sábado, abril 14, 2012
incompetência da chuva
quinta-feira, abril 12, 2012
Uma carta solta ao vento...
quarta-feira, abril 11, 2012
Inconfidências na margem do ser...

Dás uma sombra ao teu olhar porque o sol para ti já se tornou demente.Os peixes usam e abusam da tua lua nos cantos das suas bocas e tu sentes-te nua ou fragilmente coberta de sonhos de prata.O mar recolhe os teus lenços de sal e as flores roubam mágoas que são tuas.Que importa que o céu esteja cinzento se o teu coração tem um peito sem nuvens?Há gotas de chuva no teu pescoço a perfumar o teu andar....
Daniela Pereira
Direitos de Autor Reservados
quarta-feira, março 21, 2012
Dizem que um poema não chora...

Dizem que a poesia da alma
tem um lugar cativo dentro do meu peito
só porque o meu coração o Amor já albergou.
Mas que faço eu agora, com as palavras de antigamente?
Faço flores de papel com as rosas que cravei nos poemas?...
Faço pássaros da lua e bordo-lhes os meus amores no bico?...
Faço rios de sal e invento um mar mansinho para as estrelas mais confusas?...
Dizem que a poesia da alma
tem um lugar cativo dentro do meu peito...
Mas o meu coração tem quatro quartos e meio por alugar.
Também tem janelas que as lágrimas embaciam
e purpurinas que aos sorrisos
com um brilhozinho nos olhos agradecem.
Dizem que sou uma alma triste...
talvez seja apenas uma...triste alma
que nas palavras recita o pensamento de uma vez só.
Não lhe esconde as angústias...
Não vira as costas aos pesadelos...
Nem tão pouco tem coração de rocha
que aos solavancos as tempestades anuncia.
Ah, mas tem os lábios mais claros e os beijos mais lúcidos
que a tua boca jamais numa simples vida encontrou.
Tem nos olhos a terra mais quente e afável
que o teu olhar assim despido para o mundo um dia provou.
Dizem que sou um pedaço de alma
que o corpo um dia poeticamente rejeitou...
Fez-se a mudança e o coração criou letras órfãs do medo e da dor...
Dizem que a tua poesia tornou-se banal e que os sentimentos perderam o dom de palpitarem nas veias...
Mas os teus dedos...
mas os filhos da mãe dos teus dedos...
ainda deixam marcas pretas na areia
e a tua alma sofre o síndrome de inspirar emoções...
Porque a barriga dos sonhos mesmo faminta
na ponta dos teus dedos jamais se esvazia.
Daniela Gomes Pereira
Direitos de Autor Reservados
segunda-feira, março 05, 2012
O sabor de nenhuma lembrança...

O meu corpo pediu licença para aterrar na tua boca
como um beija-flor perdido num só flor...
Despiu-te o ódio de não seres alguém e vestiu-te com o amor mais puro
com botões de rosa sangue latejando nos olhos.
Não vi a tua alma encerrada e por isso abri o teu peito com os dedos em luva...
O teu interior não tinha nada, mas lá eu vi um céu de estrelas claras...
Então entrei na tua mágoa com a dor presa em mim até aos joelhos
e sem medo da escuridão que irradiava no teu quarto
adormeci na curva mais quente da tua pálida história.
Daniela G. Pereira
Direitos de Autor Reservados
terça-feira, fevereiro 14, 2012
A todos os amores que em mim amei...

Há-de alguém amar o mundo
com a mesma força com que eu amo as pausas nas palavras...
os peixes que nadam com arco-íris nas costas e o prateado nos olhos.
Há-de alguém amar o mundo
com a mesma ternura que eu ofereço aos pássaros que matam a sede nas gotas esquecidas no jardim...
Há-de alguém amar o mundo
com a mesma profundidade clara
com que eu amo os corações que adopto no meu peito...
Amores perfeitos que nenhuma ferida amargurada soube em mim rasgar...
Tenho todas as folhas brancas do mundo para escrever novos amores e a doçura do pensamento para os eternizar....
Daniela G Pereira
Direitos de Autor Reservados
quarta-feira, janeiro 11, 2012
Bordados a frio...

Hoje o frio bordou-se nas mãos
com fios finos que o rosado dos dedos emagrece...
As flores vidraram as cores
e o sol perdeu-se na inutilidade de uma chama
que a brisa fria em ti enaltece...
Hoje o frio bordou-se nas minhas mãos
com agulhas de linho branco
e laços que me prendem as veias.
As flores reclamam que se sentem mais feias
quando lhes tiram o sol dos rostos..
Mas,os cravos ainda se sentem irmãos
e as rosas proclamam-se as mais belas pedintes
escolhidas pelo mais tórrido amante.
Hoje o frio bordou-se nas tuas mãos
como se fosse uma capa de lã alva
que os teus gestos quentes
na solidão jamais arrefece....
Daniela Pereira in "Dois pares de sentimentos e a perfeita questão.. "
Direitos de Autor Reservados
sexta-feira, novembro 25, 2011
3 palavras e meia
segunda-feira, novembro 14, 2011
Dois minutos a respirar em branco...

A porta está aberta...
Mas o sol não vai entrar
onde há um vinho alado pousado sobre a mesa
e dois copos de cristal por servir...
Estão nas paredes os novos quadros
que o rosto da rosa na tela pintou...
O tempo assinou a obra que o teu olhar por moeda alguma vendeu...
As cortinas choram lágrimas de renda
e a janela escreve notas de orvalho
como uma escrivã solitária que a luz das sombras o corpo seduz.
A porta está fechada...
A página passou dois minutos em branco
e aquecida na lareira
nasceu mais uma hora
e uma palavra morreu vestida de chamas.
Daniela Pereira
Direitos de Autor Reservados
sexta-feira, outubro 07, 2011
A tua cor
O mundo perdeu-se de cores e não sabe se hoje o dia vai ser azul ou cinzento...
Tem o coração ambicioso pelos tons do mar e da leveza do céu... mas os olhos teimam em ver nuvens a cavalgar o horizonte e os desertos pedem chuva só para puderem também eles sentirem as flores...
Há quem diga que elas são como os arco-íris e nelas tudo é colorido..
Há quem diga que o seu perfume até desperta os mortos que sentem saudades de amar no jardim...
O mundo perdeu-se de cores e não sabe se o dia hoje vai ter tons de prata quando a noite chegar ou se pintará com a cor do fogo o por-do-sol ...
Há quem diga que são de ouro os teus sonhos mas nunca os guardarei só para mim porque há ainda quem seja criança e queira contigo sonhar...
E o mundo que ainda não sabe o que fazer com o preto das viúvas e dos asfaltos que as estradas consome...
Talvez escreva um poema com palavras de meias pretas e tontas até o pincel partir para a dança das cores...
Hoje o dia vai ter uma nova cor... a cor que tu quiseres
aquela cor que só tu sabes colorir....
a tua própria cor *
Daniela Pereira
Direitos de Autor Reservados
segunda-feira, setembro 26, 2011
Se cura...é porque ainda arde

