segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Dor original...



Original é o poeta
que luta contra as ondas
mesmo quando sabe que se vai afogar...
O poeta que inventa o sol
em dias de chuva
mesmo que morra no salgado das lágrimas.

Original é a rosa
que brota solitária num jardim
sem temer a solidão
do vento quando este lhe toca...

O poeta é banal
porque chora
e tem medo como todos os mortais
que deixam passos na areia...
O poeta nunca será original
só porque sente que a sua escrita é imortal...
O Amor também dói
como dói toda a poesia no peito
mas até ele morre
como toda a gente...

Daniela Pereira
Direitos Reservados

Foto por Pokosandiva in http://pokosandiva.deviantart.com/art/Je-t-aime-76434118

6 comentários:

Zefinha disse...

Escassos versos em que te escreves de uma forma fenomenal. Este poema tocou-me...É de uma grandiosidade plena associada a uma subtileza tal, que tentei retê-lo na mente. Os meus parabéns...Excelente trabalho.

Cumprimentos,

Josefa Eduarda R. S.

Silent Raven disse...

Olá, Daniela!

Passei para fazer mais uma pequena visita ao teu mundinho... Como sempre, as tuas palavras irradiam força e beleza... É sempre um prazer passar por aqui.

Fica bem...
Carla

blueiela disse...

Cara Josefa

Muito obrigado pelas palavras de apreço e por esse prazer enorme que recebo sempre que as palavras que partilho fazem eco em alguém:)
Acho que é o maior presente que posso ter...sentir que a poesia faz sentido em quem a lê...que reconhecem os sentimentos que nela espalho.
Obrigado pela visita ao Devaneios;)

beijos

Daniela Pereira

blueiela disse...

Carla

:)Que bom receber as tuas palavrinhas..amiga!!
A tua simpatia e a tua alma são ilimitadas e é um aconchego recebê-las..obrigado...

beijinhos azuis

Blue

Ana Bolota disse...

E azul é a minha côr preferida. Uma das...mas talvez a mais preferida.
E por aqui passei. E gostei. E vou voltar. Para ler e deliciar-me com a simplicidade de palavras compostas em beleza...azul.
Um beijo
Ana

Paulo Lopes disse...

Está na hora dos poetas aprenderem a nadar e abandonarem essa tragédia da sujeição às lágrimas.