesmo que o resto do mundo

nos suplique com fome...

À tirania de um desejo não me rendo!

Somos a liberdade aquecida

que num copo nu a memória esfria

e mesmo que a recordação

queira o teu cheiro com ardor...

Num raio de sol não te queimo

porque cinzas velhas não guardo!

Somos o vento que varre as paixões

como se elas fossem folhas de Outono

e mesmo que a palavra

exija algum retorno

das noites de Verão onde tão pouco dormi...

Não ficarei de boca aberta

à espera que riquezas doces

me apurem a saliva.

Somos a vida que o amor merece

e mesmo que o coração

ao longo dos anos arranhe a dor...

Na carne fica sempre um buraco

por onde o sofrimento escorre

porque na alma se esgota.

Daniela Pereira

Direitos e Autor Reservados

quinta-feira, junho 02, 2011

Feira do Livro do Porto


A autora Daniela Pereira e as Edições Ecopy convidam para que estejam presentes pelas 16h no Auditório da Feira do Livro do Porto,onde irá decorrer uma sessão de apresentação do livro de poesia Afectos Obsessivos.
Esperamos por vocês,para uma hora de emoções fortes e de poesia à solta...

http://www.facebook.com/event.php?eid=225212517504317



Daniela Pereira

"Vamos falar de amor...calados?"

O tempo passa e o coração permanece parado...
Estático na sua timidez de amar...
Ávido por uma batida mais intensa por um fôlego apressado...
Por um toque na pele sentido na boca.
O amor não pensa... O amor entrega e rouba tudo o que é racional...
Prende-te os sorrisos com teias de mel... Amarra-te os sentidos com abraços sem folga... Bebe-te o olhar com dois copos de vinho branco bem servidos.
Devora-te o peito e tu lambes os restos que amores antigos deixaram ansioso pelo gosto de uma nova sobremesa.
Como mostramos o que sentimos ao amar?
Como se pinta o tecto com beijos multicolores usando o vermelho como fundo na tela?
Como se respira devagar quando os pulmões fazem redemoinhos com ar na boca?
O amor não pensa...
Fecha os olhos à noite e a tua imagem vem-lhe à cabeça como um sonho bom que cortas em pedaços para saborear com sumo de limão.
Amas demais... Esqueces tudo à tua volta e só vês um corpo esculpido nas sombras...
Todos os rostos são monótonos se não são aquele rosto que idealizaste em ti.
Todos os beijos são iguais... Sabem a pouco
Se os teus lábios não estão despidos de beijos passados.
Então amas com cuidado...
És frágil nas entregas, porque o teu coração dos portões de ferro fez portas de cristal.
Amas com o coração
Mas amar... fode-te sempre a cabeça

Daniela Pereira in Afectos Obsessivos,Edições Ecopy 2007

segunda-feira, abril 25, 2011

A liberdade já não se escreve sem um soluçar...

Foto retirada do cartaz de comemoração do 25 de Abril de 1974




A liberdade já não se escreve

com o perfume dos cravos...

andam à solta rosas carpideiras

que pedem pão para a boca

porque os filhos têm fome.

Nas paredes permanecem gritos de revolta

que a geração de hoje

carimba com frases curtas.

Na garganta as palavras não escorrem

falta água para as levar livremente

até ao fim da rua.

Não há religião que salve o ladrão

que te vai roubar...

Há dinheiro nos sonhos de quem trabalha

mas alguém fez buracos nos bolsos

e não há migalhas para distribuir

pelos que suplicam uns míseros tostões

porque há frio na rua.

Há quem queira correr o mundo por aventura...

e quem já não encontre no seu país uma porta aberta para o futuro...

Morremos longe

porque a pátria já não nos acolhe de braços abertos e com comida na mesa.

Somos o manjar da bela Europa....

A liberdade tem no pensamento a sua maior força...

e os novos cravos que supostamente nos querem salvar da bancarrota

enchem a barriga com caviar antes de apregoar a sua revolta.


Daniela Pereira

Direitos de Autor Reservados

quinta-feira, março 17, 2011

Com os dedos apenas sou doce e choro...


Dizem que as andorinhas trazem a Primavera mas o meu Inverno está por um fio...


Preso a notas que metem a pedinchar um pouco de sol.

Mas foi que o vi nascer...baloiçando só para si

como se as tempestades me quisessem julgar apenas

mas na verdade não me culpassem de todas as ondas perdidas...

Do mundo inteiro só algumas sei que criei

frutos das minhas mais salgadas tristezas.

Dizem que as andorinhas trazem a Primavera e eu espero-as à janela...

levo-as prateadas penduradas nas orelhas

num silêncio que não é o meu

esperando que a estação das melodias também para mim chegue.

Varro a neve que há em mim para um céu azul mais presente

e aprendo a sorrir com os lábios fechados

porque com os dedos apenas sou doce e choro.

Daniela Pereira

Direitos de Autor reservados


quarta-feira, março 16, 2011

Labirintos...




Escapei à tristeza de ser um pouco de nada e senti-me muito grande.. imensa..gigantesca com a alma baloiçando no pico da montanha. Resistente ao frio e ao vento,sem temer mais um qualquer cair discreto para me derrubar.Presa ali no topo... sou uma bandeira mais forte.

A liberdade é um hino que ainda não aprendi ser...a matéria de todos os sonhos não tem amor à pátria e orgulha-se de ter um pensamento ateu. De ser um labirinto no seu sentir.. um polvo com tentáculos agarrado às pedras desejando que elas fossem corais e um grito mudo sai-lhe das entranhas mas ninguém parece que o quer ouvir e o grito morre com a língua em nós curtos. Há uma melodia distante que substitui o grito, mas quase que nem se ouve.. afoga-se na tristeza daquilo que não compreende mas que já conhece bem no existir. Disseram-lhe que seria mais fácil um dia partir no galope do horizonte... mentiram,esqueceram-se que já não sinto se dou passos ou se me enterro mais fundo...

Daniela Pereira

Direitos de Autor Reservados

sexta-feira, março 11, 2011

A matriz de todos os sonhos




Se hoje o sol não vier para te beijar...
Promete-me que amanhã fazes na lua o teu leito
mesmo que ela te pareça vã e fria..