Queria fazer das horas, pedaços de tempo mais significativos porque os dias esvaziam-se depressa demais.
E o passado é tão recente,foi apenas ontem...Hoje as palavras abundam na mesa, mas o silêncio ocupa o centro moderando as conversas que vagueiam nas tuas histórias.
Existem encontros casuais que te fizeram sentir capaz de mudar a voz ao mundo...
Existem amores que te penetraram até às entranhas deixando a descoberto o teu peito e todas as pedras do caminho e todos os espinhos dos jardins a tua alma rasgaram...
Existem perdas que te fizeram perguntar o que raios vieste fazer a este mundo... sempre solidária com um mar morto que lentamente se extingue quando sonhas.
Existem anjos, que se cruzam na tua cabeça, com uma mão estendida dedicada a ti e a outra de punho cerrado, para que nunca te esqueças que até a caridade pode ter outra face...
Descobres o lado negro de todas as coisas e odeias a incapacidade que por momentos te impede de ser luz... Então ocupas a noite a vestir de preto a lua decidida a renegar para sempre o sol. Não desistes de chorar as dores... de questionar as memórias convicta na veracidade de todos os teus gestos.
E tu amas...amas e voltas a amar uma e outra vez. Entregas os braços e abres-te em doces abraços e as amarguras ficam por aí..aquelas velhas tontas sem sentido. Amas o brotar de um sorriso e o teu coração é pequeno para aquilo que gostarias de ti dar.
Mas ouves um lamento e mesmo quando tudo em ti chora, o teu coração sorri para fora...
Mas ouves um lamento e mesmo quando tudo em ti chora,o teu coração sorri para fora...
Daniela PereiraDireitos de Autor Reservados
Conheces o lado negro de todas as coisas e surge em ti por momentos a incapacidade de ser luz... Dás por ti,distraída a vestir de preto a lua com juras de renegar para sempre o sol.Mas ouves um lamento e mesmo quando tudo em ti chora,o teu coração sorri para fora...
quarta-feira, setembro 21, 2011
O voo perfeito...
Porque ainda me escrevo por palavras vãs
como se a negritude das minhas linhas fosse capaz de montar uma estrada?...
Vivo de moldar a matéria com que se fazem os sonhos
no entanto passo os dias acordada
a sentir quem se faz à vida com a força de um gigante
e deparo-me com as incertezas de uma formiga
com o chão fugindo por entre as marcas dos dedos.
Melancolicamente recordo os dias em que os sonhos faziam sentido
e dou por mim a desenhar as histórias dos outros...
a remendar-lhes os cacos e a tirar-lhe os espinhos
como se a ferida que arde em mim sarasse.
Porque ainda me escrevo em folhas soltas
se o tempo teima em apagar-me em todos os caminhos
para onde o vento livre um dia me levou? ...
Daniela Pereira
quarta-feira, setembro 07, 2011
Apetece-me e agora.... ?
Apetece-me dizer coisa nenhuma e às coisas que falam ficar muda e calada.
Mandar as palavras às favas e às pedras do caminho tirar-lhes o pé até que o chão se realize.
Apetece-me... e agora,quem me diz que não posso?
Quem me prende as mãos à boca até nos meus dedos nascer pó?
Quem faz cantar o grilo se eu lhe comer as asas?
E quem diz que isto é defeito e não um aprumado feitio...
Não me importa...hoje apetece-me...
Apetece-me roubar os doces aos miúdos que pulam no jardim...
esconder os segredos no fundo do mar
e dar gargalhadas porque a ninguém os digo.
Apetece-me desenhar sorrisos na alcatifa da sala
e pendurar aranhas nas janelas
só para ver um gato com as patas mais animadas.
Apetece-me correr atrás dos cães e mesmo que fique em último na corrida
não deixarei de exibir a língua cá fora como sinal do meu orgulho cansado.
Quem me prende as palavras ao céu da boca
porque o coração está louco de contentamento
e o silêncio hoje é uma festa onde todos entram calados mas ninguém sai falador.
Daniela Pereira
Direitos de Autor Reservados
http://devaneiosazuis.blogspot.com/2011/09/ja-nao-se-fazem-homens-como-antigamente.html
É manhã...e os pássaros cantam quando os carros circulam.Só as flores permanecem paradas e mudas no meio da rua.
sexta-feira, setembro 02, 2011
Já não se fazem Homens como Antigamente
O Blog Devaneios e a autora Daniela Pereira, vão oferecer a preço de chuva 10 exemplares do Livro "Já não se fazem Homens como Antigamente" :) Estamos nos primeiros dias de Setembro e para contrariar este ar de Inverno, este é um bom livro para animar estes dias mais cinzentos.
Assim sendo, todos os visitantes do Blog Devaneios que queiram receber um exemplar do livro, basta que deixem o nome e escrevam num comentário a este post o que esperam encontrar neste livro.
Os primeiros 5 visitantes, recebem os seus exemplares por apenas 7 euros mais portes de envio... Os restantes 5 menos apressados, poderão adquirir o livro por 10 euros mais portes de envio.
À medida que os comentários surgirem no blog será pedido a cada visitante validado que contactem a autora através do seguinte email: "ielapausas@gmail.com" para que possam dar os respectivos dados para encomenda. Os livros serão entregues por correio verde após comprovativo da transferência bancária com o pagamento.
Agora é só dar corda aos sapatos e passarem por aqui... :)
Até já
Daniela Pereira
Sinopse:
Num mundo de fast food, de conversas virtuais, relações apressadas, podemos falar de quê?
De amores sinceros? De amores eternos? Provavelmente não... o mundo gira com demasiada rapidez até para nos lembrarmos do nome da pessoa com quem dormimos na noite anterior.
Somos 3 homens e uma mulher e nesta aventura de dedos cruzados e pensamentos em alvoroço, pensámos falar das relações actuais... de pessoas... de encontros e desencontros... de homens correctos.. de traições... de mentiras... de desejos... de desilusões.
Temos fantasmas num palco... um casal perfeito que, na verdade, esconde defeitos... temos homens que querem tudo ao primeiro olhar e mulheres que sonham com o homem ideal. Queremos rir... queremos fazer pensar... talvez queiramos mesmo um olhar diferente para este mundo tão actual que esmaga os sentimentos com camiões de areia.
Vamos espreitar a felicidade dos outros?
"Já não se fazem Homens como antigamente" é um mundo que todos conhecem... é uma visita a uma mudança dos comportamentos humanos... é um Big Brother dos tempos modernos.. onde nem os sonhos mais íntimos escapam a esta janela aberta.
"Já não se fazem Homens como antigamente" , um livro editado pela Esfera do Caos... o mundo das relações humanas dissecado pelas mãos de Pedro Miguel Rocha... Daniela Pereira... João Pedro Duarte e Miguel Almeida..
segunda-feira, agosto 29, 2011
Ecos de um perfume...
Tenho saudades da urgência de querer escrever...
Das dobras no papel e dos dedos já cansados de expressões pedindo guarida na almofada.
Das ideias mal paradas na cabeça e da boca a salivar mais palavras como sobremesa.
Mas sem sentimentos não há palavras...só sobrevivem ecos inseguros
e as palavras que nascem por dentro são como rochas que nem o mar desfaz.
Vale a pena dizer o óbvio?
Vale a pena deduzir o passado numa folha como se o tempo pudesse ser vestido numa pintura?
Tenho saudades da urgência de querer escrever...
Do inclinar perante o peito aberto com os olhos a brilhar
mesmo quando um rio de sal neles se distingue...
O vento limpa-lhes o rosto e os olhos cristalinos por momentos podem ver e chorar ao pé do mundo.
Existem poetas que aprendem a moldar emoções
como se fossem grandes desafios
e existem poetas que vivem nas palavras noites de dor e de puro encanto.
Alguns mais cedo ou mais tarde perdem a voz e recusam a lição dos pássaros mergulhados num silêncio que só o Inverno conhece...
A Primavera deixa de ser bela e todas as estações são frias...
As folhas são como verdades juradas
que se espalham amargas pelo chão
e o Amor morre calado com a boca cheia de formigas.
Rasgamos mais uma folha e os sentimentos caminham sozinhos para o lixo.
Daniela Pereira
Direitos de Autor Reservados
sábado, julho 30, 2011
Morres-me primeiro ou suicido as aves?
E agora,José?
O céu perdeu a cor
e as curvas do caminho já se encontram baças....
Morres-me primeiro ou suicido as aves sem penas que tentam em vão voar?
E agora, José?
Perdeste a voz de rouxinol
e ainda ontem dizias ser cantor
reclamando que os silêncios da rua te eram nefastos.
E agora, José?
Ficas a rir das tuas desventuras ou vais à deriva procurar novas conquistas?
Ainda ontem colhias maçãs no pomar e hoje plantas rugas na varanda
E agora,José?
Morres-me primeiro ou suicido as aves sem penas que não te ensinaram a voar?
Daniela Pereira
Direitos de Autor Reservados
quinta-feira, julho 14, 2011
Dessas palavras,já não falamos...

