segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Sombras violadas no tecto


Vou fazer na minha noite escura
um cenário de luz com estrelas de papel
brilhando no tecto do meu quarto.
Do cobertor de veludo estendido na cama
faço uma mesa requintada
com dois corpos servidos na sobremesa.
Com a boca esborratada com restos de morangos
vou provar essa pele de pêssego
pedacinho por pedacinho
sem me preocupar com a falta de guardanapos de papel.
Vou lambuzar os dedos
com a doçura que escorre nesses lábios famintos
até empanturrar o amargo da língua.
Depois vou ficar de barriga cheia
contemplando em silêncio
a noite reflectida nas sombras do tecto.

6 comentários:

Anónimo disse...

Sexy, quase erótico...
A menina anda muito maluca!!!!

Reparo: O uso de diminutivos faz a tua poesia perder impacto. Que achas?

PBOX

Luís disse...

"Do cobertor de veludo estendido na cama
faço uma mesa requintada
com dois corpos servidos na sobremesa."

;-)

Luís disse...

"Do cobertor de veludo estendido na cama
faço uma mesa requintada
com dois corpos servidos na sobremesa."

;-)

Luís disse...

"Do cobertor de veludo estendido na cama
faço uma mesa requintada
com dois corpos servidos na sobremesa."

;-)

blueiela disse...

PBOX,


Meu amigo...e futuro papá ;)

Pois é, esta tua amiga tem os seus dias de loucura...mas sempre uma loucura saudável!
Tens razão, o uso de diminuitivos faz perder um pouco a força do poema, mas eu não consigo ser muito brusca...tenho sempre que deixar um rastro de doçura em tudo o que escrevo.Não tenho emenda...


beijinhos grandes

dani

blueiela disse...

Luís,


Obrigado pela tua presença sempre gentil nos meus devaneios ;)


beijos

blue