Terás um milhão de estrelas
para iluminar a chama dos teus sonhos...
Voluntárias a assombrar cada nuvem que tente adormecê-los.

Vais dormir com sonhos de algodão doce ao teu lado
pedindo cultos lençóis e terás mais sede de saber
porque é que a arte veste branco
e o vazio jamais teve qualquer cor.

Se alguma sombra interromper o teu sono
eu enterro-lhe o focinho na mais negra lembrança
até que ela uive de dor e a paz lhe faça a cama só com velas acesas.

Assim, poderás queimar com vontade
todos os medos que a noite à cintura possa trazer...
Para o dia nascer livre de qualquer culpa
quando em ti o sol se sentir de novo a renascer.


Daniela Pereira
Direitos de Autor Reservados

quinta-feira, março 03, 2011

Espumas...

Pequenas memórias na gaveta de espuma que é o tempo...
O tempo que nos afunda no brilho das coisas que já o foram... presos à escuridão do que podia ter sido uma singular fracção de realidade.
Fechar todas as horas que vivi numa só gaveta,com todos os instantes bem alinhados uns em cima dos outros. Com as horas esmagadas por entre os minutos que empurram com força os segundos para terem a cabeça de fora a respirar. Mas o tempo não passa de sombras que os olhos guardam nas visões que os deliciam. Ainda vamos morrer com as ondas que nos batem madrugada adentro... Talvez fiques fechada nas poeiras que alguém varreu das frinchas e o tempo efectivamente passe desigual ao dia de ontem.


Daniela Pereira
Direitos de Autor Reservados

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

O dia em que eu achei que conseguia gritar mais alto na tua demência...


Queria escrever-te um poema

ou talvez escrever um poema em ti...

Podias ser uma folha em branco

mas há muito tempo que fiquei sem tinta para te preencher as lacunas.

Palavras cruzadas fiz no teu peito

com soluções por vezes até um pouco imorais...

mas todas as letras faziam sentido

assim escritas para dizer o que sinto

sem moralismos patetas presos ao corpo

nem deveres excessivamente carnais.

Tinha a liberdade de um anjo

que sobrevoa as tardes mais belas

sem nunca temer perder o seu Norte

mesmo rompendo a mais fétida escuridão.

E eu rompi tanta podridão em ti...

Fiz vulcões de cinzas gastas e calei-te as curas

sem me importar com a doença que te gritava na alma.

Queria escrever um poema

ou talvez ser um poema para ti...

Para aquele que ainda me vê de olhos abertos

e não me castra o coração.

E o dia em que eu achei que conseguia gritar mais alto na tua demência?

Era tão louca naquela inocência vã de lamber as feridas dos outros...

Soprava flores nos meus sentidos e sorria

deixando a tempestade ainda mais preta.

Daniela Pereira

Direitos de Autor reservados

terça-feira, fevereiro 15, 2011

Premiados do Passatempo do Dia dos Namorados

Os premiados deste Passatempo vão ter direito a um exemplar do livro Já não se fazem Homens como antigamente com dedicatória de um dos autores,neste caso a única representante do sexo feminino :) Daniela Pereira. Peço aos premiados que entrem em contacto comigo através do email "ielapausas@gmail.com" deixando o nome e morada para proceder ao envio dos vossos prémios. Postarei aqui as declarações vencedoras agradecendo a todos que participaram neste Passatempo.Lembrando ainda que quem estiver interessado em adquirir exemplares do livro Já não se fazem Homens como antigamente pode também realizar a sua encomenda para o email referido.Obrigado

Resultado das votações: 1º lugar - Lobo Das Estepes- 5 votos

2º lugar- Adorno ( Sara Oriana)-3 votos


Declarações vencedoras:

Declaração nº7- Lobo Das Estepes

A doçura que lambo com saudade

Uma tarde, plantado numa sombra do quintal, vivia eu — página após página — uma das mais belas histórias de amor, quando o meu cão se veio ancorar aos meus pés descalços. Deitei o livro na relva e ficámos namorando-nos em surdina: a cauda — vestida de farrapos de neve — tamborilava-lhe ao compasso do meu coração.

Salpicado pelas vagas de ternura que aqueles olhos — castanhos e pestanudos — me assopravam, peguei-o ao colo e beijei-o na boca. Ele usava uma mancha preta numa das orelhas, que lhe caiu quando os meus lábios tocaram os dele. Desde esse dia que uso a mancha ao pescoço, pendendo dum fio de algodão.

Tem o doce das amoras silvestres, a mancha preta e arredondada do meu cão. Sei que é doce porque às vezes a lambo — sempre que a saudade se vem ancorar a meus pés. Aqueles farrapos brancos, depois de pincharem sorridentes pela casa, pingam-me no peito — e eu regresso àquela tarde, àquela sombra, àquele beijo.


Declaração nº4 - Sara Oriana

Como a areia e o mar,
A nós ninguém nos vai conseguir separar,
Apesar de a maré recuar,
Para a sua areia acaba sempre por voltar!
É assim que a nossa relação consigo imaginar,
Com altos e baixos, mas com força para tudo ultrapassar!
Agora que tive a sorte de te encontrar,
De ti nunca mais me quero separar!
Sinto-me segura quando nos teus braços me posso aconchegar,
E é essa tranquilidade que quero sempre valorizar,
E é por ela, que para sempre, vou lutar!

sábado, fevereiro 12, 2011

Votação para o Passatempo Dia dos Namorados

Nota: Visto não terem ocorrido votações durante o prazo estipulado para o passatempo dia 11 de Fevereiro e porque existia uma gralha na data inserida como limite para as participações e votações, as declarações estarão a votos de hoje até ao dia 14 de Fevereiro Segunda feira,findo esse prazo se não ocorrerem votações os dois vencedores do passatempo serão eleitos por sorteio. As votações podem ser feitas pelos candidatos a concurso ou por qualquer visitante desde que seja seguidor do blog.Cada participante só poderá votar numa única declaração e não poderá votar na sua caso tenha alguma declaração a concurso.O resultado do passatempo foi assim adiado para 3ª feira dia 15 de Fevereiro.Obrigado


Daniela Pereira


Declarações a concurso:

Declaração nº1 – Patricia Dias


Amar é querer ser mais que eu própria

Embriagar-me de estrelas

Subir ao cume do céu

É querer ser o teu sol

Dormir sob o teu lençol

Encharcar-me no teu "eu"

É ter sede de te amar

Loucura de te abraçar

Oferecer-te o Mundo e a Lua

E nos meus sonhos te sentir

Ver teus olhos a sorrir

Sentir-te meu e ser tua

É queimar-te de paixão

Ter um nó no coração

Querer ver-te todo o tempo

É chorar sem ter razão

Sentir quente a tua mão

Querer ser teu pensamento...