Dizes sofrer de uma paixão avassaladora por letras e reticências imprevistas
mas só te vejo comer palavras em sopas frias...colherada após colherada num exercício de concentração forçada.
Fazes gemadas com o amarelo dos ovos e podias pintar canários nas pontas do sol...
depenar os pavões e substituir o orgulho das penas por credos de papel.
Dizes ser portadora de emoções profundas mas nunca te vi cavar um poço em terras de poucas águas...talvez sintas que o mar é uma cama maior para as tuas insólitas paixões.
Fazes borboletas de papel mas nunca te senti presa nos braços do vento que as fazem voar... Dizes ser alheia aos prazeres terrenos porque insistes sonhar acordada e nos teus sonhos há sempre um pedaço de nuvem a rematar as fragilidades das tuas fantasias.
És para além de seres...pedaços daquilo que não dizes, nem tão pouco murmuras nas brumas dos teus passos...és muda acima do teu coração porque jamais engoles aquilo que sentes. És uma cascata onde só mergulham aqueles que em ti flutuas.
Depois existem as palavras cruzadas..aquelas que teces na boca.
Mas dessas já não falamos... um dia ouvi dizer que só querias sentir o silêncio outra vez a caminhar feliz na tua rua.
Daniela Pereira
Direitos de Autor Reservados
segunda-feira, julho 04, 2011
Até que o pensamento acabe...suspiramos

Já não sei o que dizer...se é que alguma vez soube o que as palavras significam quando se desprendem dos meus dedos como borboletas suicidas que embatem contra as paredes com a força que carregam nas asas.
São como lendas que se libertam ao vento para as histórias encaixarem nos momentos e não ficarem à deriva,porque o mundo já é um buraco negro que nos engole o corpo até às sombras e nem a alma escapa aquela fome que nasce no profundo de um povo que quer liberdade para amar.
E eu já amei...já amei com tudo o que tinha para respirar...com tudo o que tinha para repartir quando tudo era exclusivamente meu e o sol dizia-me em segredo: Não te percas que as nuvens ficam no teu horizonte e depois tens chuva todos os dias quando abrires a medo os olhos inchados! Tens nevoeiro atrás das tuas costas e nos teus cabelos já vi tantas vezes orvalhar...Precisas de sol para amadureceres mais colorida...
E eu amei as pedras da rua porque me levavam até ti..religiosamente até ti e o caminho era perfeito.Se existiram muros para transgredir,nunca me importou, saltei sempre para a frente. Às vezes parecia uma leoa a defender-te dente por dente da escuridão que te fazia adormecer sem expressão no olhar.Eras um autêntico fantasma de memórias desfeito..moldado nas intelectuais margens de um rio culto que nada sabia para além de uma ida ao espelho para ver se algo mudou.
E hoje ainda amo... não te amo a ti.E ainda pergunto como é que um dia te amei.. como se fosse o meu erro mais divino...uma crosta numa ferida que sempre foi mentira.
E amo...amo-me a mim em algum pedaço de tempo onde me suporto..onde me entendo e admiro. Mas há horas onde sou mais escura que aquele buraco negro que o mundo transformou num lar...
Aí rasgo as palavras..rasgo-as em letras miúdas para ninguém as conseguir ler,nem mesmo o coração que já conhece os meus silêncios gestuais e no meu murmurar hesita ,recomenda que remende os gritos já ditos e eu nem te sinto...
Os meus dedos escorregam no teclado, sem vontade ou paixão..escorregam apenas e como quem segura o chão depois de uma queda suspiram até que o pensamento acabe.
Daniela Pereira
Direitos de Autor Reservados
sexta-feira, junho 17, 2011
Somos apenas aquilo que somos e uma renda de sonhos...
Somos o pão que não apodrece
na boca de qualquer um
e mesmo que o resto do mundo
nos suplique com fome...
À tirania de um desejo não me rendo!
Somos a liberdade aquecida
que num copo nu a memória esfria
e mesmo que a recordação
queira o teu cheiro com ardor...
Num raio de sol não te queimo
porque cinzas velhas não guardo!
Somos o vento que varre as paixões
como se elas fossem folhas de Outono
e mesmo que a palavra
exija algum retorno
das noites de Verão onde tão pouco dormi...
Não ficarei de boca aberta
à espera que riquezas doces
me apurem a saliva.
Somos a vida que o amor merece
e mesmo que o coração
ao longo dos anos arranhe a dor...
Na carne fica sempre um buraco
por onde o sofrimento escorre
porque na alma se esgota.
Daniela Pereira
Direitos e Autor Reservados
quinta-feira, junho 02, 2011
Feira do Livro do Porto

A autora Daniela Pereira e as Edições Ecopy convidam para que estejam presentes pelas 16h no Auditório da Feira do Livro do Porto,onde irá decorrer uma sessão de apresentação do livro de poesia Afectos Obsessivos.
Esperamos por vocês,para uma hora de emoções fortes e de poesia à solta...
http://www.facebook.com/event.php?eid=225212517504317
Daniela Pereira
"Vamos falar de amor...calados?"
O tempo passa e o coração permanece parado...
Estático na sua timidez de amar...
Ávido por uma batida mais intensa por um fôlego apressado...
Por um toque na pele sentido na boca.
O amor não pensa... O amor entrega e rouba tudo o que é racional...
Prende-te os sorrisos com teias de mel... Amarra-te os sentidos com abraços sem folga... Bebe-te o olhar com dois copos de vinho branco bem servidos.
Devora-te o peito e tu lambes os restos que amores antigos deixaram ansioso pelo gosto de uma nova sobremesa.
Como mostramos o que sentimos ao amar?
Como se pinta o tecto com beijos multicolores usando o vermelho como fundo na tela?
Como se respira devagar quando os pulmões fazem redemoinhos com ar na boca?
O amor não pensa...
Fecha os olhos à noite e a tua imagem vem-lhe à cabeça como um sonho bom que cortas em pedaços para saborear com sumo de limão.
Amas demais... Esqueces tudo à tua volta e só vês um corpo esculpido nas sombras...
Todos os rostos são monótonos se não são aquele rosto que idealizaste em ti.
Todos os beijos são iguais... Sabem a pouco
Se os teus lábios não estão despidos de beijos passados.
Então amas com cuidado...
És frágil nas entregas, porque o teu coração dos portões de ferro fez portas de cristal.
Amas com o coração
Mas amar... fode-te sempre a cabeça
Daniela Pereira in Afectos Obsessivos,Edições Ecopy 2007
segunda-feira, abril 25, 2011
A liberdade já não se escreve sem um soluçar...
Foto retirada do cartaz de comemoração do 25 de Abril de 1974A liberdade já não se escreve
com o perfume dos cravos...
andam à solta rosas carpideiras
que pedem pão para a boca
porque os filhos têm fome.
Nas paredes permanecem gritos de revolta
que a geração de hoje
carimba com frases curtas.
Na garganta as palavras não escorrem
falta água para as levar livremente
até ao fim da rua.
Não há religião que salve o ladrão
que te vai roubar...
Há dinheiro nos sonhos de quem trabalha
mas alguém fez buracos nos bolsos
e não há migalhas para distribuir
pelos que suplicam uns míseros tostões
porque há frio na rua.
Há quem queira correr o mundo por aventura...
e quem já não encontre no seu país uma porta aberta para o futuro...
Morremos longe
porque a pátria já não nos acolhe de braços abertos e com comida na mesa.
Somos o manjar da bela Europa....
A liberdade tem no pensamento a sua maior força...
e os novos cravos que supostamente nos querem salvar da bancarrota
enchem a barriga com caviar antes de apregoar a sua revolta.
Daniela Pereira
Direitos de Autor Reservados
quinta-feira, março 17, 2011
Com os dedos apenas sou doce e choro...

Dizem que as andorinhas trazem a Primavera mas o meu Inverno está por um fio...
Preso a notas que metem dó a pedinchar um pouco de sol.
Mas foi lá que o vi nascer...baloiçando só para si
como se as tempestades me quisessem julgar apenas ré
mas na verdade não me culpassem de todas as ondas perdidas...
Do mundo inteiro só algumas sei que criei
frutos das minhas mais salgadas tristezas.
Dizem que as andorinhas trazem a Primavera e eu espero-as à janela...
levo-as prateadas penduradas nas orelhas
num silêncio que não é o meu
esperando que a estação das melodias também para mim chegue.
Varro a neve que há em mim para um céu azul mais presente
e aprendo a sorrir com os lábios fechados
porque com os dedos apenas sou doce e choro.
Daniela Pereira
Direitos de Autor reservados
quarta-feira, março 16, 2011
Labirintos...

Escapei à tristeza de ser um pouco de nada e senti-me muito grande.. imensa..gigantesca com a alma baloiçando no pico da montanha. Resistente ao frio e ao vento,sem temer mais um qualquer cair discreto para me derrubar.Presa ali no topo... sou uma bandeira mais forte.
A liberdade é um hino que ainda não aprendi ser...a matéria de todos os sonhos não tem amor à pátria e orgulha-se de ter um pensamento ateu. De ser um labirinto no seu sentir.. um polvo com tentáculos agarrado às pedras desejando que elas fossem corais e um grito mudo sai-lhe das entranhas mas ninguém parece que o quer ouvir e o grito morre com a língua em nós curtos. Há uma melodia distante que substitui o grito, mas quase que nem se ouve.. afoga-se na tristeza daquilo que não compreende mas que já conhece bem no existir. Disseram-lhe que seria mais fácil um dia partir no galope do horizonte... mentiram,esqueceram-se que já não sinto se dou passos ou se me enterro mais fundo...
Daniela Pereira
Direitos de Autor Reservados
sexta-feira, março 11, 2011
A matriz de todos os sonhos

Se hoje o sol não vier para te beijar...
Promete-me que amanhã fazes na lua o teu leito
mesmo que ela te pareça vã e fria..
Terás um milhão de estrelas
para iluminar a chama dos teus sonhos...
Voluntárias a assombrar cada nuvem que tente adormecê-los.
Vais dormir com sonhos de algodão doce ao teu lado
pedindo cultos lençóis e terás mais sede de saber
porque é que a arte veste branco
e o vazio jamais teve qualquer cor.
Se alguma sombra interromper o teu sono
eu enterro-lhe o focinho na mais negra lembrança
até que ela uive de dor e a paz lhe faça a cama só com velas acesas.
Assim, poderás queimar com vontade
todos os medos que a noite à cintura possa trazer...
Para o dia nascer livre de qualquer culpa
quando em ti o sol se sentir de novo a renascer.
Daniela Pereira
Direitos de Autor Reservados
quinta-feira, março 03, 2011
Espumas...
Pequenas memórias na gaveta de espuma que é o tempo...O tempo que nos afunda no brilho das coisas que já o foram... presos à escuridão do que podia ter sido uma singular fracção de realidade.
Fechar todas as horas que vivi numa só gaveta,com todos os instantes bem alinhados uns em cima dos outros. Com as horas esmagadas por entre os minutos que empurram com força os segundos para terem a cabeça de fora a respirar. Mas o tempo não passa de sombras que os olhos guardam nas visões que os deliciam. Ainda vamos morrer com as ondas que nos batem madrugada adentro... Talvez fiques fechada nas poeiras que alguém varreu das frinchas e o tempo efectivamente passe desigual ao dia de ontem.
Daniela Pereira
Direitos de Autor Reservados
quinta-feira, fevereiro 17, 2011
O dia em que eu achei que conseguia gritar mais alto na tua demência...