Patrícia Dias nome e seguidora

Declaração nº2 – lilia gomes


Quando te conheci
Olhei nos teus olhos e vi
A alegria e vontade de viver
O desejo de dar e querer amar
Olhei para ti sorri e descobri
Que nasci, voltei a existir
Quando reparaste em mim

Descobri no teu jeito a saudade
Que a ternura tem um jeito sábio
De leveza nobre nos teus lábios
No teu sorriso e olhar encantador
O brilho da luz que se fez amor
No universo dos mil sentimentos
Nos teus braços belos momentos
A felicidade em todo seu esplendor


Minha paixão do meu coração
Recebe esta minha declaração
De quem te ama com devoção


Declaração nº3-Rosa Margarida



Fazes-me falta! Tu, minha confidente, companheira, amiga...minha cúmplice. Não nos cruzámos na rua, não fomos nunca apresentadas, não foi uma casualidade: crescemos juntas! O sangue que nos une basta para que sejas uma das pessoas mais importantes da minha vida.
Não pude escolher-te, mas se tivesse hipótese de fazê-lo, serias tal qual a pessoa que és hoje e enches-me de orgulho...tanto orgulho!
A distância que nos separa, motivada pelas circunstâncias da vida, não poderá nunca diminuir o Amor que sinto por ti. Aliás, é provavélmente essa distância, que me fez perceber o quanto és importante para mim (Daremos apenas valor ao que não temos???).
Hoje, continuamos a crescer (não tão juntas), mas muito mais unidas.
És perfeita, com as tuas qualidades e os teus defeitos (sim, porque todos temos coisas menos boas), com os quais aprendemos a viver e a conviver. Não será isso um verdadeiro Amor?
Percoa-me as traquinices, as batalhas infantis, as palavras crueis de uma criança, mas não mudaria nada... foi o nosso passado que nos trouxe até aqui e valeu a pena! Sempre!
Voámos em direcção a outros ninhos, percorremos caminhos diferentes, mas continuamos a saber onde nos encontrar nos momentos mais fulcrais e basta um olhar para caírmos nos braços uma da outra e saber que estamos no lugar certo com a pessoa exacta.
Amo-te (tanto)... Minha querida irmã!


Declaração nº4- Adorno (Sara Oriana)



Como a areia e o mar,
A nós ninguém nos vai conseguir separar,
Apesar de a maré recuar,
Para a sua areia acaba sempre por voltar!
É assim que a nossa relação consigo imaginar,
Com altos e baixos, mas com força para tudo ultrapassar!
Agora que tive a sorte de te encontrar,
De ti nunca mais me quero separar!
Sinto-me segura quando nos teus braços me posso aconchegar,
E é essa tranquilidade que quero sempre valorizar,

E é por ela, que para sempre, vou lutar!

Sara Oriana

Declaração nº5 – Flávio Pereira



Oh amada, declaração de amor

Oh meu coração que de ti quer estar mais perto
Quero sentir o teu perfume esvoaçando pelo ar
Deixando que o mundo nos une
Para nunca mais te deixar

Os meus braços tremem de tanto te querer ver
Os meus sentidos reclamam de não te poder tocar
Quero estar perto de um bom sentir
Quero perder a cabeça com o teu beijar

Se o mundo nos juntar deixarei mais cedo
O meu trabalho físico para te ver
O meu coração sofre em segredo
Por este pedido de amor que te quero oferecer


Declaração nº6 -Rute Almeida



Ca vai minha declaração:
Sem você...
Sou poesia sem poeta
Sou uma canção sem melodia
Sou um mar sem ondas
Sou primavera sem flores
Ah! Sem você...
Meus sonhos se perdem dentro de mim
Meu mundo se desfaz buscando o amor que só encontrarei...
Em teu olhar!!!

Declaração 7- Lobo Das Estepes



A doçura que lambo com saudade

Uma tarde, plantado numa sombra do quintal, vivia eu — página após página — uma das mais belas histórias de amor, quando o meu cão se veio ancorar aos meus pés descalços. Deitei o livro na relva e ficámos namorando-nos em surdina: a cauda — vestida de farrapos de neve — tamborilava-lhe ao compasso do meu coração.

Salpicado pelas vagas de ternura que aqueles olhos — castanhos e pestanudos — me assopravam,

peguei-o ao colo e beijei-o na boca. Ele usava uma mancha preta numa das orelhas, que lhe caiu quando os meus lábios tocaram os dele. Desde esse dia que uso a mancha ao pescoço, pendendo dum fio de algodão.

Tem o doce das amoras silvestres, a mancha preta e arredondada do meu cão. Sei que é doce porque às vezes a lambo — sempre que a saudade se vem ancorar a meus pés. Aqueles farrapos brancos, depois de pincharem sorridentes pela casa, pingam-me no peito — e eu regresso àquela tarde, àquela sombra, àquele beijo.