Queria escrever-te um poema
ou talvez escrever um poema em ti...
Podias ser uma folha em branco
mas há muito tempo que fiquei sem tinta para te preencher as lacunas.
Palavras cruzadas fiz no teu peito
com soluções por vezes até um pouco imorais...
mas todas as letras faziam sentido
assim escritas para dizer o que sinto
sem moralismos patetas presos ao corpo
nem deveres excessivamente carnais.
Tinha a liberdade de um anjo
que sobrevoa as tardes mais belas
sem nunca temer perder o seu Norte
mesmo rompendo a mais fétida escuridão.
E eu rompi tanta podridão em ti...
Fiz vulcões de cinzas gastas e calei-te as curas
sem me importar com a doença que te gritava na alma.
Queria escrever um poema
ou talvez ser um poema para ti...
Para aquele que ainda me vê de olhos abertos
e não me castra o coração.
E o dia em que eu achei que conseguia gritar mais alto na tua demência?
Era tão louca naquela inocência vã de lamber as feridas dos outros...
Soprava flores nos meus sentidos e sorria
deixando a tempestade ainda mais preta.
Daniela Pereira
Direitos de Autor reservados
terça-feira, fevereiro 15, 2011
Premiados do Passatempo do Dia dos Namorados
Os premiados deste Passatempo vão ter direito a um exemplar do livro Já não se fazem Homens como antigamente com dedicatória de um dos autores,neste caso a única representante do sexo feminino :) Daniela Pereira. Peço aos premiados que entrem em contacto comigo através do email "ielapausas@gmail.com" deixando o nome e morada para proceder ao envio dos vossos prémios. Postarei aqui as declarações vencedoras agradecendo a todos que participaram neste Passatempo.Lembrando ainda que quem estiver interessado em adquirir exemplares do livro Já não se fazem Homens como antigamente pode também realizar a sua encomenda para o email referido.ObrigadoResultado das votações: 1º lugar - Lobo Das Estepes- 5 votos
2º lugar- Adorno ( Sara Oriana)-3 votos
Declarações vencedoras:
Declaração nº7- Lobo Das Estepes
A doçura que lambo com saudade
Uma tarde, plantado numa sombra do quintal, vivia eu — página após página — uma das mais belas histórias de amor, quando o meu cão se veio ancorar aos meus pés descalços. Deitei o livro na relva e ficámos namorando-nos em surdina: a cauda — vestida de farrapos de neve — tamborilava-lhe ao compasso do meu coração.
Salpicado pelas vagas de ternura que aqueles olhos — castanhos e pestanudos — me assopravam, peguei-o ao colo e beijei-o na boca. Ele usava uma mancha preta numa das orelhas, que lhe caiu quando os meus lábios tocaram os dele. Desde esse dia que uso a mancha ao pescoço, pendendo dum fio de algodão.
Tem o doce das amoras silvestres, a mancha preta e arredondada do meu cão. Sei que é doce porque às vezes a lambo — sempre que a saudade se vem ancorar a meus pés. Aqueles farrapos brancos, depois de pincharem sorridentes pela casa, pingam-me no peito — e eu regresso àquela tarde, àquela sombra, àquele beijo.
Declaração nº4 - Sara Oriana
Como a areia e o mar,
A nós ninguém nos vai conseguir separar,
Apesar de a maré recuar,
Para a sua areia acaba sempre por voltar!
É assim que a nossa relação consigo imaginar,
Com altos e baixos, mas com força para tudo ultrapassar!
Agora que tive a sorte de te encontrar,
De ti nunca mais me quero separar!
Sinto-me segura quando nos teus braços me posso aconchegar,
E é essa tranquilidade que quero sempre valorizar,
E é por ela, que para sempre, vou lutar!
sábado, fevereiro 12, 2011
Votação para o Passatempo Dia dos Namorados
Daniela Pereira
Declarações a concurso:
Declaração nº1 – Patricia Dias
Amar é querer ser mais que eu própria
Embriagar-me de estrelas
Subir ao cume do céu
É querer ser o teu sol
Dormir sob o teu lençol
Encharcar-me no teu "eu"
É ter sede de te amar
Loucura de te abraçar
Oferecer-te o Mundo e a Lua
E nos meus sonhos te sentir
Ver teus olhos a sorrir
Sentir-te meu e ser tua
É queimar-te de paixão
Ter um nó no coração
Querer ver-te todo o tempo
É chorar sem ter razão
Sentir quente a tua mão
Querer ser teu pensamento...
Patrícia Dias nome e seguidora
Declaração nº2 – lilia gomes
Quando te conheci
Olhei nos teus olhos e vi
A alegria e vontade de viver
O desejo de dar e querer amar
Olhei para ti sorri e descobri
Que nasci, voltei a existir
Quando reparaste em mim
Descobri no teu jeito a saudade
Que a ternura tem um jeito sábio
De leveza nobre nos teus lábios
No teu sorriso e olhar encantador
O brilho da luz que se fez amor
No universo dos mil sentimentos
Nos teus braços belos momentos
A felicidade em todo seu esplendor
Minha paixão do meu coração
Recebe esta minha declaração
De quem te ama com devoção
Declaração nº3-Rosa Margarida
Fazes-me falta! Tu, minha confidente, companheira, amiga...minha cúmplice. Não nos cruzámos na rua, não fomos nunca apresentadas, não foi uma casualidade: crescemos juntas! O sangue que nos une basta para que sejas uma das pessoas mais importantes da minha vida.
Não pude escolher-te, mas se tivesse hipótese de fazê-lo, serias tal qual a pessoa que és hoje e enches-me de orgulho...tanto orgulho!
A distância que nos separa, motivada pelas circunstâncias da vida, não poderá nunca diminuir o Amor que sinto por ti. Aliás, é provavélmente essa distância, que me fez perceber o quanto és importante para mim (Daremos apenas valor ao que não temos???).
Hoje, continuamos a crescer (não tão juntas), mas muito mais unidas.
És perfeita, com as tuas qualidades e os teus defeitos (sim, porque todos temos coisas menos boas), com os quais aprendemos a viver e a conviver. Não será isso um verdadeiro Amor?
Percoa-me as traquinices, as batalhas infantis, as palavras crueis de uma criança, mas não mudaria nada... foi o nosso passado que nos trouxe até aqui e valeu a pena! Sempre!
Voámos em direcção a outros ninhos, percorremos caminhos diferentes, mas continuamos a saber onde nos encontrar nos momentos mais fulcrais e basta um olhar para caírmos nos braços uma da outra e saber que estamos no lugar certo com a pessoa exacta.
Amo-te (tanto)... Minha querida irmã!
Declaração nº4- Adorno (Sara Oriana)
Como a areia e o mar,
A nós ninguém nos vai conseguir separar,
Apesar de a maré recuar,
Para a sua areia acaba sempre por voltar!
É assim que a nossa relação consigo imaginar,
Com altos e baixos, mas com força para tudo ultrapassar!
Agora que tive a sorte de te encontrar,
De ti nunca mais me quero separar!
Sinto-me segura quando nos teus braços me posso aconchegar,
E é essa tranquilidade que quero sempre valorizar,
E é por ela, que para sempre, vou lutar!
Sara Oriana
Declaração nº5 – Flávio Pereira
Oh amada, declaração de amor
Oh meu coração que de ti quer estar mais perto
Quero sentir o teu perfume esvoaçando pelo ar
Deixando que o mundo nos une
Para nunca mais te deixar
Os meus braços tremem de tanto te querer ver
Os meus sentidos reclamam de não te poder tocar
Quero estar perto de um bom sentir
Quero perder a cabeça com o teu beijar
Se o mundo nos juntar deixarei mais cedo
O meu trabalho físico para te ver
O meu coração sofre em segredo
Por este pedido de amor que te quero oferecer
Declaração nº6 -Rute Almeida
Ca vai minha declaração:
Sem você...
Sou poesia sem poeta
Sou uma canção sem melodia
Sou um mar sem ondas
Sou primavera sem flores
Ah! Sem você...
Meus sonhos se perdem dentro de mim
Meu mundo se desfaz buscando o amor que só encontrarei...
Em teu olhar!!!
Declaração 7- Lobo Das Estepes
A doçura que lambo com saudade
Uma tarde, plantado numa sombra do quintal, vivia eu — página após página — uma das mais belas histórias de amor, quando o meu cão se veio ancorar aos meus pés descalços. Deitei o livro na relva e ficámos namorando-nos em surdina: a cauda — vestida de farrapos de neve — tamborilava-lhe ao compasso do meu coração.
Salpicado pelas vagas de ternura que aqueles olhos — castanhos e pestanudos — me assopravam,
peguei-o ao colo e beijei-o na boca. Ele usava uma mancha preta numa das orelhas, que lhe caiu quando os meus lábios tocaram os dele. Desde esse dia que uso a mancha ao pescoço, pendendo dum fio de algodão.
Tem o doce das amoras silvestres, a mancha preta e arredondada do meu cão. Sei que é doce porque às vezes a lambo — sempre que a saudade se vem ancorar a meus pés. Aqueles farrapos brancos, depois de pincharem sorridentes pela casa, pingam-me no peito — e eu regresso àquela tarde, àquela sombra, àquele beijo.
Declaração nº8 – Tertúlia ( Dinora Alves)
"Não foi paixão.
Não foi amor à primeira vista.
Mas conheci-te e algo mudou. Bem no fundo. E eu sem ver.
Foi crescendo e mudando.
as células do meu corpo contaminando.
Até que chegou à alma.
E aí eu vi. E aí eu senti.
Agora, sorrio sozinha ao pensar em ti.
Coro ao lembrar o que vivemos.
E não posso viver sem ti. Sem nós."
domingo, janeiro 30, 2011
Passatempo Dia dos Namorados

O Blog Devaneios vai realizar um Passatempo para o Dia dos Namorados onde podes ganhar exemplares do livro "Já não se fazem Homens como antigamente" . Lê atentamente as Regras do Concurso e participa :)
Sinopse do Livro
Para participar queremos que sejas original e criativo...
Podias fazer uma simples carta de amor,mas nós sabemos que todas as cartas de amor são banais.Por isso queremos que mostres o teu amor por tudo o que te rodeia e podes deixar o ser humano de lado se quiseres.
Adoras alguma equipa de futebol? Mostra o que te apaixona nela...
Amas o teu bichinho de estimação? Achas que tens o animal mais fofo e prendado do mundo?
Ocultas uma paixão secreta pelo homem do talho? Prometemos não contar a ninguém,mas diz o que te encanta nele...
O Dia dos Namorados é para todos e todos merecem receber presentes:)
Regras do Concurso:
1) Cada participante deve criar uma Declaração de Amor original e postá-la como comentário neste tópico.A Declaração deve ser identificada com o primeiro e último nome de cada participante e numerada por ordem de participação.
O participante só poderá concorrer se for seguidor deste blog ,assim sendo deverá indicar também o seu nome de seguidor .
2) Todas as Declarações de Amor deverão ser postadas a partir do dia 31 de Janeiro,Segunda Feira até ao dia 11 de Fevereiro Sexta Feira.
3) As Declarações de Amor serão votadas até ao dia 11 de Fevereiro .
Apenas seguidores deste blog poderão votar na sua declaração preferida identificando-a desta forma :" Eu voto na declaração "desta pessoa" indicando o nome do autor da frase" . Cada pessoa só poderá votar numa única frase concorrente e uma única vez.
4) Cada participante no Passatempo só poderá postar uma frase para concurso
5) Todos os participantes no Passatempo terão de ter morada em Portugal
6)Os prémios deste Passatempo :
- 1º e 2º Classificados- As 2 Declarações de Amor mais votadas- Oferta gratuita de 1 exemplar do Livro Já não se fazem Homens como antigamente
*Bónus de participação -Todos os participantes deste Passatempo - Caso tenham interesse podem adquirir exemplares do livro Já não se fazem Homens como antigamente com dedicatória de um dos autores do livro (Daniela Pereira) contactando-me pelo email "ielapausas@gmail.com" onde serão dadas todas as informações ". .Esta oferta está limitada ao nº de exemplares disponíveis no blog
-*Os portes de envio serão pagos pelo administrador do Blog
*Nota: As classificações do passatempo serão colocadas neste blog no dia 12 de Fevereiro e os vencedores deverão enviar os seus dados pessoais para o email referido neste tópico
Para mais informações sobre a venda deste livro ou para encomendas podes contactar-me através do email "ielapausas@gmail.com"
terça-feira, janeiro 18, 2011
Um punhado de gente pequena...