Declaração nº8 – Tertúlia ( Dinora Alves)




"Não foi paixão.
Não foi amor à primeira vista.
Mas conheci-te e algo mudou. Bem no fundo. E eu sem ver.
Foi crescendo e mudando.
as células do meu corpo contaminando.
Até que chegou à alma.
E aí eu vi. E aí eu senti.
Agora, sorrio sozinha ao pensar em ti.
Coro ao lembrar o que vivemos.
E não posso viver sem ti. Sem nós."














domingo, janeiro 30, 2011

Passatempo Dia dos Namorados


O Blog Devaneios vai realizar um Passatempo para o Dia dos Namorados onde podes ganhar exemplares do livro "Já não se fazem Homens como antigamente" . Lê atentamente as Regras do Concurso e participa :)

Sinopse do Livro



Para participar queremos que sejas original e criativo...
Podias fazer uma simples carta de amor,mas nós sabemos que todas as cartas de amor são banais.Por isso queremos que mostres o teu amor por tudo o que te rodeia e podes deixar o ser humano de lado se quiseres.
Adoras alguma equipa de futebol? Mostra o que te apaixona nela...
Amas o teu bichinho de estimação? Achas que tens o animal mais fofo e prendado do mundo?
Ocultas uma paixão secreta pelo homem do talho? Prometemos não contar a ninguém,mas diz o que te encanta nele...
O Dia dos Namorados é para todos e todos merecem receber presentes:)

Regras do Concurso:

1) Cada participante deve criar uma Declaração de Amor original e postá-la como comentário neste tópico.A Declaração deve ser identificada com o primeiro e último nome de cada participante e numerada por ordem de participação.
O participante só poderá concorrer se for seguidor deste blog ,assim sendo deverá indicar também o seu nome de seguidor .

2) Todas as Declarações de Amor deverão ser postadas a partir do dia 31 de Janeiro,Segunda Feira até ao dia 11 de Fevereiro Sexta Feira.

3) As Declarações de Amor serão votadas até ao dia 11 de Fevereiro .
Apenas seguidores deste blog poderão votar na sua declaração preferida identificando-a desta forma :" Eu voto na declaração "desta pessoa" indicando o nome do autor da frase" . Cada pessoa só poderá votar numa única frase concorrente e uma única vez.

4) Cada participante no Passatempo só poderá postar uma frase para concurso

5) Todos os participantes no Passatempo terão de ter morada em Portugal

6)Os prémios deste Passatempo :

- 1º e 2º Classificados- As 2 Declarações de Amor mais votadas- Oferta gratuita de 1 exemplar do Livro Já não se fazem Homens como antigamente


*Bónus de participação -
Todos os participantes deste Passatempo - Caso tenham interesse podem adquirir exemplares do livro Já não se fazem Homens como antigamente com dedicatória de um dos autores do livro (Daniela Pereira) contactando-me pelo email "ielapausas@gmail.com" onde serão dadas todas as informações ". .Esta oferta está limitada ao nº de exemplares disponíveis no blog


-*Os portes de envio serão pagos pelo administrador do Blog




*Nota: As classificações do passatempo serão colocadas neste blog no dia 12 de Fevereiro e os vencedores deverão enviar os seus dados pessoais para o email referido neste tópico

Para mais informações sobre a venda deste livro ou para encomendas podes contactar-me através do email "ielapausas@gmail.com"

terça-feira, janeiro 18, 2011

Um punhado de gente pequena...



Hoje acordei com pensamentos de gente pequena. De gente que não ambiciona o céu porque outros já tiveram a mesma ideia e sente que juntar o seu corpo ao caminhar simples das estrelas é um desperdício que nada acrescenta à solidariedade dos astros.

Que bom que é ser um mortal rotulado com prazo por expirar mas pouco consumido. É como se fossemos um produto gourmet que não se prova porque tem um gosto diferente daquilo que geralmente deixamos no prato numa refeição normal. Não é que tenha mau gosto, mas tem um gosto que não se define e isso é um pouco constrangedor para a alma habituada a paladares pouco profundos.

Olho-me como uma sopa... uma sopa de legumes com textura aveludada. E quando passo pelo dia sem imprimir às pernas passos apressados como numa garfada as inquietudes à solta pelos quintais. Dizem que são aves de penas duvidosas aquilo que saboreio sem cessar... a mim sabem-me a frango do campo com aromas de alguidar.

Hoje acordei com pensamentos de gente pequena, não mais que um metro e meio de altura sem comprimento ideal para abrir uma cova no chão e sem elasticidade facial para sorrir rasgado até atingir o sol em cheio no olho. Não faz mal, faço-lhe carinhos até ele fechar os olhos por sua própria vontade e não por me ouvir rezar por alguma escuridão porque a saudade ofusca-me o peito.

E o tempo hoje está tão politicamente correcto que até enjoa os sentimentos... é absurda esta monotonia na descrição humana das coisas que acontecem ou de tudo o que fica por acontecer.

Como se a veia triste pudesse ser um vaso impossível de romper porque o sangue desgostoso flui com gosto e a veia cava da alegria fosse só um caminho ténue para furar alguma angústia.

Enfim, sabemos que até no coração da gente pequena o amor bate com todo o vigor...

Daniela Pereira

Direitos de Autor Reservados

segunda-feira, janeiro 10, 2011

30 minutos depois das 10...




Se eu me calar....
as palavras fogem-me pelos dedos.
São serpentes escorregadias
que o silêncio não consegue capturar.
Então chovem-me as dores,
em letras miudinhas,
tão anormais e singelas.

Daniela Pereira
Direitos de Autor Reservados

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Somos borboletas em flor.. Estamos prontas para parir a luz.




Não existem aves lá fora...

apenas voam gotas de chuva atravessando o silêncio numa valsa muda...

Não existem flores nos jardins...

recolhemos as pétalas na última ventania que passou...

Não existem gritos a sacudir as janelas...

hoje escrevi no coração com as pedras gastas da calçada

e surpreendentemente ele não se riscou...

Não existem pensamentos aos pontapés nas ideias...

está selada a ordem das coisas

e o meu caos restaurado

como lenha fresca que se deita na fogueira

para o lume não partir...

Não há tempo para dizermos o que sentimos

quando o vazio nos envolve..

Somos borboletas em flor..prontas para parir a luz

mas em tantos momentos abrigamos o peito na mais pura escuridão...

Não existem aves no céu...

porque só rente ao coração sobrevivem as tuas penas...

Então soltamos os teus loucos sentidos e assim fugimos dos Homens normais.

Daniela Pereira

Direitos de Autor Reservados

terça-feira, janeiro 04, 2011

A faca que não te fere mais...




A solidão é um caminho de cabras por onde os rebanhos de sonhos não passam...

É uma casa sem janelas forrada a cetim onde o sol não entra e só um leve nevoeiro paira.

A solidão é uma realidade que devia ser miragem para facilitar as contas que nos trancam os olhos a uma parede reflectida no chão onde a luz bate e volta ao inicio da escuridão.

A solidão...a solidão é uma palavra amarga que nos prova a boca quando nada temos para dar..para fazer crescer sem regar o momento com alguma tristeza que afoga qualquer semente que tentamos cultivar.

Depois choramos porque sentimos que as flores partem e só as silvas frutificam porque usámos as lágrimas para abençoar o dia e esquecemos que só a sorrir o mundo agradece.

A solidão é uma faca de estrutura romba que nos consegue ferir com a ferida mais fina e mais profunda.. não deita sangue..sangra com sal..é uma hemorragia silenciosa que termina sem uma gota derramada mas que afecta todos os nossos mares.

Um dia vai haver uma onda silenciosa que varrerá tudo e tu vais chorar o ontem como se ele ainda estivesse ali espetado contra o teu peito..cravado no teu intimo como uma marca intemporal que nada derruba ou diminui.

Faz o teu mundo... põe-lhe flores nos canteiros..pinta-lhe arco-íris nas paredes..prende o céu cinzento sozinho lá no escuro de um canto..desenha um sol que não se deite nem por um segundo...sacode a chuva dos teus cabelos porque a solidão sempre volta à tua boca e como um filho que regressa a casa leva-te nos braços.

Daniela Pereira

Direitos de Autor Reservados

sábado, janeiro 01, 2011

Tentações


http://olhares.aeiou.pt/tentacoes_foto4300578.html

quarta-feira, dezembro 22, 2010

Feliz Natal






Se nada for mais importante que um coração aberto

então leva-me a chave do peito

para nele sempre puderes entrar...



Se nada for mais importante que um abraço apertado

quando sentires frio em ti...

então moldo nos meus braços

o perfil do teu corpo

para eternamente te abraçar...



Se nada for mais importante que uma palavra

pronta a quebrar o silêncio do teu mundo...

então deixo-te a minha voz

ou um saco cheio de ternas palavras escritas

para varreres a solidão...



Se o carinho...a promessa e a amizade forem flores na tua mesa

que eu um dia na tua alma lar deixei..

então é porque plantei o teu coração no meu jardim e com doçura te reguei.



Daniela Pereira

Direitos de Autor Reservados




Feliz Natal a todos os amigos que me deixaram entrar nos seus mundos e me acolheram sem se importarem com os dias em que sou rosa caída...malmequer sem rumo ou violeta adormecida.

domingo, dezembro 05, 2010

Sessão de lançamento do livro "Já não se fazem Homens como antigamente



Foi no dia 27 de Novembro que o Livro "Já não se fazem Homens como antigamente" foi apresentado pelos seus autores a todos que se deslocaram à Livraria Leitura Books & Living no Porto.
Essa sessão, contou com a presença inesperada do escritor Luís Miguel Rocha,autor do prefácio do livro e também com o nosso editor Francisco Abreu representando a Editora Esfera do Caos.





A tarde começou cedo para os autores que estiveram reunidos com amigos num almoço aproveitando para discutir agradavelmente sobre temas que lhes eram prazerosos...logo as palavras,os livros e as emoções que eles podem transmitir foram alguns dos assuntos servidos com o café.




A sessão de lançamento iniciou-se com as palavras bem dispostas do editor Francisco Abreu que fez uma breve apresentação dos autores e da obra,agradecendo ainda a presença do escritor Luís Miguel Rocha.Foi o Luís Miguel Rocha que iniciou a conversa com o público da livraria,falando um pouco do prefácio e da sua opinião sobre a obra.
A seguir foram os autores do livro que levantaram um pouco o véu sobre as suas histórias.



A primeira história a ser focada foi a da autora Daniela Pereira, a história "Clara ou a Cinderela dos Tempos Modernos".Daniela falou um pouco sobre a mensagem que a história encerra,mostrando uma analogia daquela história com os velhinhos contos de encantar.Sugerindo que os protagonistas da história vivem um conto de fadas mas com o final distorcido,porque Clara acaba por descobrir que o seu príncipe encantado Tozé vai revelar ser afinal um autêntico sapo.
A história brinca um pouco com as relações fugazes que se iniciam com atracções mútuas e sem tempo para uma construção sólida.As personagens são postas em situações onde os seus gestos tornam-se tão exagerados que as leva a mostrar um lado ridículo no modo como exprimem o que sentem.Uma história que pretende ser divertida mas com um forte momento de sátira ao comportamento humano nos dias de hoje.



Logo a seguir,João Pedro Duarte apresentou a sua história "Paciência de Chinês". Uma história que foca o medo que algumas pessoas sentem em assumir os seus sentimentos quando eles são verdadeiros.Numa inteligente e divertida peça de teatro guiada por um estranho fantasma,o autor retrata a vida de um casal apaixonado que continua afastado vivendo vidas paralelas numa tentativa frustrada de viver emoções que só juntos poderiam ter.O medo de sufocarem num amor tão intenso faz com que o jovem casal viva ilusões nos vários relacionamentos e experiências amorosas que partilham,mas acabando sempre por cair num vazio profundo.




A 3ª história a ser apresentada nesta sessão foi a hilariante história de um reformado idoso que desejou ter uma noite de prazer com a sua mulher.Falamos da história de Miguel Almeida, "Ele tomou Viagra,Ela chamou a polícia". O autor iniciou a sua apresentação referindo que a sua história tinha sido construída a partir de factos verídicos explicando que teve que sacrificar as férias para conseguir participar neste projecto,mostrando-se muito satisfeito por ter conseguido o seu objectivo.Nesta história o senhor Solidónio Matos tenta convencer o seu médico de família a receitar-lhe o famoso comprimido azul,o Viagra. Cansado de se sentir encerrado num corpo doente e débil,este idoso conduzido pela força das suas memórias e pela vontade do prazer pede ao seu médico a oportunidade de amar a sua mulher novamente.No entanto a toma do Viagra tem efeitos que a pobre da esposa de Solidónio não esperava.