Hoje acordei com pensamentos de gente pequena. De gente que não ambiciona o céu porque outros já tiveram a mesma ideia e sente que juntar o seu corpo ao caminhar simples das estrelas é um desperdício que nada acrescenta à solidariedade dos astros.
Que bom que é ser um mortal rotulado com prazo por expirar mas pouco consumido. É como se fossemos um produto gourmet que não se prova porque tem um gosto diferente daquilo que geralmente deixamos no prato numa refeição normal. Não é que tenha mau gosto, mas tem um gosto que não se define e isso é um pouco constrangedor para a alma habituada a paladares pouco profundos.
Olho-me como uma sopa... uma sopa de legumes com textura aveludada. E quando passo pelo dia sem imprimir às pernas passos apressados como numa garfada as inquietudes à solta pelos quintais. Dizem que são aves de penas duvidosas aquilo que saboreio sem cessar... a mim sabem-me a frango do campo com aromas de alguidar.
Hoje acordei com pensamentos de gente pequena, não mais que um metro e meio de altura sem comprimento ideal para abrir uma cova no chão e sem elasticidade facial para sorrir rasgado até atingir o sol em cheio no olho. Não faz mal, faço-lhe carinhos até ele fechar os olhos por sua própria vontade e não por me ouvir rezar por alguma escuridão porque a saudade ofusca-me o peito.
E o tempo hoje está tão politicamente correcto que até enjoa os sentimentos... é absurda esta monotonia na descrição humana das coisas que acontecem ou de tudo o que fica por acontecer.
Como se a veia triste pudesse ser um vaso impossível de romper porque o sangue desgostoso flui com gosto e a veia cava da alegria fosse só um caminho ténue para furar alguma angústia.
Enfim, sabemos que até no coração da gente pequena o amor bate com todo o vigor...
Daniela Pereira
Direitos de Autor Reservados
segunda-feira, janeiro 10, 2011
30 minutos depois das 10...
quarta-feira, janeiro 05, 2011
Somos borboletas em flor.. Estamos prontas para parir a luz.

Não existem aves lá fora...
apenas voam gotas de chuva atravessando o silêncio numa valsa muda...
Não existem flores nos jardins...
recolhemos as pétalas na última ventania que passou...
Não existem gritos a sacudir as janelas...
hoje escrevi no coração com as pedras gastas da calçada
e surpreendentemente ele não se riscou...
Não existem pensamentos aos pontapés nas ideias...
está selada a ordem das coisas
e o meu caos restaurado
como lenha fresca que se deita na fogueira
para o lume não partir...
Não há tempo para dizermos o que sentimos
quando o vazio nos envolve..
Somos borboletas em flor..prontas para parir a luz
mas em tantos momentos abrigamos o peito na mais pura escuridão...
Não existem aves no céu...
porque só rente ao coração sobrevivem as tuas penas...
Então soltamos os teus loucos sentidos e assim fugimos dos Homens normais.
Daniela Pereira
Direitos de Autor Reservados
terça-feira, janeiro 04, 2011
A faca que não te fere mais...

A solidão é um caminho de cabras por onde os rebanhos de sonhos não passam...
É uma casa sem janelas forrada a cetim onde o sol não entra e só um leve nevoeiro paira.
A solidão é uma realidade que devia ser miragem para facilitar as contas que nos trancam os olhos a uma parede reflectida no chão onde a luz bate e volta ao inicio da escuridão.
A solidão...a solidão é uma palavra amarga que nos prova a boca quando nada temos para dar..para fazer crescer sem regar o momento com alguma tristeza que afoga qualquer semente que tentamos cultivar.
Depois choramos porque sentimos que as flores partem e só as silvas frutificam porque usámos as lágrimas para abençoar o dia e esquecemos que só a sorrir o mundo agradece.
A solidão é uma faca de estrutura romba que nos consegue ferir com a ferida mais fina e mais profunda.. não deita sangue..sangra com sal..é uma hemorragia silenciosa que termina sem uma gota derramada mas que afecta todos os nossos mares.
Um dia vai haver uma onda silenciosa que varrerá tudo e tu vais chorar o ontem como se ele ainda estivesse ali espetado contra o teu peito..cravado no teu intimo como uma marca intemporal que nada derruba ou diminui.
Faz o teu mundo... põe-lhe flores nos canteiros..pinta-lhe arco-íris nas paredes..prende o céu cinzento sozinho lá no escuro de um canto..desenha um sol que não se deite nem por um segundo...sacode a chuva dos teus cabelos porque a solidão sempre volta à tua boca e como um filho que regressa a casa leva-te nos braços.
Daniela Pereira
Direitos de Autor Reservados
sábado, janeiro 01, 2011
quarta-feira, dezembro 22, 2010
Feliz Natal

Se nada for mais importante que um coração aberto
então leva-me a chave do peito
para nele sempre puderes entrar...
Se nada for mais importante que um abraço apertado
quando sentires frio em ti...
então moldo nos meus braços
o perfil do teu corpo
para eternamente te abraçar...
Se nada for mais importante que uma palavra
pronta a quebrar o silêncio do teu mundo...
então deixo-te a minha voz
ou um saco cheio de ternas palavras escritas
para varreres a solidão...
Se o carinho...a promessa e a amizade forem flores na tua mesa
que eu um dia na tua alma lar deixei..
então é porque plantei o teu coração no meu jardim e com doçura te reguei.
Daniela Pereira
Direitos de Autor Reservados
Feliz Natal a todos os amigos que me deixaram entrar nos seus mundos e me acolheram sem se importarem com os dias em que sou rosa caída...malmequer sem rumo ou violeta adormecida.
domingo, dezembro 05, 2010
Sessão de lançamento do livro "Já não se fazem Homens como antigamente

Foi no dia 27 de Novembro que o Livro "Já não se fazem Homens como antigamente" foi apresentado pelos seus autores a todos que se deslocaram à Livraria Leitura Books & Living no Porto.
Essa sessão, contou com a presença inesperada do escritor Luís Miguel Rocha,autor do prefácio do livro e também com o nosso editor Francisco Abreu representando a Editora Esfera do Caos.

A tarde começou cedo para os autores que estiveram reunidos com amigos num almoço aproveitando para discutir agradavelmente sobre temas que lhes eram prazerosos...logo as palavras,os livros e as emoções que eles podem transmitir foram alguns dos assuntos servidos com o café.

A sessão de lançamento iniciou-se com as palavras bem dispostas do editor Francisco Abreu que fez uma breve apresentação dos autores e da obra,agradecendo ainda a presença do escritor Luís Miguel Rocha.Foi o Luís Miguel Rocha que iniciou a conversa com o público da livraria,falando um pouco do prefácio e da sua opinião sobre a obra.
A seguir foram os autores do livro que levantaram um pouco o véu sobre as suas histórias.