Para terminar a apresentação da obra, o autor Pedro Miguel Rocha falou um pouco sobre a história que defendeu neste livro, "A Lâmina do Amor".Numa história que vasculha o mundo da realidade virtual e o cruza com uma relação real perturbando-a fortemente.Pedro Miguel Rocha refere os perigos e as tentações que os mundos de comunicação criados na net podem causar.A facilidade de encontrar novas pessoas e de estabelecer ligações sem conhecer a pessoa que está do outro lado do ecrã é muitas vezes responsável por enganos e por numerosas desilusões.



Finalmente houve ainda espaço para algumas perguntas da plateia e para o debate de alguns temas relacionados com o recheio deste livro.Para surpresa e admiração dos autores foram muitas as pessoas que embaladas pelas palavras dos autores não tiveram problema em mostrar a sua opinião e em partilhar experiências das suas vidas com todos os presentes.Falou-se que a idade nunca será desculpa para não amar alguém,perguntou-se se ainda haveria espaço neste mundo para o Amor verdadeiro. Se as pessoas ainda davam pedaços de si sem esperar nada em troca.Se nas relações havia tempo para dar valor aos gestos trocados e aos momentos vividos neste mundo tão fugaz.
Tivemos ainda a surpresa de sentir que as nossas palavras tinham chegado aos corações das pessoas, que saíram daquela sessão sentindo um bocadinho mais a importância de mostrar às pessoas que as amamos sem nenhum medo.Oferecer um ramo de flores à pessoa amada sem nenhuma razão aparente para além do amor que por ela sentimos ainda está na moda...e ainda bem.








Texto da autoria de Daniela Pereira

segunda-feira, novembro 08, 2010

Sessão de lançamento do livro "Já não se fazem Homens como antigamente


Convite para a sessão de lançamento do livro "Já não se fazem Homens como antigamente"...

Livraria Leitura Books & Living-Shopping Cidade do Porto-PORTO dia 27 de Novembro às 16h .Apareçam:)

quarta-feira, outubro 27, 2010

Passatempo na página do facebook do livro Já não se fazem Homens como antigamente


Bom dia :)



O sapinho encantado dá inicio ao 1º passatempo da semana...

Neste 1º passatempo teremos um exemplar do livro para oferecer através de um sorteio entre todos os participantes que responderem correctamente no mural da página às seguintes questões:



1- Qual foi a data de lançamento do book trailer da obra Já não se fazem Homens como antigamente no blog do livro?



2- Em que colecção inserida no catálogo da Editora Esfera do Caos podes encontrar o livro Já não se fazem Homens como antigamente?



O passatempo irá decorrer a partir deste momento e até Domingo dia 31 até à meia noite.



Boa sorte!!!



Vamos lançar um conjunto de passatempos em que os vencedores serão premiados com um exemplar autografado. Estes passatempos irão decorrer de dia 27 de Outubro a dia 14 de Novembro. Convidem os vossos amigos a juntarem-se a nós na página





Pista: As respostas podem ser encontradas no blog oficial do livro e no catálogo da Editora Esfera do Caos... ;)

segunda-feira, outubro 25, 2010

Informação

Olá amigos do Devaneios


É com prazer que partilho mais um cantinho onde podem adquirir alguns dos meus trabalhos literários...

Na Wook existe uma página onde podem encomendar o mais recente livro Já não se fazem Homens como antigamente com desconto de pré-lançamento e o velhinho livro de poesia Afectos Obsessivos :)

http://www.wook.pt/authors/detail/id/956440


beijinhos

Daniela Pereira

sexta-feira, outubro 15, 2010

Já não se fazem Homens como antigamente

"Já não se fazem Homens como antigamente" tem como missão abalar
mentalidades e arrancar sorrisos bem rasgados. Ao longo de 4 histórias
divertidas e actuais, falamos do mundo das relações, vasculhamos
consciências, reviramos crenças de pernas para o ar, falamos de sexo
...depois dos 80 anos, falamos de futebol e das tendências de moda masculina,falamos de marisco e seduções, de paixões cegas e de amores encantados.




Dia 15 de Novembro à venda nas principais livrarias do país...

Um livro de Daniela Pereira,João Pedro Duarte,Pedro Miguel Rocha e Miguel Almeida
Prefácio de Luís Miguel Rocha

http://homenscomoantigamente.blogspot.com/

http://www.facebook.com/pages/Livro-Ja-nao-se-fazem-Homens-como-antigamente/153081791398468

segunda-feira, setembro 27, 2010

Clara ou a Cinderela dos tempos modernos...





Falar da Clara, não é simples mas também não será assim uma tarefa muito árdua.Clara é uma mulher como todas as mulheres. Tem sonhos, fantasias e desejos secretos que por educação tenta guardar só para si. Gosta de matar o tempo a ler horóscopos tentando antecipar-se ao destino. Adora vestidos fashion, mas só tem dinheiro para costurar trapos com originalidade.Imagina-se todos os dias a ganhar a lotaria, e a viajar pelo mundo sem hora marcada para o regresso...Depois, é uma mulher que vive de paixões e por isso vai perdendo o coração pelas esquinas da rua... Como perdem todas as mulheres apaixonadas.Mas a vida de Clara, vai mudar... É o destino que o diz e Clara acredita no destino. Por isso corre contra o tempo para esbarrar literalmente com o seu grande amor.Então, tudo muda… Clara volta a amar e é um amor intenso. Os defeitos da sua cara-metade pouco interessam aos olhos de quem vê tudo pintado com as cores do arco-íris. Ela sorri, quando provavelmente deveria chorar. Há um coração cego por aí, mas é um coração que se sente extraordinariamente feliz. Mas não é isso que realmente interessa? Ter um coração feliz?O que pode fazer Clara para tentar que essa felicidade nunca mude? Congelar o tempo? Fingir que tudo continuará perfeito. O Tony é o seu príncipe... O príncipe de todas as histórias de encantar. Não tem um cavalo branco? Que pormenor tão banal para ela! Ele é perfeito... Para a Clara é um homem perfeito. Pode ressonar durante a noite, gostar da sua cervejinha quando vai ver a bola, praguejar em demasia, e até mesmo olhar para todas as mulheres com saias com mais de 2 dedos acima do joelho. É o homem que Clara escolheu nos seus sonhos… O homem que a faz tão feliz. Talvez acredite que um amor assim possa ser eterno…