A primeira história a ser focada foi a da autora Daniela Pereira, a história "Clara ou a Cinderela dos Tempos Modernos".Daniela falou um pouco sobre a mensagem que a história encerra,mostrando uma analogia daquela história com os velhinhos contos de encantar.Sugerindo que os protagonistas da história vivem um conto de fadas mas com o final distorcido,porque Clara acaba por descobrir que o seu príncipe encantado Tozé vai revelar ser afinal um autêntico sapo.
A história brinca um pouco com as relações fugazes que se iniciam com atracções mútuas e sem tempo para uma construção sólida.As personagens são postas em situações onde os seus gestos tornam-se tão exagerados que as leva a mostrar um lado ridículo no modo como exprimem o que sentem.Uma história que pretende ser divertida mas com um forte momento de sátira ao comportamento humano nos dias de hoje.

Logo a seguir,João Pedro Duarte apresentou a sua história "Paciência de Chinês". Uma história que foca o medo que algumas pessoas sentem em assumir os seus sentimentos quando eles são verdadeiros.Numa inteligente e divertida peça de teatro guiada por um estranho fantasma,o autor retrata a vida de um casal apaixonado que continua afastado vivendo vidas paralelas numa tentativa frustrada de viver emoções que só juntos poderiam ter.O medo de sufocarem num amor tão intenso faz com que o jovem casal viva ilusões nos vários relacionamentos e experiências amorosas que partilham,mas acabando sempre por cair num vazio profundo.

A 3ª história a ser apresentada nesta sessão foi a hilariante história de um reformado idoso que desejou ter uma noite de prazer com a sua mulher.Falamos da história de Miguel Almeida, "Ele tomou Viagra,Ela chamou a polícia". O autor iniciou a sua apresentação referindo que a sua história tinha sido construída a partir de factos verídicos explicando que teve que sacrificar as férias para conseguir participar neste projecto,mostrando-se muito satisfeito por ter conseguido o seu objectivo.Nesta história o senhor Solidónio Matos tenta convencer o seu médico de família a receitar-lhe o famoso comprimido azul,o Viagra. Cansado de se sentir encerrado num corpo doente e débil,este idoso conduzido pela força das suas memórias e pela vontade do prazer pede ao seu médico a oportunidade de amar a sua mulher novamente.No entanto a toma do Viagra tem efeitos que a pobre da esposa de Solidónio não esperava.

Para terminar a apresentação da obra, o autor Pedro Miguel Rocha falou um pouco sobre a história que defendeu neste livro, "A Lâmina do Amor".Numa história que vasculha o mundo da realidade virtual e o cruza com uma relação real perturbando-a fortemente.Pedro Miguel Rocha refere os perigos e as tentações que os mundos de comunicação criados na net podem causar.A facilidade de encontrar novas pessoas e de estabelecer ligações sem conhecer a pessoa que está do outro lado do ecrã é muitas vezes responsável por enganos e por numerosas desilusões.

Finalmente houve ainda espaço para algumas perguntas da plateia e para o debate de alguns temas relacionados com o recheio deste livro.Para surpresa e admiração dos autores foram muitas as pessoas que embaladas pelas palavras dos autores não tiveram problema em mostrar a sua opinião e em partilhar experiências das suas vidas com todos os presentes.Falou-se que a idade nunca será desculpa para não amar alguém,perguntou-se se ainda haveria espaço neste mundo para o Amor verdadeiro. Se as pessoas ainda davam pedaços de si sem esperar nada em troca.Se nas relações havia tempo para dar valor aos gestos trocados e aos momentos vividos neste mundo tão fugaz.
Tivemos ainda a surpresa de sentir que as nossas palavras tinham chegado aos corações das pessoas, que saíram daquela sessão sentindo um bocadinho mais a importância de mostrar às pessoas que as amamos sem nenhum medo.Oferecer um ramo de flores à pessoa amada sem nenhuma razão aparente para além do amor que por ela sentimos ainda está na moda...e ainda bem.


Texto da autoria de Daniela Pereira
segunda-feira, novembro 08, 2010
Sessão de lançamento do livro "Já não se fazem Homens como antigamente

Convite para a sessão de lançamento do livro "Já não se fazem Homens como antigamente"...
Livraria Leitura Books & Living-Shopping Cidade do Porto-PORTO dia 27 de Novembro às 16h .Apareçam:)
quarta-feira, outubro 27, 2010
Passatempo na página do facebook do livro Já não se fazem Homens como antigamente

Bom dia :)
O sapinho encantado dá inicio ao 1º passatempo da semana...
Neste 1º passatempo teremos um exemplar do livro para oferecer através de um sorteio entre todos os participantes que responderem correctamente no mural da página às seguintes questões:
1- Qual foi a data de lançamento do book trailer da obra Já não se fazem Homens como antigamente no blog do livro?
2- Em que colecção inserida no catálogo da Editora Esfera do Caos podes encontrar o livro Já não se fazem Homens como antigamente?
O passatempo irá decorrer a partir deste momento e até Domingo dia 31 até à meia noite.
Boa sorte!!!
Vamos lançar um conjunto de passatempos em que os vencedores serão premiados com um exemplar autografado. Estes passatempos irão decorrer de dia 27 de Outubro a dia 14 de Novembro. Convidem os vossos amigos a juntarem-se a nós na página
Pista: As respostas podem ser encontradas no blog oficial do livro e no catálogo da Editora Esfera do Caos... ;)
segunda-feira, outubro 25, 2010
Informação
É com prazer que partilho mais um cantinho onde podem adquirir alguns dos meus trabalhos literários...
Na Wook existe uma página onde podem encomendar o mais recente livro Já não se fazem Homens como antigamente com desconto de pré-lançamento e o velhinho livro de poesia Afectos Obsessivos :)
http://www.wook.pt/authors/detail/id/956440
beijinhos
Daniela Pereira
sexta-feira, outubro 15, 2010
Já não se fazem Homens como antigamente
mentalidades e arrancar sorrisos bem rasgados. Ao longo de 4 histórias
divertidas e actuais, falamos do mundo das relações, vasculhamos
consciências, reviramos crenças de pernas para o ar, falamos de sexo
...depois dos 80 anos, falamos de futebol e das tendências de moda masculina,falamos de marisco e seduções, de paixões cegas e de amores encantados.
Dia 15 de Novembro à venda nas principais livrarias do país...
Um livro de Daniela Pereira,João Pedro Duarte,Pedro Miguel Rocha e Miguel Almeida
Prefácio de Luís Miguel Rocha
http://homenscomoantigamente.blogspot.com/
http://www.facebook.com/pages/Livro-Ja-nao-se-fazem-Homens-como-antigamente/153081791398468