Clara ou a Cinderela dos tempos modernos, é um texto escrito por Daniela Pereira e fará parte do projecto a 4 mãos " Já não se fazem Homens como antigamente" ,Editora Esfera do Caos... Um livro recheado de histórias divertidas,reais e que nos fazem pensar no mundo que hoje temos.

Todas as novidades referentes ao livro poderão ser encontradas no blog:



http://homenscomoantigamente.blogspot.com/

sexta-feira, setembro 10, 2010

Minuendo....





Há um céu de estrelas com quem danço

para celebrar uma noite sem escuridão...

Há também um jardim,onde nunca pisei flores

nem ocultei sonhos.

Há quem diga que a minha alma não tem pés

mas caminha contra o vento...



Não sei,mas ouço-lhe os passos.



Há também uma figueira que nunca deu figos...

mas nem por isso deixou ao relento

as aves oriundas de mil e uma paisagens.

Há quem diga que a minha alma não tem olhos

mas vê ilusões como ninguém...



Não sei...não a consigo ver

mas pressinto que tem um coração distraído..





Daniela Pereira

Direitos de Autor Reservados

sexta-feira, agosto 20, 2010

Há homens que dormem sem escuridão...




E se os sonhos fossem papagaios de papel?

Talvez os pesadelos fossem balões para furar à luz da lua...

Atar os nossos sonhos a um arco-íris de papel e deixar as vontades voar a favor do vento...

Só um vendaval de ideias à solta e um punhado de areia para enterrar os teus erros.

Que bela é a liberdade de um sonhador

não há montanha que não alcance

nem nenhum mar que fique por atravessar...

E dos seus olhos nascem pássaros amarelos

que no topo do mundo querem pousar

e há uma campa fria no fundo do peito

onde já repousam os fracassos.

Depois há aqueles que apenas dormem com os olhos abertos na escuridão...



Daniela Pereira

Direitos de Autor Reservados

quarta-feira, agosto 11, 2010

Romã...

Foto @Raquel Moura
P.S: Parabéns amiga,só o teu olhar podia descobrir um contraste com tanta beleza...aqui fica o poema que escrevi inspirada na força e na fragilidade desta imagem*

Um dia planto uma laranjeira à tua porta


Tens um lado de ti onde nada se abre....até o sol se encobre debaixo das tuas persianas como se a tua janela fosse um fosso de escuridão aparentemente sem fundo.

Do outro lado és a Primavera em flor...e todas as sementes desmaiam aos teus pés mais vivas do que nunca.Já te rasgaram a pele das paredes,como se fosses para sempre um fruto velho a secar ao tempo que passa sem pressa para murchar.Não disfarças os dedos que já te treparam o corpo despido numa ténue cor de gema de ovo como se a tinta que te pintou um dia os pontos brancos fosse impermeável ao sal dos olhos que nas tuas paredes choraram despedidas agarrados a ti..

como se tu lhes fosses dar algum alento.

Mas há um lado em ti...onde tudo se transforma..onde não há tempo para escuridões ou vozes de sombra e só os risos sobrevivem ao verde das tuas raízes.

Que linda que é a tua janela!

Aquela que nuncas abres mas onde o sol nunca se põe e a noite a ela nunca chega...

mas o luar...ai mas o luar recortado no teu corpo de vidro riscado entra pela Primavera a dentro e não existem folhas caídas que resistam no chão por muito tempo e até as flores mais tímidas brotam nos velhos telhados laranja que trazes nas veias .

Um dia abro o mundo com as minhas próprias mãos e planto uma laranjeira à tua porta ….


Daniela Pereira

Direitos de autor reservados

quinta-feira, agosto 05, 2010

segunda-feira, agosto 02, 2010

Rumo à liberdade...





Já cheguei às tuas pedras e não as atirei para o ar...pelo contrário,fortaleci o meu chão
porque um chão raso é que me engole...
Cheguei ao mar,incrivelmente cheguei com os pés molhados depois de atravessar tanta areia seca...é um fenómeno que não sei explicar,assim como não sei explicar porque há chuva em pleno verão e o inferno traga o verde dos meus olhos.
Vais fugir das minhas fugas?
Como se fugir fosse a solução de todos os afogamentos que o mar promove na minha mente...talvez devesse cortar o mar ao meio e caminhar por entre as ondas como se o meu corpo fosse um milagre desencaminhado e sem rumo.
A tua liberdade é o teu escudo...a minha arma é o teu grito e a paz é um colchão vazio que os sonhos perfumam para não perderem a reputação de serem Deuses maiores que tudo podem mesmo quando já em nada acreditas.
E o veludo é verde porque o vermelho desbotou com o sal da cozinha e o amarelo não tem girassois na pele,só os pressinto na barriga...
Deixa estar que o mar é surdo..sei-o porque já supliquei em tom vibrato que queria partir e ele não me deixou dar nem um passo,atirou-me logo com a onda mais feroz e sacudiu-me a esperança até ela deixar de tentar ser feliz e fez-se um caminho seguro com vidros estilhaçados para nada mais partir por dentro.
Já vejo o teu barco a acenar bandeiras brancas enquanto deriva na incerteza de uma direcção ...
Basta de esperar
que o mar se abra para mim! ...
Então dispo-me de incompetências e inocências e de todas as "ências" que nos tornam máquinas de coração estripado e rumo à liberdade
com as asas presas aos pés calcinados pelos dias que ardi à toa por alguém...

Daniela Pereira
Direitos de Autor Reservados

domingo, julho 04, 2010

Desidratação...




Estás na garganta...a arranhar-me as palavras como se fosses uma lâmina e eu já não te grito...
Silenciei-te no meu ouvido como se fosses para sempre um verbo sem futuro para conjugar..então não te conjugo..nem sequer te condeno porque o fogo por ti há muito se apagou.
És uma paisagem rara que espero não repetir no meu olhar...cegos são os amadores..visionários são os amadores da palavra amar e eu sinto-me madura à luz da vela.
E faço ondas na mente como se a memória fosse um mar com tormentas a conquistar e tu de memórias nada sabes...nada vês..só restos de um vazio que é só teu e eu costuro-me nas fendas com retalhos coloridos como se fosse uma boneca de trapos à espera de uma vida..
Estás na garganta..feres-me a voz e de nada me queixo,porque só ontem aprendi a falar..
É verdade que digo muito...que até acho que digo tudo,mas o meu coração depois de ti jamais falou de igual para igual ...podia multiplicar os dias..dividir as razões todas as noites mas mesmo assim somaria desperdícios mal contados e o meu ser seria impossível de equacionar...tu já és uma incógnita que nada tem para ser resolvido..és uma constante que se perde no tempo a apagar fórmulas que não entendes.
Matematicamente incorrecto é o teu pensar...sobes numa cadeira e atiras ao ar tudo o que já não interessa e o teu mundo reduz-se a meia dúzia de linhas,todo o resto é ficção porque a tua realidade com nada se comove.
Pirâmide de aventuras..
ruína das verdades...
nó incompleto a trepar na garganta...
Vai um copo de água para deslizares mais depressa?


Daniela Pereira
Direitos de autor reservados

quarta-feira, junho 23, 2010

O fim de todas as coisas maduras...




Escrevo-me...

Serei um drama em cada folha adormecida no colo dos leitores que me vigiam por detrás de tantas letras tristes e marcadas no papel?
Um conto cinzento que não sei colorir por ter perdido dentro de mim toda a cor?
Sempre me senti um romance mas quebrei-me em mil poesias todas as noites em que amei com o coração aberto e no entanto em nada fiz-me poema...só fui devaneio de uma cama que não se queria ver vazia.
Tive perfumes na pele..tive sonhos..beijos dados com paixão..tive promessas...não...não tive promessas,tive instantes...pedaços de tempo que corriam como cobras sem pernas por isso nunca tocavam o chão quando me percorriam.Eu pensei erradamente que galopavam o tempo porque tinham asas..ignorância súbita de quem se orgulha de saber pensar e de ter no pensamento uma esperança segura.

Escrevo-me...

Destapo-me dos pontos finais que me foram dados...das intermitências nos sentimentos que só a ruas escuras me conduziram..e os passos que eram tão firmes para mim eram pressentimentos de um andar enterrado em areias movediças de onde nunca mais poderei sair.
Interrogo-me...faço questões que o mundo inteiro não compreende e simplifica com pena e eu retribuo sentindo-me mais complexa porque já nem as respostas me satisfazem...nada é credível..porque tudo passa rápido demais para ser palpável com as mãos..até os abraços são de fumo,escassos e voláteis...formas que não prendem só sustentam a alma quando ela está prestes a cair mais fundo.Ainda vês o mar aí desse buraco? Sentes a brisa pelo menos e nadas sem te molhares...só os teus olhos atravessam as ondas com a intenção de as quebrar...o resto do teu corpo fica parado exposto às ambições de alguém sem rosto.

Escrevo-me...e o amor escreve-te em reticências amarguradas que não terminam no fim das margens,és um romance inacabado com capas negras ao ombro onde o sol está prestes a morrer em todas as páginas...mas por milagre sobrevive com os pedaços de luz que na escuridão encontra.

Escrevo-me....Sou o fim de todas as coisas maduras...
Folha verde...

Daniela Pereira
Direitos de autor reservados

segunda-feira, junho 21, 2010

Intersticios e um punhado de vento

Choveu de noite e eu não dei pela chuva a cair...
Eras leve demais naquela gota de açúcar para seres tão doce
e hoje para ter um dia com mais sol
pinto-te as sombras e os interstícios da razão
como se o vazio de alguém pudesse ser mais um quadro na parede pronto a pendurar.

Houve arco-íris de rua e no céu alguém teceu tapetes em linho verde para receber o sol de braços abertos...como se a luz de um dia fosse uma festa...um festival de brilhos e utopias...mas mesmo assim choveu de noite.
Posso dizer que as memórias são feitas de orvalho mas tinha que ter a mente mais fresca e os olhos mais secos para lhe compreender a textura como algo que passa num segundo...porque a chuva passa e o Verão até anda por perto a prender-me o vestido num vento discreto e a queimar-me os seios com desventuras.

Choveu de noite...pode também ter chovido de dia...importa é que não a senti minha,mas sim como um instante de tempo molhado que nada mais promete para além de um coração hidratado e já sem dor.

Daniela Pereira
Direitos de Autor Reservados

sábado, junho 05, 2010

Matinal e uma gota de fruta...


Enquanto a chuva vier..hão-de vir os pardais matar a sede no lago das lembranças e comer-te a mente ainda doce e fresca como se fosses o último fruto maduro ainda apetecível no jardim....


Daniela Pereira
Direitos de autor reservados

terça-feira, junho 01, 2010

Memória cheia...


A memória é um bicho estranho difícil de domar....
venham as borboletas e os rouxinóis...
que partam os corvos e as moscas pretas dos coloridos anzóis...


Enfrento a problemática do síndrome de memória cheia de pensamentos vestidos de branco a caminhar certeiros em direcção a um buraco negro esculpido a rigor...
Já passei a passadeira vermelha..hoje toda a memória é lenta quando foca um qualquer momento...
Pobre memória,tão cheia de pudor e de panos quentes nas feridas....tão bela que és quando corres como um rio sem medo de entupir os teus belos olhos nas pedras desse leito comprimido que trazes no coração...

Texto e foto de Daniela Pereira
Direitos de Autor Reservados